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O preço dos livros
Postado em 18 de agosto | Por Letícia Black Comentários

Por duas vezes, nessa andança de procura por uma editora para Jogando os Dados, desisti de uma proposta porque o valor final do livro sairia mais que R$40,oo. Claro, com esse valor, eu ganharia mais (cerca de 4 ou 5 reais por livro), mas, na verdade, não tenho coragem de cobrar R$45 em um livro. Não mesmo.

Eu me lembro de dois momentos muito específicos da minha vida. O primeiro foi em 2003. Em 2003, eu tinha 13 anos, era viciada em Harry Potter e tinha acabado de sair a Ordem da Fênix por um preço absurdo de mais de 70 reais. Lembro da minha animação ao saber do lançamento do livro e do sentimento de impotência quando me deparei com o valor. Lembro de ter dito pros meus pais “tudo bem, não precisa comprar”, não porque eu não queria ou porque não valia a pena ou porque eles não queriam comprar, mas porque era demais para o nosso orçamento. Felizmente, alguns meses mais tarde, minha avó me deu o livro de presente de natal (minha avó nunca se doeu em me dar livros de R$70, pelo contrário, aconteceu mais de uma vez e nas duas eu fiquei bem horrorizada e repeti mil vezes que não precisava).

A segunda vez foi em 2005. Veja bem, dentre 2003 e 2005, eu passei por uma das piores fases da minha vida. Na verdade, isso durou um pouco além, até 2007/2008. No final de 2003, meu pai ganhou um dinheiro bem legal de um processo trabalhista e resolveu investir em uma loja de espetinhos em Muriqui/Mangaratiba. Nós tínhamos uma casa alugada a 50 metros da praia que era meia fortuna por mês, mas se eu fui à praia três vezes naquele verão foi é muito – recordo-me de em uma dessas vezes ter fugido com minha prima e o namorado (hoje marido) e a gente ir pra uma praia mais escondida depois da linha do trem pra curtir a manhã. Então, nesse verão, com 13/14 anos, eu trabalhei de verdade como uma condenada. Eu, minhas primas e primos, agregados, tios, padrinhos e tudo mais. Foi um pequeno inferno, mas parecia valer a pena, parecia estar dando dinheiro…

Exceto que quando nós retornamos pra nossa favela, não tínhamos arroz pra comer nem shampoo para lavar o cabelo. Lembro que meu pai ganhou uns 200 mil no processo e cada dia com a loja de espetinho dava em torno de 1mil, e nos feriados chegava a 4mil por dia. E a gente não tinha dinheiro pra comprar shampoo.

A minha visão dessa época é bem infantil, se vocês querem saber. Eu não estava muito ligada e eu sempre fui muito de boa com essa questão de dinheiro. Se meus pais me falavam “não dá pra comprar” eu nem encrencava, estava sempre tudo muito bom de qualquer jeito. Acho que isso acontece quando a gente tem que lidar com certas limitações financeiras, meu irmão é bem tranquilo assim também. Mas eu me lembro que faltava tudo em casa, me lembro muito da minha mãe deprimida e não lembro quase nada do meu pai dessa época, porque foi nesse ano que eles se separavam.

Enquanto minha casa estava em frangalhos, minha mãe falava para eu comer na casa da minha avó. Acho que nessa época eu quase morava com ela, na minha cabeça, eu dormia com a minha avó pra vigiar e cuidar dela – meu avô já tinha falecido há um ano ou dois -, mas hoje acho que me enganaram de forma positiva. Acho que minha mãe passou fome em casa, mas eu e meu irmão não. Coisas que mães fazem.

Bem no final de 2004, eu operei o apêndice. Mas o negócio foi um pouco mais complicado. Meus pais tinham feito plano de saúde para meu irmão e eu naquele ano ou no ano anterior, mas quando eu cheguei para emergência, o plano de saúde não estava pago há seis meses, assim como a minha escola, que ligou para falar que eu não receberia o diploma por causa do atraso (não foi assim rude como parece, eles ligaram para minha avó para perguntar se ela estava ciente do atraso porque eu tinha estudado a vida toda nessa escola e eles conheciam a gente bem), tal como a escola do meu irmão.

Eu acredito que toda a poupança da minha avó foi gasta nesse momento, porque eu operei no particular e recebi meu diploma certinho.

Ela não é um anjo na minha vida? Céus, eu tô até chorando agora.

