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Hot sem contorcionismo

Postado em 8 de Março | Por Letícia Black Comentários

Se você chegou até aqui, podemos supor que tem mais de 18 anos e quer escrever cenas mais quentes em seus livros, então abram a mente e se dispam das amarras da vergonha para podermos seguir adiante.

Não é incomum pegarmos livros (sobretudo independentes e amadores) em que lemos cenas de sexo e as descrições confundem a nossa cabeça, precisamos ler três vezes ou mais pra entender (ou não entender mesmo assim).

 

Eu tirei minha calça e a calcinha e ele me pegou com força e rasgou minha calcinha, nossa era minha favorita, mas que gostoso. Aí ele gritou "tire sua calcinha" e eu tirei. É O QUÊ?

Eu tirei minha calça e a calcinha e ele me pegou com força e rasgou minha calcinha, nossa era minha favorita, mas que gostoso. Aí ele gritou “tire sua calcinha” e eu tirei. É O QUÊ?

Muita gente esquece de Newton na hora de escrever cenas de sexo e fica uma coisa surreal, com uma ginástica digna de medalha de ouro nas olímpiadas.

Duplo mortal carpado no @

Duplo mortal carpado no @

Para evitar que isso aconteça, trazemos algumas dicas importantes para você limitar um pouquinho sua imaginação na hora de escrever uma cena hot.

 

1 – Faça o que você já fez

Se você é moça ou rapaz sacana e já fez umas coisas maneiras, lembre como fez e descreva. Ou manda aquela mensagem marota pro/a @ “chega aqui pra eu testar um negócio”. Escrever sobre o que a gente já fez é sucesso.

2 – Veja um vídeo

Se o/a @ não tá muito afim ou se encontra no plano imaginário ou quem sabe você ainda não está iniciado/a nas artes do corpo a corpo, a gente sempre encontra um vídeo interessante para assistir. Se quer descrever bem, anote as posições ou as movimentações das pessoas no vídeo.

3 – Kamasutra!!!!!!

Quer escrever algo diferente que você nunca fez e também não achou vídeo? O Kamasutra descreve bem as posições, há fotos, tudo direitinho. Não dá pra errar!

4 – Tenha calma e tome seu tempo

Tem gente que fica desesperado para escrever o hot porque é o que “todo mundo gosta”, mas espere o seu tempo. Se você quer escrever um hot, ele vai acabar sendo escrito quando você estiver pronto. Fazer isso antes vai só deixar as coisas ruins pra você.

5 – Não tenha vergonha

Algumas pessoas se travam na hora de escrever o hot porque tem vergonha do que leem. Pra essas, vou deixar uma dica especial que usei muito quando escrevia em lan houses (sim, eu escrevia hot em lan house há muito tempo): deixe a cor da letra em branco. Isso vai minimizar a sua vergonha porque você não vai ler o que está escrevendo e as coisas podem fluir mais naturalmente. Só não esqueça de revisar BEM depois porque erramos mais assim.

6 – Lembre-se de Newton e da anatomia

Dois corpos NÃO ocupam o mesmo lugar ao mesmo tempo, então nada de colocar uma perna saindo de uma orelha e atravessando a barriga para tocar no outro.

7 – Camas podem quebrar

E pessoas também. Se procurar por testemunhos, você encontrará números altíssimos de camas acidentadas e pessoas fraturadas, cheias de pontos e outros problemas que aconteceram durante o sexo. Então, cuidado ao narrar determinadas cenas mais pesadas, deixando os personagens e as camas ilesas. Não fica verossímil.

Não esqueça: escrever cenas de sexo é sobre se divertir e relaxar. Assim como na vida real, jamais faça algo que você não queira ou não se sinta confortável. Sentir um pouco de vergonha é natural, mas se isso é desconforto, esqueça! Não faça até que não lhe incomode, viu?

De resto: relaxe e goze.

 

Sobre o Autor

Letícia Black tem 25 anos e é natural do Rio de Janeiro. Viciada em livros e séries, escreve histórias desde cedo e se diverte muito com elas. Sonserina, Judd, Lannister, tributa, erudita, gleek ou simplesmente Leka. Autora orgulhosa dos livros Contos de Uma Fada e Garota de Domingo.




Como usar a Astrologia para criação de personagens

Postado em 6 de Março | Por Letícia Black Comentários

Há poucos anos, a internet ficou obcecada com algo não tão comum assim: astrologia.

A astrologia é uma arte milenar que estuda o comportamento humano de acordo com o movimento dos astros e a posição deles no nascimento do indivíduo. Foi popularizada por muitos anos através de horóscopo em jornais e revistas que iludiram muitos jovens que acreditaram que aquilo era real. Por conta de muita gente que debochou do conhecimento da astrologia, ela caiu num limbo de ceticismo e tem muita gente que acredita e que não acredita.

Porém, com a onda dos unicórnios, surgiram um monte de gente que se diz astrólogo com o conhecimento de revistas adolescentes e acabou disseminando ainda mais mentiras e bobagens sobre a astrologia.

Bom. Esse é o cenário atual. Você com certeza já teve contato com o estudo, já fez alguma piada sobre touro só gostar de comer ou debochou de quem faz esse tipo de piada. Eu vim aqui é pra oferecer algo útil com todo o conhecimento inútil que você acha que adquiriu.

Tá. Como eu uso isso?

Ok. Vamos lá. Enquanto estava todo mundo falando horrores sobre astrologia sem entender, eu já estudava astrologia há anos. Já são quase 20 anos lendo livros, artigos, estudando combinações etc. Quando o boom da astrologia aconteceu na internet, eu olhei aquilo e falei “pô, meu”. Nessa época, eu tinha minhas continhas no Astro e no Personare em dia e uma lista imensa de personagens cadastrados nela. Começou como uma brincadeira, eu sempre fiz fichas de personagem e coloquei datas de nascimento e, consequentemente, signos nelas. Daí para começar a cadastrar e dar uma olhadinha no mapa astral foi um pulo.

Foi aí que descobri uma coisa mágica.

Não importa se você acredita ou não em astrologia.

Mapa astral de Ludmila, personagem do meu livro Jogando os Dados

Mapa astral de Ludmila, personagem do meu livro Jogando os Dados

Quando você cadastra uma data de nascimento, um local e um horário, os sites de mapa astral te dão um manual de instruções daquele personagem. Se você não acha que nascer com o Sol em áries faz alguém ser mais impulsivo e intempestivo, tudo bem. Mas seu personagem nascido em 5/4 pode ser assim.

Exemplo: minha personagem Mila, de Jogando os Dados, estuda ciências biológicas. Seu TCC é apresentando um pesticida vitamínico, algo que mudaria o mundo se fosse aplicado na prática. Um pesticida que não criasse danos gerais, fortalecendo a planta e exterminando apenas pragas. Eu criei a Mila primeiro, tinha escolhido apenas seu signo. Inesperadamente, quando coloquei a data de nascimento dela no Personare e uma hora que inventei, encontrei a combinação Sol/ascendente em Aquário e Libra, dois signos de ar que são ligados à mudança, revolução e humanidade. No resumo do personare, temos: “Há também, neste seu caso, um interesse ativo por cultura, por justiça e pela sociedade. É bem possível que venha a ter sucesso acadêmico (…)”. E essa é só a ponta do iceberg.

Epa. Como assim?

Vamos lá. Você quer criar um personagem que encaixe na sua história. Que tal uma mulher super poderosa que saiu de um subúrbio para vencer na vida, sendo referência em sua profissão? É uma personagem com claro perfil de liderança, então escolhemos signos com dom para liderar. Ela é mais impulsiva? Então temos uma personagem de áries. É mais vaidosa? Deve ser leão. Concentrada e organizada? Capricórnio, talvez.

Escolhido o signo principal

Acesse um site que faça mapa astral. Eu gosto muito do personare porque ele dá um compiladão principal do Sol/ascendente, mas não mostra muito mais que isso gratuitamente. Além disso, escolha uma data aproximada e vá testando as combinações. Tenha em mente que o ascendente muda a cada duas horas, a Lua muda a cada dois dias, aproximadamente. É provável que as outras combinações não mudem muito, à exceção de Mercúrio, Vênus e Marte.

Manual pronto!

Logo você vai encontrar uma combinação que te agrade e um texto introdutório estará disponível, além de todo um mapa de instrução de como prosseguir com seu personagens com possíveis defeitos e qualidades

Por exemplo, uma pessoa de câncer tem tendência a gostar de cuidar de quem ama e, em excesso, vira possessiva e ciumenta. Pode, também, ser insegura e achar que alguém está estranho porque o cachorro da pessoa não gosta dela. Por quem ama, faz loucuras sem nem pestanejar…

Nessa parte, as revistas de adolescentes exageradas irão te ajudar: todo aquele julgamento de que geminianos são duas caras, escorpianos só pensam em sexo e piscianos são lerdos te ajudam a encontrar defeitos para seus personagens.

Com cinco minutos de pesquisa no Google, você encontra diversas características. Para ajudar, segue uma listinha do que você deve focar de cada planeta.

  • Sol: Quem você é / sua personalidade infantil até aproximadamente 28 anos
  • Ascendente: Como as pessoas te vêem / sua personalidade a partir do amadurecimento
  • Lua: Suas emoções
  • Mércurio: como você pensa / processa as informações / aprende
  • Vênus: Como você se relaciona de forma amorosa (também dizem que influencia no gosto da vestimenta)
  • Marte: Como você luta suas batalhas / Como reage em discussões ou obstáculos

No geral, eu foco nesses seis pontos, raramente vejo alguma coisa além disso.

Espero ter ajudado e fico à disposição para tirar dúvidas sobre esse método inusitado para criação de personagens.

Sobre o Autor

Letícia Black tem 25 anos e é natural do Rio de Janeiro. Viciada em livros e séries, escreve histórias desde cedo e se diverte muito com elas. Sonserina, Judd, Lannister, tributa, erudita, gleek ou simplesmente Leka. Autora orgulhosa dos livros Contos de Uma Fada e Garota de Domingo.




[RESENHA] A Rainha Vermelha #001

Postado em 23 de Janeiro | Por Letícia Black Comentários

A rainha vermelha

Resumo:

O mundo de Mare Barrow é dividido pelo sangue: vermelho ou prateado. Mare e sua família são vermelhos: plebeus, humildes, destinados a servir uma elite prateada cujos poderes sobrenaturais os tornam quase deuses. Mare rouba o que pode para ajudar sua família a sobreviver e não tem esperanças de escapar do vilarejo miserável onde mora. Entretanto, numa reviravolta do destino, ela consegue um emprego no palácio real, onde, em frente ao rei e a toda a nobreza, descobre que tem um poder misterioso Mas como isso seria possível, se seu sangue é vermelho? Em meio às intrigas dos nobres prateados, as ações da garota vão desencadear uma dança violenta e fatal, que colocará príncipe contra príncipe – e Mare contra seu próprio coração.

Personagens:

  • Mare
  • Cal
  • Kilorn
  • Maven
  • Elara
  • Evangeline

 

Mare, Mareena ou a garota elétrica, é uma principal cheia de energia e sem perspectiva de futuro. Ela é retirada do convívio de seus familiares e de Kilorn, a quem ela deseja salvar dos horrores da guerra. Sua vidinha medíocre se encerra quando ela conhece Cal, príncipe de Norta e convocada a trabalhar em seu palácio. Lá, é submetida ao convívio dele e de seu (também sem perspectiva) irmão, Maven, além da temível rainha, Elara, a noiva de Cal, também temível, Evangeline e o Rei de Norta, que é bem dispensável e eu não me recordo o nome.