No começo de 2005, eu estava para completar meus magníficos 15 anos. Como toda adolescente brega, eu queria viajar para a Disney, minha avó tinha ido uns anos atrás e me falava tantas maravilhas, eu estava ansiosa para ir! Exceto que o dinheiro que minha mãe tinha guardado para minha viagem desapareceu da conta poupança conjunta que ela tinha com meu pai. Ops. Sumiu com toda a fortuna anterior, até hoje ninguém sabe onde foi parar. De acordo com ela, tinha dinheiro para a viagem e para uma festa não muito pomposa e que eu teria as duas coisas, mas não deu. Eu, que sempre fui muito boazinha, disse que tudo bem e minha família me preparou um churrasco (se eu não me engano, no dia do churrasco teve um tiroteio e nenhum amigo meu apareceu rs mas minha familia estava lá, então tudo bem).

Minha mãe tinha uma lan house, foi o que sobrou pra ela na separação. E, mesmo assim, meu pai fez questão de levar metade dos computadores (que minha avó que tinha comprado rs) que faziam o sustento dos filhos dele. E eu queria deixar bem claro que se ele pagou dois meses de pensão (um salário minimo) foi muito. E eu ainda tive que ouvir que ele dava dinheiro para comprar arroz e feijão, se fosse para queijo e presunto, ele não dava não (????????????).

Esse era meu panorama financeiro quando O Enigma do príncipe saiu, com o seu preço na casa dos R$60. Eu queria MUITO o livro e, pela primeira vez, aos 15 anos, descobri a pirataria. Li online em tradução não oficial pela primeira vez, porque eu não tinha dinheiro para comprar o livro e queria muito estar por dentro dos papos dos meus amigos, cheios de spoiler (e também porque eu estava convencidíssima que Sirius iria voltar. Pois é. hahahahahaha). Alguns meses mais tarde, eu consegui comprar o livro, não me recordo de que forma, mas provavelmente foi obra da minha avó outra vez.

Essas duas situações, esses dois livros que eu queria muito e estavam acima da minha condição financeira, me colocam com o pé no chão quando quero lançar meu livro. Não quero que ninguém sinta a sensação de impotência quando se deparar com um livro meu, tal como eu senti perante esses dois livros que eu queria muito. Quero que seja faço, que seja acessível, e por mais que livro seja caro nesse país, eu quero que eles tenham um valor menos encorpado para auxiliar quem quiser comprar o máximo possível.

Na terra em que coca-cola está 7 reais, acho que 39,90 é o máximo de um preço não muito salgado de um livro e eu estou tentando que nenhum meu passe essa marca. Mas, é, pode demorar ^^

Beijos rosados :*

Sobre o Autor

Letícia Black tem 25 anos e é natural do Rio de Janeiro. Viciada em livros e séries, escreve histórias desde cedo e se diverte muito com elas. Sonserina, Judd, Lannister, tributa, erudita, gleek ou simplesmente Leka. Autora orgulhosa dos livros Contos de Uma Fada e Garota de Domingo.


Mulher é
Postado em 8 de Maio | Por Letícia Black 2 comentários

Outro dia, li um texto no facebook e fiquei pensando nele por uns momentos. Hoje, porém, aconteceu algo que me fez concordar com ele.
Mulher é chata, né? É fresca, turrona, cabeça dura. Nunca compreende o que dizem pra ela…
Porque mulher não é capaz de ter opinião. Ela não pode ter uma. A do homem é sempre mais importante, né?
Lembro que várias vezes me peguei deixando de fazer o que eu queria fazer pra concordar com algo que algum homem queria que eu/ele fizesse. Porque, na verdade, homens são insistentemente chatos e sempre acham que tem razão. Aí, pra evitar o atrito, eu acabava em um “ok, vamos logo com isso”.
Mas sabe o que isso faz com a gente? Cansa. Transforma a gente em algo que não somos. Por que temos que ser alguém que a sociedade quer que sejamos e não podemos ser nós mesmas?
Recentemente (após ter passado por um relacionamento abusivo em que eu quase me anulei e até mesmo estava dormindo pouco por causa desse “vamos evitar atrito”), passei a prestar mais atenção às coisas que as pessoas me dizem (confesso que principalmente homens) e me policiar quanto a fazer coisas por insistência ou imposição de outros.
Sabe o que eu descobri?
Que eu amo ser quem eu sou.
Que eu amo trabalhar (mais do que achei que amava!)
Que eu amo escrever.
Que eu amo ser eu mesma.
Só por ser eu, sabe?
Ainda mais recentemente, ouvi uma frase que diz exatamente como eu me sinto. Não vou reproduzir com exatidão, mas é de Guerra Civil: as vezes a gente tem a obrigação de permanecer parado como uma árvore e dizer para o resto do mundo: não. mude você.
Mudem vocês, pessoas. Eu não vou mudar.
Beijos rosados :*

Sobre o Autor

Letícia Black tem 25 anos e é natural do Rio de Janeiro. Viciada em livros e séries, escreve histórias desde cedo e se diverte muito com elas. Sonserina, Judd, Lannister, tributa, erudita, gleek ou simplesmente Leka. Autora orgulhosa dos livros Contos de Uma Fada e Garota de Domingo.