Pontos positivos:

Uma distopia com personagem feminina, com vários plottwist e personagens cativantes, sem que a gente consiga ver o caminho que a história leva.

Pontos Negativos:

A trama é densa, demanda atenção.

Opinião:

Em suma, sou apaixonada por distopia. Confesso, porém, que não percebi que era uma distopia até começar a ler. Isso quer dizer que o cenário caótico me fez prender a respiração de prazer e alegria.

Talvez estivesse esperando algo mais como um biopunk pela sinopse, embora não tivesse pensado muito sobre isso. Também devo confessar que comecei a ler pela capa e surpreendentemente recebi no colo um daqueles livros que nos tiram o fôlego.

O mundo em que me coloquei, dividido entre ricos com sangue prateados (com poderes como fogo, água, vento, controle de metais etc) e pobres com sangue vermelhos (sem poderes, por isso subjugados).

Mare é uma garota vermelha de 17 anos comum, como todas nós fomos. Ela não faz nada da vida, mas o tempo passa e as responsabilidades chegam. Assim sendo, ela é pega e jogada para os leões de qualquer jeito e tem que encarar tudo o que isso significa.

Já que o livro é uma distopia, essa parte da vida de Mare é bem mais cruel do que foi para todo mundo que passou por isso. Ela rouba para sobreviver e se diz ladra de profissão. Por não ter sido escolhida para ser aprendiz, certamente vai ser recrutada para a guerra em seu próximo aniversário.

A possibilidade de ser recrutada para a guerra não a assusta. Três de seus irmãos foram recrutados e ela não tem nenhuma perspectiva. Mas Kilorn, seu melhor amigo, é aprendiz de pescador e seu mestre acaba morrendo. Por isso, Kilorn não é mais aprendiz e é jogado na guerra, fazendo Mare se sentir em seu pior pesadelo.

Com isso, ela sai em busca de uma maneira de salvar Kilorn.

Assim que tudo dá errado, encontra um rico generoso e charmoso, para quem desabafa seu anseio de salvar Kilorn.

Logo após, Mare é convocada para Palacete do Sol para servir como criada. Por isso, precisa servir em um evento importante que não acontece há 20 anos: a escolha da noiva do príncipe.

O príncipe em questão é Cal, o rico generoso que a ajudou no dia anterior.

As candidatas a princesas precisam mostrar seus poderes e, então, uma demonstração dá errado, deixando Mare em perigo mortal. Ao acreditar que iria morrer, inesperadamente seu corpo reage da forma mais inacreditável possível: ela solta faíscas.

Incompreendida pelos prateados ao seu redor, Mare é feita de refém.

Uma vez que está nas garras dos tiranos, não tem escolha a não ser seguir as suas exigências. Com isso, acaba se entranhando em uma rede mentiras e traições com as quais ela tem que aprender a lidar.

Eu me peguei segurando a respiração com a leitura muitas, muitas vezes. Também, não é sempre que a gente encontra um livro com tantos topos e arcos, tantos momentos claros de reviravoltas e tantos sentimentos que esmagam nosso coração.

Enfim, para quem gosta de livros completos, com romance, aventura, poderes, lutas, intrigas e muita dor e sofrimento, aqui está a leitura certa.

Titulo: A rainha vermelha
Autor: Victoria Aveyard
Editora: Seguinte
Gênero: Distopia/Sci-fi
422 páginas
Compre aqui!
Início da leitura: 18/09/2017
Término da leitura: 19/09/2017
Nota: 10
Apreciação geral do livro: Capa bonita, interessante, difícil de largar, bons diálogos, queria mais.
Leia outras resenhas

Sobre o Autor

Letícia Black tem 25 anos e é natural do Rio de Janeiro. Viciada em livros e séries, escreve histórias desde cedo e se diverte muito com elas. Sonserina, Judd, Lannister, tributa, erudita, gleek ou simplesmente Leka. Autora orgulhosa dos livros Contos de Uma Fada e Garota de Domingo.




5 passos para não criar uma Mary Sue

Postado em 23 de Janeiro | Por Letícia Black Comentários

Por que não criar uma Mary sue?

Existem centenas de técnicas para criação de personagens, mas, até hoje, escritores cometem erros básicos de não utilizar nenhuma delas e acabarem escrevendo personagens como bem entendem.

Por conta disso, há uma gama de personagens mal construídos que ganharam nomes porque seguem os mesmos moldes de erros que se repetem livro após livro.

Um dos tipos de erro mais comum dentre os personagens mais construídos levou o nome de Mary Sue. Há também diversos tipos de Mary Sue, mas hoje vamos falar apenas da mais tradicional e comum, Que que surgiu após a gente ficar em sua repetição em uma centena de livros e após dela outros tipos de personagens também foram identificados e nomeados com o seu prefixo ou semelhantemente como a sua versão masculina, o Marty Stu.

O que é uma Mary Sue?

bella swan mary sue

Pareço familiar?

Mary Sue é uma personagem que basicamente é ausente de qualquer defeito. Suas qualidades são exageradas e além do que qualquer ser humano poderia ser, por mais perfeito que ele ou ela seja. Ela pode ter uma auto-estima baixa e não se achar bonita quando se é exuberante e também costuma ser desastrada, mas fora isso todo o restante de sua personalidade e suas habilidades são especiais e não há mais ninguém como ela no mundo.

Após que a Mary Sue foi encontrada estudada, outros personagens com as mesmas características também foram encontrados como parte de sua família. Sua versão masculina se chama Marty Stu.

Ele tem as mesmas características da Mary Su, perfeito e poderoso, como um príncipe encantado, e habilidades infinitas.

Tá, mas e como eu evito que meu personagem seja uma Mary Sue ou um Marty Stu?

Antes de mais nada, nós recomendamos que você busque uma das técnicas de criação de personagem para que seu personagem possa ter vida própria um passado Manias defeitos qualidades medos entre outras características. já vai ajudar bastante na sua luta contra esse tipo de personagem em sua própria história. Aqui não vira folha você vai conseguir encontrar algumas dessas técnicas e fichas que irão te auxiliar nesse momento de construção de personalidade dos seus personagens.

Porém também iremos listar algumas dicas que poderão te afastar desse caminho do mal.

Não se baseia em você

Essa é uma das principais dicas porque a maioria dos autores iniciantes gostam de basear os personagens em si mesmos. E quando desejamos estar dentro de nossas histórias acabamos escrevendo pessoas melhores do que nós somos realmente. Ficamos em foco demais e resolvemos todos os problemas. Não é assim a vida nós sabemos. Se as coisas estiverem fáceis demais ou perfeitas demais, você é uma Mary Sue.

PS: Isso não quer dizer que você não possa ter alguns pontos de identificação com seus personagens. Assim como os nossos amigos os personagens também têm coisas em comum com seus autores, mas não significa que a personalidade deles deve ser baseada em quem os criou porque isso cria um favoritismo crônico.

Tenha um passado para seus personagens

A criação de um plano de fundo de um personagem ajuda a encontrar medos, traumas ou a justificar algumas atitudes. Por exemplo, um personagem que, muito novo, assistiu a mãe ser assassinada pode ter problemas para se relacionar ou desenvolver algum grau de desconfiança e/ou violência, além de outros traumas. Cuidado para não pesar a mão colocando um monte de comportamentos complicados em personagens. Isso pode entrar no âmbito da “lacração”, que é quando você exagera para ganhar mídia e/ou likes.

Pense bastante sobre defeitos

Você com certeza se conhece e conhece outras pessoas e pode identificar alguns defeitos chatos – e mesma assim gosta delas. As vezes, você tem um colega super legal, mas ele faz barulho ao mastigar ou fica de cara feia por nada. Ou, simplesmente, tem um dom para se atrasar ou gosta de explicar uma mesma coisa três vezes. Algumas pessoas são debochadas, arrogantes, falam alto demais ou não gostam muito de tomar banho. Todo mundo tem defeito e colocar defeito em seus personagens é como humanizá-los! Um pouco de insegurança, preguiça, soberba, gênio forte não vai matar ninguém. Dê uma olhada nessa lista de defeitos.

Alerta: evite que seu personagem não tenha consciência sobre a própria beleza enquanto todos os outros personagens o acham lindo de morrer!

Mais difícil?

Mais difícil?

Não lhe dê as coisas de mão beijada

Mary Sues são perfeitas e conquistam tudo porque o mundo é delas. Se seu personagem quer cantar em uma banda de sucesso, faça ele levar vários nãos, ter que dormir em quartos de baixa renda enquanto busca o seu propósito. Insira intrigas, falsidades, dificuldades de todos os tipos. E se a mãe dele estivesse doente, com pouco dinheiro para medicação e ele recebesse uma proposta de emprego fixo que ajudaria a pagar as contas? E se ele encontrasse um baixista ótimo, mas esse fosse o namorado da ex dele por quem ele é ainda apaixonado? Faça as coisas serem difíceis.

Você pode aprender mais sobre dificuldades com criações de roteiro e escolha de plot/plot twist. Fique de olho aqui nas dicas que vamos falar sobre isso em breve!

Ps: Não se esqueça da Lei de Murphy: quando algo puder dar errado, vai dar errado.

Construa bem seu personagem

Se você foi da fase do caderno de perguntas, é isso que você precisa fazer com seu personagem. Identifique suas fraquezas, defeitos, qualidades, metas, até onde ele está disposto a ir, o que jamais faria etc. Eu disponibilizo uma ficha de personagem aqui, mas vocês podem usar outras técnicas e outras formas pra construir seus personagens.

 

Prestem bem atenção na hora de criar um personagem e evitem clichês bobos como tomar café na Starbucks, fazer um coque frouxo e coisas assim. Pequenos detalhes fazem toda a diferença no final!

Boa escrita!

Sobre o Autor

Letícia Black tem 25 anos e é natural do Rio de Janeiro. Viciada em livros e séries, escreve histórias desde cedo e se diverte muito com elas. Sonserina, Judd, Lannister, tributa, erudita, gleek ou simplesmente Leka. Autora orgulhosa dos livros Contos de Uma Fada e Garota de Domingo.




Escritor ou faz tudo? As 8 profissões do escritor

Postado em 20 de Janeiro | Por Letícia Black Comentários

É, faz tudo. Não adianta nem fugir, você tem que fazer de tudo um pouco.

Eu nem tô falando sobre, por exemplo, ter que estudar profissões, hobbies, gostos e costumes dos nossos personagens, estou falando sobre a carreira de escritor que é um acúmulo de funções. Em suma, quando você perceber, será um faz tudo.

Vamos listar algumas das funções?

1 – Escritor

Certamente, o ato de escrever, que já não é uma tarefa fácil, é a parte mais simples de todo o processo. O ato de escrever, que já é um “faz tudo”, já que você precisa dominar a língua, expressar sentimentos, descrever locais, sensações e ainda contar uma história linear que faça sentido, é só a ponta do iceberg.

2 – Revisor

Depois de escrever, a gente tem que cuidar do texto. Começa a cortar, faz tudo.  Sabe aquela palavrinha que você tanto gosta e repete a cada frase? Vai jogando ela fora, faz tudo. Vai, vai lá ler tudo com calma, olha só a cagada que você fez ali. Revisa direito, faz tudo. Tá vendo todas essas vírgulas fora do lugar? O que diabos você quis dizer com “ela sorriu com todos os dentes iluminados pela luz do sol das manhãs de primavera.” wtf? Dentes amarelos?