A força da saudade
Postado em 23 de Março | Por Letícia Black Comentários

Eu aprendi muitas coisas com meu avô. Sobretudo, foram 3 coisas:
1 – Políticos são todos corruptos. Lembro de me sentar na sala e encontrar meu avô com a cara na televisão (não me recordo se era por causa da visão ou da audição) e todo político que aparecia, ele xingava. Aos 9/10 anos, eu dizia que gostava de assistir horário político, mas não era bem verdade. Meu avô assista o horário político, eu apenas o assistia e aprendia trocentos palavrões que não utilizava, porque só desenvolvi essa habilidade lá para os 15 anos, quando ele já havia se ido.
2 – Nada melhor do que uma cagada/mijada. Lembro de ouvir ele falando dentro do banheiro sobre como era bom se aliviar. Eu ria, era engraçado, mas sabe… Ele tinha razão. É sempre bom chegar em casa e usar nosso banheiro e se aliviar do xixi que se acumulou durante o transporte.
3 – Plantas não devem ser machucadas. De todas as lições que aprendi com meu avô, essa era a mais constante. Nós temos – e tínhamos – um jardim vasto, com muitas plantas. No jardim, eu tinha um pé de carambola e eu sempre amei a fruta. Sempre fui pequena, gordinha e desastrada, agora imaginem uma versão mini minha tentando pegar carambolas… Não dava certo. Eu batia na árvore, sacudia ela e nada da carambola.
Meu avô me ensinou. Eu tinha um bambu com uma lata no topo e todo santo dia ele me ensinava a como tirar a carambola do pé sem machucar a árvore. Todo dia, até eu aprender a fazer sozinha com exatidão.
Algumas semanas atrás, minha mãe achou cajá na feira. Lembro de encontrá-la comendo cajá na sala, chorando copiosamente com um sorriso no rosto. Saudades do avô dela, que eu nunca conheci. Me contou histórias e eu ri dela, não por fazer graça, mas por achar o sentimento bonitinho depois de tanto tempo.
Eu não ia imaginar que aconteceria comigo.
Hoje, minha mãe me pediu para comprar morangos. Na verdade, já estou há um ou dois dias atrás de morangos em bancas e mercados, então hoje fui em um mercado maior e já cheguei perguntando pelo morango. Estava escondido entre frutas vermelhas e não visualizei-o de primeira. Enquanto me aproximava, porém, meu olhar se deteve em uma bandeja com duas carambolas.
Comecei a chorar na hora.
Peguei as carambolas chorando pra caramba. Trouxe as duas pra casa e coloquei na geladeira e toda vez que eu abro a porta, eu choro.
Não dói mais, já se passaram quase 15 anos. Não me recordo mais das broncas, das brigas ou de qualquer coisa ruim, o que é bem engraçado porque eu me recordo que meu vô era uma pessoa bem rígida e difícil, mas ele sempre me tratou como a rainha da casa, com tanta atenção e carinho… E é só isso que me recordo. Do amor, do carinho, a compreensão e da paciência de repetir as lições (como retirar a carambola do pé) que eu não conseguia aprender de primeira.
Só ficou a saudade mesmo. Depois de tanto tempo, eu ainda sinto falta dele.
E do pé de carambola que foi cortado em algum momento do luto. Lembro de me sentar no buraco que a árvore deixou e chorar de saudade da árvore. Dá árvore, hoje eu rio disso. Não era da árvore coisa nenhuma.
Eu só sinto falta do meu vô mesmo.
Te amo, vô.
Sinto sua falta.
Muito.
E prometo que vou parar de chorar e comer a carambola antes dela estragar.

Sobre o Autor

Letícia Black tem 25 anos e é natural do Rio de Janeiro. Viciada em livros e séries, escreve histórias desde cedo e se diverte muito com elas. Sonserina, Judd, Lannister, tributa, erudita, gleek ou simplesmente Leka. Autora orgulhosa dos livros Contos de Uma Fada e Garota de Domingo.


Eu nunca li o Pequeno Príncipe.

Não me levem a mal, eu até tive um. Na infância, porém, eu estava ocupada demais lendo gibis da Turma da Mônica para me importar com aquele livrinho. Depois, já na pré-adolescência, me empurrei em fantasias e romances policiais densos, deixando-o passar longe do meu gosto. Um pouco mais tarde, na adolescência, eu o via ser listado como favorito das pessoas que não pareciam ter o costume de ler e achei que deveria ser chato. E continuei achando chato até a idade adulta.

Quando assisti o último filme, que foi aos cinemas ano passado, minha resposta foi “Bom, é bonitinho”. Não achei grande coisa, como todo mundo falava e endeusava o livro. Bonitinho. Um pouco doido. Bonitinho só.
Por que eu tô falando disso? Porque esse é, se não o favorito, um dos livros favoritos do meu ex-namorado.
Talvez esse seja o problema. Ou seja um dos problemas.

Então eu vou corrigir a frase: Tu não te tornas responsável por tudo aquilo que cativas.

Não.

Nunca.

Eu não tenho que ficar assumindo responsabilidades eternamente porque a gente namorou, porque você diz que me ama.

Isso não é amor.

Você me persegue e me manda mensagens há mais tempo do que ficamos juntos!!! Diz que vai me odiar, que vai fazer coisas que prometeu nunca fazer, me ofende e depois diz que ainda me ama.

Você não vê que você é um criminoso? Que isso é EXATAMENTE o que você jurou que nunca faria? Que foi EXATAMENTE o que meu pai fez?

Demorei para perceber o quão abusivo você foi comigo. Muita gente me falou e eu não queria ver. Todos os “não”s que eu lhe disse e você não sabia ouvir. Insistia. Me fazia mudar de ideia. Ou então só enfiava seus dedos e tudo bem se eu me machucasse, não é mesmo? E até hoje você não consegue entender o não que eu lhe dei ao terminar. De não querer mais conversar com você, de não querer mais te ver.

Isso não foi decisão minha, sabe? Eu queria continuar sua amiga. Mas aí você queria me ligar e ficar horas ao telefone, tentando me convencer a voltar, a conversar, você falou um monte de merda esse período todo. Me ofendeu de todas as formas, me agrediu verbal e psicologicamente.

E vamos falar de todas as vezes que você entrou em contato com amigos meus ou com a minha mãe pra tentar me obrigar a falar com você? Ou quando você perguntou se eu ia em determinado lugar em determinado dia pra uma amiga minha? Que me ligava de forma incansável, de números diferentes na esperança que eu atendesse algum.

Lotava minhas mensagens, me mandava mensagens de voz revoltado de madrugada – às duas, três da manhã. Me adicionou em vários facebooks, inclusive no do seu irmão.

Então vamos deixar uma coisa clara aqui?

EU NÃO SOU RESPONSÁVEL PELA SUA VIDA. Não sou responsável se você ainda gosta de mim e definitivamente não sou responsável pelo que você sente. Isso é você. Eu não tenho culpa e se você acha que eu vou voltar pra você em algum momento da minha vida, apenas esqueça. NUNCA MAIS.

Eu não sou responsável “por te cativar”. Não sou responsável pela perseguição exacerbada que você está fazendo a mim ou qualquer sentimento que ainda tem. Isso é você sendo maluco, perseguidor e abusivo.

Tem uns quatro meses já, porra. SUPERA. ME ESQUECE. ME DEIXA EM PAZ.

ME DEIXA EM PAZ.

xx

Sobre o Autor

Letícia Black tem 25 anos e é natural do Rio de Janeiro. Viciada em livros e séries, escreve histórias desde cedo e se diverte muito com elas. Sonserina, Judd, Lannister, tributa, erudita, gleek ou simplesmente Leka. Autora orgulhosa dos livros Contos de Uma Fada e Garota de Domingo.


Spoiler – Toque de Recolher Capítulo 24
Postado em 6 de Janeiro | Por Letícia Black Comentários

Oi, pessoal! Sei que eu tô sumida, mas é por um bom motivo! Eu tô naquela de escrever loucamente e tô escrevendo muito loucamente! Se tudo correr bem, vou acabar de escrever tudo o que eu tenho pra escrever com mais de 10 dias antes do planejado, o que vai me deixar ter tempo e disposição para tentar escrever mais alguns (acho que 5) capítulos antes de passar a bola para escrever Jogando os Dados 2.

Fico pensando que eu falhei em um nanowrimo por total preguiça, mal escrevi 20 mil palavras em um mês e eu já estou em 42 mil palavras em 13 dias. Sendo que eu só escrevi efetivamente em 9 desses dias porque gastei 4 em um brainstorm no roteiro.

Atualmente, Deserto se encontra assim:

bemfeliz

Os em verde são os finalizados e o 8 (em amarelo) é o que eu estou escrevendo nesse momento. Minha meta engloba até o 10 e gente, eu tô quase acabando!!!! Já passei da metade e tô bem muito feliz hahahahahaha

Se a gente colocar em porcentagem, fica assim:

 

42240 / 73510
(57.46%)

Quase 60%! É ou não é pra chorar?