Terminou de cortar e revisar? Que tal fazer de novo, faz tudo? Seu livro tem que estar perfeito, revisar nunca é demais. Pode ir lá outra vez, faz tudo. Pague alguém pra fazer e revise a revisão. Manda seu melhor amigo revisar e revise a revisão revisada. Revise outra vez, revise sempre, faz tudo. Essa é só mais uma das funções que você precisa acumular.

pesquisando

3 – Pesquisador

Se você tava com preguiça na hora de escrever ou é daqueles que entra em um estado de quase transe quando escreve, você notou que fez merda no seu texto quando revisava ele, faz tudo. Principalmente se você estava escrevendo algo que não é do seu conhecimento total. É melhor você se acostumar com o fato de que o google é seu melhor amigo e que você vai passar boas horas lendo resultados de pesquisa e se preparar para um álibi caso a polícia bater na sua porta porque você pesquisou qual é a melhor forma de esconder um corpo.

4 – Designer

A necessidade de ser designer é uma das primeiras coisas que o escritor sente uma vez que começa a querer se exibir pelos sites de publicação ou nas redes sociais. Além disso, pra lançar um livro online ou mandar imprimir naquela gráfica marota, você tem que saber fazer capa e diagramação ou morrer em uma graninha em um bom designer pra isso. E você acha que para por aí? Você precisa de banners, imagens para facebook, instagram… Sorte que pra isso tem o Canvas e o Crello pra ajudar, né?

5 – Programador

Em algum momento da sua batalha, você vai esbarrar nessa barreira chamada programação. Você vai sentir necessidade de ter um blog, site ou página. Principalmente depois que perceber que todo escritor deve ter um site pra expor suas obras e suas ideias e é sempre legal ter landing pages como essa, essa ou essa.

6 – Vendedor

Se você resolveu publicar seus livros na Amazon ou alguma editora te crushou, eventualmente você vai precisar vender seu próprio livro. Nesse caso, sua vergonha vai ter que ficar pra trás, faz tudo. Entendo que não é nada fácil porque, normalmente, o livro é muito pessoal e se expor te coloca numa posição de vulnerabilidade. Mas, como você escolheu se publicar e provavelmente quer ser lido, esquece a vergonha. Você precisa aprender a escrever e falar bem sobre o seu livro. Assim sendo, criar discursos de venda, frases de venda, argumentar e identificar motivos pelos quais os leitores deveriam ler seu livro.

7 – Social Media

Leitores estão em todos os lugares e, mesmo que você não perceba, logo você vai estar com umas 50 redes sociais acumuladas. Uma vez que você criou, seus leitores esperam que você utilize. Faz tudo, tente se reunir em três ou quatro redes porque mais que isso é quase impossível manter-se produtivo. E aí crie conteúdo, mantenha-se ativo e converse com seus leitores.

8 – Marketeiro

HABEMUS REDES SOCIAIS. Já que estamos com elas, você vai precisar criar conteúdo e por que não criar conteúdo ao seu favor? Pois pode começar a fazer planos de marketing, agendar suas postagens e criar conteúdo criativo para fidelizar seus seguidores a ponto de, em algum momento, eles querem comprar e ler seus livros.

Cansou, né, faz tudo? Pois esse foi um resumo geral de uma boa parte das funções do escritor. Não é tudo, porém. Vira e mexe você vai acabar descobrindo que precisa editar vídeos, desenhar, fazer brindes, parceria, ter uma fucking agenda e outras coisas.

Mas, por enquanto, é só.

Gostou do matéria? Comente aqui o que achou e quais outras funções que você também tem costume de fazer!

Sobre o Autor

Letícia Black tem 25 anos e é natural do Rio de Janeiro. Viciada em livros e séries, escreve histórias desde cedo e se diverte muito com elas. Sonserina, Judd, Lannister, tributa, erudita, gleek ou simplesmente Leka. Autora orgulhosa dos livros Contos de Uma Fada e Garota de Domingo.




Romance adulto: bestseller Jogando os Dados chega ao fim

Postado em 1 de dezembro | Por Letícia Black Comentários

Jogando os Dados #4 Com a Sorte encerra a série best seller de romance adulto

A série de romance adulto Jogando os Dados chegou ao fim com o eletrizante Jogando os Dados com a Sorte!

O final chega com uma sublime conclusão e com o frescor de um relacionamento que sobreviveu aos diversos percalços do casal para enfrentar mais uma batalha. Enfim, quem acompanhou a série pode se deliciar com esse encerramento!

Essa série romance hot já conquistou milhares de leitores e se apresenta entre os ebooks mais vendidos do Google Play já seis meses! Não dá pra perder a chance de ficar fora dessa leitura, né?

Vamos fazer uma retrospectiva da série?

Jogando os Dados com Prazer – Série Jogando os Dados livro #1

Romance adulto Jogando os Dados com o Prazer, livros hot em pdf

Em “Jogando os Dados com o Prazer”, nós temos uma narrativa exclusivamente masculina, mas Mila é uma personagem constante em atitudes e em pensamentos do nosso narrador. No momento em que Talles e Mila se confrontam, há um desafio a ser jogado. Talles quer levar Mila para sua casa nas férias, Mila quer que ele pare de atacar pessoas sem nenhum motivo na faculdade. A fim de resolver o impasse causado por essa discussão, eles fazem uma aposta que vai mudar suas vidas.

Sinopse:

Em algum lugar, em algum momento, um ser iluminado disse que os opostos se atraem. E não há verdade mais clara e óbvia que essa quando um cara convencido, arrogante e violento, vencedor invicto dos rachas de uma cidadezinha do interior de Goiás, cruza o caminho de uma jovem mulher justa, defensora dos indefesos e para lá de discreta.

Diferenças a postos, seus mundos entram em colapso e uma aposta maluca é a única solução para colocar seus problemas a limpo. Então, eles resolvem deixar os dados rolarem.

Se ela ganhar, ele terá que aprender a se controlar e não ser um babaca o tempo todo; Se ele ganhar, ela terá que passar longos três meses de férias em sua companhia. E a única certeza do jogo é que nenhum dos dois é um bom perdedor.