Eu tô bem feliz aqui escrevendo e muito apaixonada por cada um dos personagens e com as histórias deles <3333 Mal vejo a hora de dividir com vocês!


 

Agora vamos falar de Toque de Recolher! Pra quem ainda não sabe, finalizei ela no ano passado e minha beta está fazendo as revisões necessárias. Vou continuar postando de pouco em pouco no wattpad, aqui no meu site e no fanfic obsession também, porém tenho uma novidade: quem estiver ansioso e quiser ler antes, o livro estará disponível na Amazon. Ainda não decidi o preço porque não entrei lá pra ver quanto eles custam, mas deve ficar por volta de cinco reais. Acho super em conta <3 E quem não quiser ou não puder pagar, vai continuar podendo ler de graça conforme eu for atualizando, ok? Ok! E assim também vai funcionar com as próximas histórias como Deserto E Jogando os Dados 2, como todas as que vierem depois que eu tiver acabado de escrever antes de postar.

NÃO VOU deixar de postar, ao menos não a princípio. Talvez, em algum momento, eu queria algo que seja exclusivo da Amazon, então não vou dizer que ~vou postar pra sempre~ porque não sei o dia de amanhã. Mas, a princípio, todas as histórias que eu postar o primeiro capítulo no wattpad (sem o aviso de que é degustação) vão ser postadas COMPLETAS lá. Pode ser que eu eventualmente tire e deixe o final exclusivo na amazon? Sim. Mas não é minha vontade no momento. Por enquanto não.

Espero que vocês gostem dessa novidade porque eu tô bem nervosa, mas falei com algumas pessoas e todo mundo tá me incentivando a fazer, então vambora? hahahaha Por favor, sejam compreensivos comigo e não fiquem com papinho de “mercenária” e etc. Eu não estou tirando o direito de ninguém ler, apenas dando uma opção de ler ANTES. Vendendo meu livro, em formato digital, pra quem quiser comprar e ler. Não é muito diferente dos meus livros publicados, sim? No momento, com a crise e o fato de que eu estou desempregada, essa é a melhor opção que eu tenho. Mesmo que seja um valor pequeno, eu vou estar ganhando dinheiro com o que eu faço de melhor e o que eu amo fazer. E meu sonho é viver disso um dia. Espero que compreendam

E ninguém é obrigado a comprar também não, viu? Vamos deixar isso aqui beeem claro! hahahahaha Vocês vão ter a opção dos sites interativos e do wattpad. (Eu já disse isso, mas vamos repetir hahahahaha)

Qualquer dúvida, vocês podem deixar nos comentários desse post ou me procurar na ask.fm!

PS: Acabei de ser avisada que a minha beta linda Julia terminou a revisão e logo logo vai estar disponível na amazon! Acredito que antes do dia 15!


 

Bom, vamos pro nosso Spoiler semanal então!

O capítulo 24 é narrado pelo JP com todos os seus problemas.

tdr24

 – Não faz mal. É só pra relaxar. Te faz ficar calmo e rir. E isso é tudo. É uma sensação ótima, na verdade.
Ela não pareceu alterar seus pensamentos por causa da minha declaração, ao contrário. Continuou inabalável com seus olhos cheios de julgamentos aos quais eu não queria ter que relatar. Havia um leve tom de decepção neles, mas não era como se não soubesse que eu já havia fumado maconha; e, na verdade, eu não estava ligado o suficiente para me importar com o que ela achava, no momento.
– Achei que eu te deixava calmo e te fazia rir – pontuou.
Suas palavras me bateram com força e eu dei o último trago no cigarro, abandonando o quase nada que restava no chão. Segurei-o em meu sistema respiratório o máximo que pude e soltei-o em fumaça quando não aguentei mais.
A comparação era clara e óbvia e eu não fazia ideia de como não fizera antes: Drica era uma droga. Com suas curvas acentuadas, seus olhos expressivos, seus cabelos enrolados e lábios carnudos. Suas palavras de doçura e sua inocência recorrente, que arrepiava todos os pelos do meu corpo. Seu sorriso sincero, seus beijos abusados e seus gemidos… Ah, os gemidos da morena… Ela era totalmente viciante e eu não fazia ideia de como passara todos aqueles dias trocando apenas algumas palavras para acalmá-la e mantê-la tranquila enquanto o furacão de problemas me arrastava de um lado para o outro.
– Tem razão – murmurei, sem encontrar qualquer outra coisa para dizer.

E por enquanto enquanto é só, pessoal! <3

Beijos Rosados :*

Leka

Sobre o Autor

Letícia Black tem 25 anos e é natural do Rio de Janeiro. Viciada em livros e séries, escreve histórias desde cedo e se diverte muito com elas. Sonserina, Judd, Lannister, tributa, erudita, gleek ou simplesmente Leka. Autora orgulhosa dos livros Contos de Uma Fada e Garota de Domingo.


Minha cor favorita é…
Postado em 26 de dezembro | Por Letícia Black 1 comentário

15 14Na nossa adolescência, a cor favorita é extramamente importante. Chega a definir amizades e tudo mais. Quando entrei na pré-adolescência, defini que a minha cor favorita era azul. Era o máximo de rebeldia que eu conseguia ter na época, gostar de uma “cor de menino”.

16Lá pros meus 15 anos, comecei a gostar de rock. Por algum tempo, mudei minha cor favorita para preto. E como uma boa rockeira adolescente, minha vida era preto e camisas de bandas. Bem dark mesmo. Porém, não o suficiente. Eu sempre gostei muito de cores e estava sempre disposta a colocar algo mais colorido. Pra quebrar ainda mais, tive catapora (sim) com essa idade e as marcas me fizeram usar maquiagem (que eu não gostava) e acabei por não usar maquiagem preta… Fui colocando cores e, no final do dia, eu era uma guria colorida com alguma coisa preta.

19Essa fase durou bem pouco. Com 17, eu voltei ao azul. Uma cor doce e meiga, completamente oposto ao meu comportamento da época. Eu era sem papas na língua e jogava muitas verdades na cara das pessoas – o que me metia em várias encrencas. Mas, de alguma forma, comecei a me acalmar logo depois… O que já devia ser um sintoma da depressão que foi diagnosticada dois anos depois, quando minha cor favorita foi mudada para roxo.

1718-117-217-118-216-118

Depois do tratamento e das mudanças que minha vida fez logo após isso, eu não conseguia escolher mais qual era a minha cor favorita: o doce azul ou o misterioso roxo? Qual eu era? Acabei começando a responder que era anil. Pra quem não sabe, o anil é um tom exatamente no meio do roxo e do azul, ao qual pequena parte da população consegue identificar (e eu coloquei na minha cabeça que eu conseguia. Hahaha)

20-1 20-2 20-3 20

Mas pra quê todas essas fotos, Leka? Isso é só pra aparecer mesmo. Eu sou muito bonita. Tenho que mostrar, ué.

Mas acontece que, na verdade, todos esses anos, estive me enganando e escondendo qual era a minha cor favorita. Acho que nem eu mesma sabia e houve uma época que eu tinha aversão à cor. Acho que tinha medo da força e que ela traz.

Minha cor favorita é o vermelho.

Acho que não é nenhuma novidade para os meus leitores, embora seja pra mim. Descobri ontem, quando estava vestida com uma blusa vermelha, me encarei no espelho e fiquei “nossa… Essa é mesmo minha cor”. Minhas escritas são sinceras ao extremo, mais do que eu mesma sou para mim, e vermelho me escapa toda vez.

Tem vermelho como cor de destaque em quase todas as minhas histórias. É alguma cena ou detalhe importante ou alguém que gosta muito de vermelho. Como eu nunca reparei?

Gente… Minha cor favorita é o vermelho!

Aff… Quem acha que vou ficar ruiva outra vez? hahahahaha

E pra completar, adivinhem: o novo extra de Jogando os Dados se chama “Vermelho”. Vem ler!

Extra Vermelho – Jogando os Dados


6467 / 73500 palavras. 9% escrito!

Esse é orgulhosamente o meu progresso em um dia de trabalho. Força time! <3

Sobre o Autor

Letícia Black tem 25 anos e é natural do Rio de Janeiro. Viciada em livros e séries, escreve histórias desde cedo e se diverte muito com elas. Sonserina, Judd, Lannister, tributa, erudita, gleek ou simplesmente Leka. Autora orgulhosa dos livros Contos de Uma Fada e Garota de Domingo.


Feliz Natal!
Postado em 24 de dezembro | Por Letícia Black Comentários

Hoje é um dia controverso. Tem gente que ama, tem gente que odeia. É um dia de juntar a família e ouvir aquelas atrocidades que só saem no natal: “e os namoradinhos?” “porque a Dilma…” “Pavê ou pacumê?”
Mas, apesar do estresse, o natal é meu feriado favorito. Há magia e cor e luz e amor.
E é isso que eu amo. Nós precisamos de mais amor na nossa vida.
E eu desejo muito amor pra todas vocês. Que essa magia, essa sensação de que tudo pode mudar e melhorar, toque cada pedaço do seu interior e que vocês brilhem de felicidade.
Se pudesse, passava o dia dando abraços apertados e desejando tudo de bom pra cada uma, mas a distância não nos permite.
Por isso, sintam-se envolvidas e amadas pelas minhas palavras.