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Jogando os Dados com o Amor – Série Jogando os Dados livro #2

(Contém leves spoilers do livro anterior.)

Depois que deixamos Talles e Mila em um grande problema no primeiro livro, em “Jogando os Dados com o Amor”, mudamos os ares. É um livro de apoio, construção de confiança e de amor. Agora, o casal precisa se manter unido diante das adversidades para que seu amor possa crescer ainda mais forte. De fato, há muitos problemas a serem resolvidos entre eles, mas também de fatores externos que querem abalar nossos heróis.

Sinopse:

Talles e Mila trilharam um longo caminho por entre descobertas de prazer e sensações até aqui. Porém ainda tem muito pela frente para desenvolver seu frágil relacionamento criado em cima de atração sexual em um amor de companheirismo. Mila deve ceder ao seu medo de entrega e confiança, Talles deve dar o braço a torcer com seus próprios problemas de envolvimento.

Os dois extremos se chocaram, faíscas foram espalhadas por todo o campo, agora é necessário que a chama seja controlada antes que se alastre em uma acidente fatal.

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Jogando os Dados com o Acaso – Série Jogando os Dados livro #3

(Contém leves spoilers dos livro anteriores.)

Desde que a primeira duologia de Jogando os Dados se encerrou, 10 anos se passaram para o nosso casal favorito. Enquanto muitas coisas mudaram, outras parecem estar no mesmo lugar, afinal o amor é o mesmo. Com toda a certeza, novos desafios de confiança se apresentam para testar Talles e Mila. Em um romance que desafia a regra de que “continuações nunca superam o primeiro”, ficar sem fôlego é normal.

Sinopse:

Mais de dez anos se passaram desde a primeira aposta, a blusa rasgada e a Pepsi desperdiçada.

Logo após completarem 10 anos de casados, acolhem sua terceira e última filha ao lar. Já que ambos são sucedidos profissionalmente, Mila acaba recebendo uma proposta que vai abalar as estruturas do lar que eles criaram.

Brigas, apostas, intrigas e muito sexo nos esperam na continuação de Jogando os Dados

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Jogando os Dados com a Sorte – Série Jogando os Dados livro #4

(Contém leves spoilers dos livro anteriores.)

A tensão instaurada no volume anterior consegue ser apaziguada, mas não há muito tempo de paz entre o livro anterior e esse. A filha mais velha de Mila e Talles está entrando na adolescência com novos amores e Mila precisa esconder um novo segredo de Talles. Além disso, a fazenda de um antigo desafeto de Mila pega fogo enquanto ela está no lugar. E, como resultado, temos novos desafios para o nosso casal.

Eventualmente, podem aparecer personagens de outros livros da série nesse último volume, amados ou odiados.

Sinopse:

Quando a fazenda de um antigo desafeto de Ludmila pega fogo, novos desafios se mostram adiante da frágil reconciliação dela e de Talles.

Com um final arrebatador, a série Jogando os Dados se encerra nesse volume.

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Sobre o Autor

Letícia Black tem 25 anos e é natural do Rio de Janeiro. Viciada em livros e séries, escreve histórias desde cedo e se diverte muito com elas. Sonserina, Judd, Lannister, tributa, erudita, gleek ou simplesmente Leka. Autora orgulhosa dos livros Contos de Uma Fada e Garota de Domingo.




Desculpem, eu errei

Postado em 17 de Março | Por Letícia Black Comentários

Foi em Dezembro de 2012 que eu lancei meu primeiro livro, Contos de uma Fada. A ideia dele remete há cinco anos antes, pelo menos, mas essa é a primeira leitura/revisão que faço nele.

Não tenho vergonha de admitir que caí de paraquedas no mercado editorial. Via as coisas como um sonho, não sabia como funcionava, e achei que meu trabalho era apenas e unicamente escrever. Tenho certeza que não fui a única a cair nesse conto. Rs.

Tudo aconteceu muito rápido. Quando decidi realmente escrever Contos de uma Fada, finalizei-o em um mês. Dois meses depois já estava de contrato assinado. Não tive tempo de digerir, de maturar… Quatro meses depois, enquanto me iludia que não precisava fazer mais nada (rs), ele foi lançado.

Era um sonho sendo realizado! As pessoas começaram a ler! Começaram a elogiar!! Eu estava tão feliz e…

Começaram as críticas.

Não posso dizer que foram muitas críticas, mas sofri algumas duras, que me marcaram. Algumas dessas críticas vieram… De mim mesma. Arrisquei-me a abrir o livro e ler, acabei vendo coisas que deixei passar, que não ficaram tão claras. Morri de vergonha, não consegui chegar nem na metade do livro.

Acho que é o que acontece quando não estamos prontos para dar a “outra face”. E como poderíamos nos preparar se não nós jogando ao vento, torcendo pra alçar vôo?

A decepção foi forte. E eu estava decepcionada por ter errado em algumas coisas, por terem pessoas que não gostaram do meu livro, pelas escolhas erradas que fiz de enredo e caracterização de algumas personagens.

Até aí, tudo bem. Só que isso me bloqueou por anos, não só para a continuação da história, mas para todos os livros que tentei escrever do gênero fantasia depois dele.

Hoje, depois de cinco anos do lançamento de Contos de uma Fada, peguei o livro e estou rabiscando meus apontamentos sem dó e sem vergonha. O tempo faz a gente amadurecer e perceber que não há nada de errado em errar, o errado é não admitir o erro e não ser capaz de seguir adiante.

Estou tirando a poeira, soprando as brasas da paixão que sempre senti por essa história e torcendo para que volte a pegar fogo.

Não prometo resultados sobre a continuação, não a princípio e não de forma rápida. O que eu prometo é tentar o quanto for possível.

Obrigada pela paciência e me desculpem a falta de jeito.