Feliz natal, meus amores. Muita luz, muita paz, muito amor. Ignorem os estresses do dia e curtam os momentos com quem vocês amam.
E aproveitem a comida!!!!!1!!!

Beijos rosados :*


Hoje eu fiz uma coisa que eu SEMPRE quis fazer e nunca consegui. Sabe em Miss Simpatia que ela toca com taças? CONSEGUI FAZER. Tô tão orgulhosa de mim mesma ahahahhahahahaha muito idiota, né?

Vou usar o blog pra controlar quanto que eu escrevo daqui até 29/01. Pouco mais de um mês. Preciso escrever 7 capítulos de Deserto até lá, de acordo com o meu calendário, e isso significa, basicamente 73.500 palavras HAHAHAHAHAHA Nunca vai acontecer. Mentira, dá pra acontecer sim, mas vou precisar me esforçar. Basicamente, tenho que escrever uma cena e meia de deserto por dia. Se eu escrever duas cenas, tô no lucro. Tirando o fato que eu ~consigo~ escrever até 4/5 cenas em um dia BOM: é possível. Mas preciso me esforçar.

Vou usar aqui pra tentar criar um ~parâmetro~ e medir minhas conquistas diárias.

Hoje, então, 0. Na postagem de amanhã, tenho que der 2050, pelo menos. E vamos que vamos <3 hahahahaha

Lá vou eu pro excel fazer minha tabelinha e montar um gráfico. Eu e os meus números!

Por enquanto, fico aqui. Amanhã eu volto <3


Os capítulos 21, 22 e 23 de Toque de Recolher estão disponíveis interativos no site!

Sobre o Autor

Letícia Black tem 25 anos e é natural do Rio de Janeiro. Viciada em livros e séries, escreve histórias desde cedo e se diverte muito com elas. Sonserina, Judd, Lannister, tributa, erudita, gleek ou simplesmente Leka. Autora orgulhosa dos livros Contos de Uma Fada e Garota de Domingo.


Vamos falar sobre… Estupro?
Postado em 23 de dezembro | Por Letícia Black Comentários

Nas minhas andanças como escritora, escolhi uma espécie de obrigação social. Resolvi, em meus textos e minhas histórias, falar sobre o não-dito. Sobre as coisas mais tabuladas… Que nem sempre são postas em luzes claras e nem sempre são vistas.
Mas acontecem. O tempo todo.
Metade das vítimas de estupro no Brasil são crianças. A cada duas horas, uma mulher é estuprada. A cada ano, 527 mil pessoas são estupradas no Brasil. O número de superou o número de homicídios dolosos em 2013.
Por que não estamos falando sobre estupro?
Resolvi escrever sobre estupro em Frutos do Pecado e também em Preciosa, e não foi muito difícil pensar sobre o tema. Ele caiu no meu colo.
Uma leitora me contou que tinha sofrido essa violência e eu não soube como ajudá-la, no momento. Nós conversamos e eu tenho certeza que eu lhe disse algumas palavras confortáveis, mas nem sempre é o suficiente.
Eu não quero entrar nas situações que levam ao estupro, mas nós temos que admitir: somos vulneráveis. Não porque somos mulheres e isso nos faz mais fracas (oi? Onde?), mas porque a sociedade nos julgou mais frágeis e suscetíveis. Acabaram nos levando a acreditar que somos culpadas por sermos vítimas.
O que dizer sobre o estupro?
1 – Se um casal divide a cama e ela diz não, mas ele a subjuga mesmo assim… É estupro.
2 – Se a mulher bebeu demais e o cara a convence ou força a transar com ele… É estupro.
3 – Se o cara pega a mulher pelos cabelos e a força… Adivinhem! É estupro.
Estive preocupada há uns tempos atrás, em uma devida cena de Jogando os Dados onde a segunda situação acontece. Houve uma comoção sobre os principais transarem enquanto a mocinha estava bêbada demais para ter qualquer reação sã. Todo mundo ficou comemorando, achando que eles iam transar e eu… “Mas ela tá bêbada”.
Quando foi que começamos a romantizar os crimes contra as mulheres?
Então vamos pensar um pouco. Vamos parar e olhar criticamente para a situação.
Não é não. E fim de papo. Não existe “mas” nem “talvez”.
Se você sofreu ou conhece alguém que passou por isso, a resposta é a denúncia. O seu medo ou vergonha de denunciar vai deixar o agressor a solta e para repetir a situação com outras mulheres. Procure a companhia de alguém que confia e vá até a delegacia mais próxima.

Sobre o Autor

Letícia Black tem 25 anos e é natural do Rio de Janeiro. Viciada em livros e séries, escreve histórias desde cedo e se diverte muito com elas. Sonserina, Judd, Lannister, tributa, erudita, gleek ou simplesmente Leka. Autora orgulhosa dos livros Contos de Uma Fada e Garota de Domingo.


INDICAÇÃO: COTIDIANO
Postado em 23 de dezembro | Por Letícia Black Comentários

Eu tenho uma coisa esquisita que as vezes é muito boa.

Quando acho algo legal, quero dividir com o mundo. E eu faço assim, só porque gostei. Acho que quando uma coisa é legal e boa, ela tem que ser compartilhada e vista.

E é nesse sentimento que eu venho aqui falar com vocês sobre Cotidiano

Eu tenho um grupo MARAVILHOSO no whatsapp com as minhas leitoras e a autora de Cotidiano, a Bibi, é de lá. Ela é uma fofa, linda, maravilhosa e quando ela pediu pras meninas lerem, disse que era curtinho e eu me prontifiquei a ir lá. Estava escrevendo um post aqui no blog, no momento, e lá fui eu.

Queria dizer que Cotidiano mudou minha forma de ver o mundo. Desde que li, tenho pensado na questão levantada pelo conto e analisando. E acho que isso me deixou mais “pra cima”. Mais leve, sabe?

Acho que todo mundo deveria ler! É curtinho, você não deve nem ficar 5 minutos lendo, e, olha, faz um bem danado!

Se você teve um dia ruim, um momento ruim, um mês ruim ou só quer ler uma coisa inteligente que te faça pensar, leia!

Então, vamos lá?

Beijos rosados :*

Leka

Sobre o Autor

Letícia Black tem 25 anos e é natural do Rio de Janeiro. Viciada em livros e séries, escreve histórias desde cedo e se diverte muito com elas. Sonserina, Judd, Lannister, tributa, erudita, gleek ou simplesmente Leka. Autora orgulhosa dos livros Contos de Uma Fada e Garota de Domingo.


CALOR DOS INFERNOS
Postado em 23 de dezembro | Por Letícia Black Comentários

Tem uma coisa que eu gosto de falar sobre. Não é bem um orgulho, mas sabe quando o lugar que você mora tem aquela coisinha que ninguém mais tem?

Pois é. Meu bairro é o bairro mais quente do Rio de Janeiro.

O nome, Bangu, vem do Tupi. Significa “cercado por morros”, o que a sabedoria popular transformou em “buraco quente“.

Bangu é um vale, cercado por morros, que segura o calor naquele pequeno espaço e corta qualquer tipo de vento fresco que venha de qualquer lugar.

Isso, é claro, significa que chegamos, facilmente, a temperaturas superiores a 40º graus. E 50º também. O oposto também serve, dizem que Bangu também é o bairro mais frio (dessa, eu duvido um pouco, mas nosso frio é bem chatinho também).

Então… Hoje fui fazer aquela entrevista de emprego que eu falei. Morrendo de calor, morta morta morta. Mas sobrevivi. Foram algumas horas fazendo uma prova e eu preciso confessar uma coisa…

Tinha que fazer uma redação de tema livre.

Eu abri o wattpad e copiei o prefácio de Toque de Recolher.

Que vocês me desculpem, mas não vou fazer a falsa modéstia: ele é muito bom. E que me descole o emprego, por favor!

Hoje eu comprei o presente do meu amigo oculto! E tenho certeza que ele/ela vai amar hahahahahaha

Depois disso, fiquei morgada na cama, morta por causa do calor.

A quem estou enganando?

Eu fiz a inteligencia de colocar Negligée, da Julianna Costa, no meu celular essa manhã. Pra ler nas horas vagas de entrevista. Comecei depois que terminei minha prova e não consegui parar até agora. Esse foi o resumo do meu dia.

Um dia eu descubro o que é que a Julianna tem que me faz devorar os livros dela mesmo que eu já tenha lido umas 3x e saiba as falas de cor.

Pois é.

Vou ficando por aqui com uma notícia A+

O capítulo 3 de Deserto está disponível interativo!

Fiquem com o meu coração <3

Beijos rosados :*

Leka

Sobre o Autor

Letícia Black tem 25 anos e é natural do Rio de Janeiro. Viciada em livros e séries, escreve histórias desde cedo e se diverte muito com elas. Sonserina, Judd, Lannister, tributa, erudita, gleek ou simplesmente Leka. Autora orgulhosa dos livros Contos de Uma Fada e Garota de Domingo.