 

Sobre o Autor

Letícia Black tem 25 anos e é natural do Rio de Janeiro. Viciada em livros e séries, escreve histórias desde cedo e se diverte muito com elas. Sonserina, Judd, Lannister, tributa, erudita, gleek ou simplesmente Leka. Autora orgulhosa dos livros Contos de Uma Fada e Garota de Domingo.




“Ouvir” livros?

Postado em 11 de junho | Por Letícia Black Comentários

Não sei se vocês sabem, mas eu tenho uma mania interessante de ouvir livros já há um pouco mais de um ano.

Ganhei essa mania após pesquisar alguns apps – tenho uma leitora linda e maravilhosa que é deficiente visual e conversar com ela me gerou essa curiosidade (suspeito que ela não sabe disso, inclusive hahahaha). Quis experimentar como era a leitura pra ela. E aí já era.

Além dessa mania, criei PREFERÊNCIA por ouvir livros.
Não preciso que existam em audiobooks. Eu procurei aplicativos e aplicativos e aos poucos fui me adaptando. Chegou ao ponto de usar a acessibilidade do celular porque sim.

Quando eu falo sobre isso, a maioria das pessoas estranha. “Nossa, essa voz mecânica”. Eu sei. É estranho no começo. Acho que se eu não tivesse uma motivação principal, não teria sobrevivido ao primeiro livro. Eu sempre digo a mim mesma que vou comprar uma nova voz – mas no final das contas, já me acostumei.

Outra coisa que escuto muito é que deve ser estranho ouvir cenas de sexo. Cês acham mesmo que eu passei esse tempo todo sem ler livro erótico, é? Já ouvi algumas cenas (muitas, na verdade) e não achei estranho. Diferente, mas não estranho. O que há de estranho ou diferente sobre sexo lido ou escutado, afinal?

Mas a melhor parte de ouvir livros é que eu realmente posso discutir com os personagens. Veja bem: em narrativas em primeira pessoa, ele realmente está lá, falando. Agora mesmo, estava ouvindo Amor Elástico, da Gisele Souza (que, por sinal, é um daqueles livros que a gente sabe que vai ser massa logo no primeiro capítulo) e acabei de ter uma longa discussão com a Marina, personagem principal, mandando ela parar de ser trouxa e meter a mão na cara do menino. Que absurdo, viu? (Obviamente, ainda estou em discussão com Marina).

Há outros pontos importantes à listar. Ouvir livros é ótimo pra quem tem pouco tempo e está sempre na rua. Pra quem dirige, anda por muito tempo ou não quer ficar com o celular dando sopa na mão ou enjoa no ônibus. É só botar o fone de ouvido e bola pra frente. Também é a melhor opção pra quando seus olhos não aguentam mais ler aquele livro maravilhoso e você está morrendo de sono, mas precisa saber o final. Que glória, amigos.

Mas ainda acho que a melhor parte é a loucura de achar que tô conversando com gente de verdade.

Do geral, sei de uma coisa: a experiência de “ler” livros jamais foi a mesma depois que eu comecei a escutá-los. Passei a preferir e-books (que, antes, tinha preconceito – e aí acabei parando na Amazon por conta disso) e hoje tenho até dificuldade em ler livros físicos. Costumo, inclusive, baixar os ebooks dos livros que eu já tenho pra poder ler. É meio louco. Tenho refletido mais sobre as coisas que leio, também, me apego mais aos personagens e à leitura.

Recomendo o experimento e o uso dos leitores de ebook, da acessibilidade do celular (que funciona com o kindle, olha que coisa maravilhosa) e dos diversos apps de audiobooks que existem, também. É uma experiência maravilhosa e vou indicar pra todo mundo sim!!!!

[EDIT]
Muita gente me perguntando quais apps eu uso, achei isso lindo <3 Ultimamente, tenho usado a acessibilidade do celular (talkback) com o Kindle, mesmo porque funciona muito bem, apesar de alguns pequenos bugs. Pra pdfs, utilizo o EZPDF. É pago, mas tem uma versão free que funciona muito bem. Recomendo que vocês comecem com uma velocidade razoavelmente lenta para se acostumar. A "normal" e a "rápida" são as melhores pro começo. Boa ouvida! ♥

Sobre o Autor

Letícia Black tem 25 anos e é natural do Rio de Janeiro. Viciada em livros e séries, escreve histórias desde cedo e se diverte muito com elas. Sonserina, Judd, Lannister, tributa, erudita, gleek ou simplesmente Leka. Autora orgulhosa dos livros Contos de Uma Fada e Garota de Domingo.




Um buraco negro chamado internet

Postado em 22 de outubro | Por Letícia Black Comentários

Uma vez, em um evento, um rapaz me perguntou como eu fazia para me concentrar e escrever. Parece bobo, olhando assim, mas é uma questão que assola os escritores da minha geração e da que vem depois da nossa por um motivo muito simples: nós somos nativos de internet. Não conhecemos um mundo sem internet e é como se ela fosse parte do que a gente é.

Parece até um roteiro de um livro de ficção científica e na capa vocês podem usar aquela foto do Zuckerberg passando pela multidão enquanto a galera usava aqueles óculos e não o viam.

 

 

assustador.

A resposta que eu dei para ele pode parecer um pouco grosseira, mas é a maior realidade que eu poderia colocar aqui: desliga seu modem, esconde seu celular, senta na cadeirinha e escreva.

90% das pessoas que sofrem de bloqueio e procrastinação só estão distraídas com outras coisas (internet) e com um pouco de preguiça de colocar a mão na massa. É sério. Eu sou uma dessas pessoas.

Depois que eu descobri que era só desligar a minha internet e meu bloqueio sumia em um passe de mágica, eu parei de dizer que tinha bloqueio. Eu não tenho bloqueio, eu tenho é falta de vergonha na cara mesmo.

Vocês já perceberam que as vezes a gente se sabota? Que a gente tem a porcaria de uma prova amanhã, mas fica até 3 da manhã batendo papo com o crush sem motivo nenhum? Pois bem, eu faço isso também. Eu quero escrever, sinto necessidade de escrever, vontade e até estou disposta, mas aí rola aquele feed do facebook… Hm… Acabou. Foi aí que eu comecei a procurar programas de produtividade e foco.

Esbarrei com uma criaturinha chamada Freedom (pensa em um nome irônico). No mesmo site, você também encontra outras ferramentas bem legais com intuito parecido. Ele é pago, são 10 obamas e tem uma pequena versão trial para você testar.

Pois bem, o Freedom é uma coisa… Bom, você vai amá-lo e odiá-lo. Ele vai te ajudar de verdade a focar no seu livro, no seu tcc. É sério. Ele te deixa sem internet, totalmente entediado com um computador. Foi assim que eu zerei Plantas Vs. Zumbis. HAHAHAHAHAHA

Bom, brincadeiras a parte, ele me ajuda a manter o foco. Costumo programá-lo por um período de alguns minutos ou horas e não adianta o que você faça, ele não vai devolver a internet. Já tentei até reiniciar o computador, fechar ele pelo gerenciador de arquivos: não volta. Se você simplesmente resolveu que vai escrever por 4 horas e programou ele para 4 horas, mas acabou seu gás com 2, senta e chora, neném. Isso aconteceu comigo.

Resolveu meu problema de foco e eu fiquei muito mais produtiva depois dele. Sabe quando me chamam de máquina de escrever? Esse é o meu segredo. Espero que ajude vocês também.

Beijos rosados :*

Sobre o Autor

Letícia Black tem 25 anos e é natural do Rio de Janeiro. Viciada em livros e séries, escreve histórias desde cedo e se diverte muito com elas. Sonserina, Judd, Lannister, tributa, erudita, gleek ou simplesmente Leka. Autora orgulhosa dos livros Contos de Uma Fada e Garota de Domingo.




Porque eu amo o Scrivener

Postado em 16 de outubro | Por Letícia Black Comentários

Quem me conhece de longas datas, sabe que de uns tempos pra cá eu comecei a falar um blábláblá incansável sobre um programa de nome esquisito, o Scrivener.

Recebi indicação desse achado por outra autora, a Julianna Costa, e resolvi baixar a versão trial de 30 dias para testar e, bom, acontece que eu me apaixonei no primeiro dia de uso. Tive a mesma reação com ele que eu tive com Harry Potter. Sabe, quando estava lendo A Pedra Filosofal, eu virei para a minha avó e disse “Não sei como vou viver sem isso mais”. Lembro que ela me perguntou “E o que você vai fazer quando acabar?”; movi céus e terras pra ganhar os outros 3 livros que tinham disponíveis na época e quando acabou – no dia da estreia do último filme -, fiz uma tatuagem. Nunca tive que lidar com ficar sem Harry Potter. No caso do Scrivener, eu comprei a licença no terceiro dia de uso para nem correr o risco.

Acho que só a minha fixação por ele já diz pra vocês o quanto é maravilhoso. Só tenho uma notícia: o preço dele é em dolar. Quando comprei, o dolar ainda estava baixo, agora acho que ele é uma pequena facada de uns 150 golpinhos. Porém, na minha humilde opinião, vale a pena.

Pra tentar ilustrar, vou usar prints da net porque acabei de trocar de pc e só tenho um arquivo de scrivener aqui e ele tá bem pobrinho.

Sim, ele tem um quadro de ideias!!!! Não é tão legal quanto o da dica anterior, mas ele organiza capítulos e cenas de uma forma surreal. O Brainstorm fica mais fácil e toma forma rapidamente. Estão vendo essas cores na pontinha das fichas? Pois então, você pode colorir para dizer que estão acabadas, em andamento, a escrever, apenas no roteiro e etc. São muitas opções e ainda dá para criar as suas.

O Scrivener também tem a maior criação do universo: um gerador de nomes. Tem uns nomes gringos estranhos, mas você pode gerar sua propria lista e colocar lá. Escolhendo as opções, ele gera uma lista de nomes e sobrenomes aleatória e algum vai ter que encaixar naquele personagem terciário que precisa ser nomeado e você está sem paciencia para pensar em um legal.

Conseguem ver o menu? Tudo separado e organizado em pastas? Você pode escrever seus capítulos e cenas separadamente e depois… Compilar em um só arquivo, em vários formatos. Chega de 3 mil words, capítulos de A a Z em uma pasta.

E mais: ele faz backup automático. E isso é uma coisa muito linda porque é a cada pausa que seus dedinhos fazem.

Essa é a tela que eu uso para escrever, embora existam outras opções. No canto da esquerda, o menu com as cenas e capitulos organizados. No menu da direita, temos sinopse do capítulo/cena, a barrinha onde você seleciona o status do que está escrevendo (ligado com as cores que eu falei antes) e as anotações do capítulo na telinha amarela. Ainda tem, lá no final, uma contagem maravilhosa de palavras. Ainda dá para colocar um termômetro de meta que muda de cor conforme você vai se aproximando da meta, ele vai ficando verde.

Conseguem ver a organização? Eu não falei nem de metade das funções do programa, eu mexo nele há uns dois anos e ainda descubro umas coisinhas novas e apaixonantes a cada dia.

Recomendo que baixem com moderação porque o coração de vocês pode se apaixonar na primeira usada, tipo o meu.

Você encontra a versão trial e paga do Scrivener nesse site.

 

Sobre o Autor

Letícia Black tem 25 anos e é natural do Rio de Janeiro. Viciada em livros e séries, escreve histórias desde cedo e se diverte muito com elas. Sonserina, Judd, Lannister, tributa, erudita, gleek ou simplesmente Leka. Autora orgulhosa dos livros Contos de Uma Fada e Garota de Domingo.