“Ouvir” livros?
Postado em 11 de junho | Por Letícia Black Comentários

Não sei se vocês sabem, mas eu tenho uma mania interessante de ouvir livros já há um pouco mais de um ano.

Ganhei essa mania após pesquisar alguns apps – tenho uma leitora linda e maravilhosa que é deficiente visual e conversar com ela me gerou essa curiosidade (suspeito que ela não sabe disso, inclusive hahahaha). Quis experimentar como era a leitura pra ela. E aí já era.

Além dessa mania, criei PREFERÊNCIA por ouvir livros.
Não preciso que existam em audiobooks. Eu procurei aplicativos e aplicativos e aos poucos fui me adaptando. Chegou ao ponto de usar a acessibilidade do celular porque sim.

Quando eu falo sobre isso, a maioria das pessoas estranha. “Nossa, essa voz mecânica”. Eu sei. É estranho no começo. Acho que se eu não tivesse uma motivação principal, não teria sobrevivido ao primeiro livro. Eu sempre digo a mim mesma que vou comprar uma nova voz – mas no final das contas, já me acostumei.

Outra coisa que escuto muito é que deve ser estranho ouvir cenas de sexo. Cês acham mesmo que eu passei esse tempo todo sem ler livro erótico, é? Já ouvi algumas cenas (muitas, na verdade) e não achei estranho. Diferente, mas não estranho. O que há de estranho ou diferente sobre sexo lido ou escutado, afinal?

Mas a melhor parte de ouvir livros é que eu realmente posso discutir com os personagens. Veja bem: em narrativas em primeira pessoa, ele realmente está lá, falando. Agora mesmo, estava ouvindo Amor Elástico, da Gisele Souza (que, por sinal, é um daqueles livros que a gente sabe que vai ser massa logo no primeiro capítulo) e acabei de ter uma longa discussão com a Marina, personagem principal, mandando ela parar de ser trouxa e meter a mão na cara do menino. Que absurdo, viu? (Obviamente, ainda estou em discussão com Marina).

Há outros pontos importantes à listar. Ouvir livros é ótimo pra quem tem pouco tempo e está sempre na rua. Pra quem dirige, anda por muito tempo ou não quer ficar com o celular dando sopa na mão ou enjoa no ônibus. É só botar o fone de ouvido e bola pra frente. Também é a melhor opção pra quando seus olhos não aguentam mais ler aquele livro maravilhoso e você está morrendo de sono, mas precisa saber o final. Que glória, amigos.

Mas ainda acho que a melhor parte é a loucura de achar que tô conversando com gente de verdade.

Do geral, sei de uma coisa: a experiência de “ler” livros jamais foi a mesma depois que eu comecei a escutá-los. Passei a preferir e-books (que, antes, tinha preconceito – e aí acabei parando na Amazon por conta disso) e hoje tenho até dificuldade em ler livros físicos. Costumo, inclusive, baixar os ebooks dos livros que eu já tenho pra poder ler. É meio louco. Tenho refletido mais sobre as coisas que leio, também, me apego mais aos personagens e à leitura.

Recomendo o experimento e o uso dos leitores de ebook, da acessibilidade do celular (que funciona com o kindle, olha que coisa maravilhosa) e dos diversos apps de audiobooks que existem, também. É uma experiência maravilhosa e vou indicar pra todo mundo sim!!!!

[EDIT]
Muita gente me perguntando quais apps eu uso, achei isso lindo <3 Ultimamente, tenho usado a acessibilidade do celular (talkback) com o Kindle, mesmo porque funciona muito bem, apesar de alguns pequenos bugs. Pra pdfs, utilizo o EZPDF. É pago, mas tem uma versão free que funciona muito bem. Recomendo que vocês comecem com uma velocidade razoavelmente lenta para se acostumar. A "normal" e a "rápida" são as melhores pro começo. Boa ouvida! ♥

Sobre o Autor

Letícia Black tem 25 anos e é natural do Rio de Janeiro. Viciada em livros e séries, escreve histórias desde cedo e se diverte muito com elas. Sonserina, Judd, Lannister, tributa, erudita, gleek ou simplesmente Leka. Autora orgulhosa dos livros Contos de Uma Fada e Garota de Domingo.


Um buraco negro chamado internet
Postado em 22 de outubro | Por Letícia Black Comentários

Uma vez, em um evento, um rapaz me perguntou como eu fazia para me concentrar e escrever. Parece bobo, olhando assim, mas é uma questão que assola os escritores da minha geração e da que vem depois da nossa por um motivo muito simples: nós somos nativos de internet. Não conhecemos um mundo sem internet e é como se ela fosse parte do que a gente é.

Parece até um roteiro de um livro de ficção científica e na capa vocês podem usar aquela foto do Zuckerberg passando pela multidão enquanto a galera usava aqueles óculos e não o viam.

 

 

assustador.

A resposta que eu dei para ele pode parecer um pouco grosseira, mas é a maior realidade que eu poderia colocar aqui: desliga seu modem, esconde seu celular, senta na cadeirinha e escreva.

90% das pessoas que sofrem de bloqueio e procrastinação só estão distraídas com outras coisas (internet) e com um pouco de preguiça de colocar a mão na massa. É sério. Eu sou uma dessas pessoas.

Depois que eu descobri que era só desligar a minha internet e meu bloqueio sumia em um passe de mágica, eu parei de dizer que tinha bloqueio. Eu não tenho bloqueio, eu tenho é falta de vergonha na cara mesmo.

Vocês já perceberam que as vezes a gente se sabota? Que a gente tem a porcaria de uma prova amanhã, mas fica até 3 da manhã batendo papo com o crush sem motivo nenhum? Pois bem, eu faço isso também. Eu quero escrever, sinto necessidade de escrever, vontade e até estou disposta, mas aí rola aquele feed do facebook… Hm… Acabou. Foi aí que eu comecei a procurar programas de produtividade e foco.

Esbarrei com uma criaturinha chamada Freedom (pensa em um nome irônico). No mesmo site, você também encontra outras ferramentas bem legais com intuito parecido. Ele é pago, são 10 obamas e tem uma pequena versão trial para você testar.

Pois bem, o Freedom é uma coisa… Bom, você vai amá-lo e odiá-lo. Ele vai te ajudar de verdade a focar no seu livro, no seu tcc. É sério. Ele te deixa sem internet, totalmente entediado com um computador. Foi assim que eu zerei Plantas Vs. Zumbis. HAHAHAHAHAHA

Bom, brincadeiras a parte, ele me ajuda a manter o foco. Costumo programá-lo por um período de alguns minutos ou horas e não adianta o que você faça, ele não vai devolver a internet. Já tentei até reiniciar o computador, fechar ele pelo gerenciador de arquivos: não volta. Se você simplesmente resolveu que vai escrever por 4 horas e programou ele para 4 horas, mas acabou seu gás com 2, senta e chora, neném. Isso aconteceu comigo.

Resolveu meu problema de foco e eu fiquei muito mais produtiva depois dele. Sabe quando me chamam de máquina de escrever? Esse é o meu segredo. Espero que ajude vocês também.

Beijos rosados :*

Sobre o Autor

Letícia Black tem 25 anos e é natural do Rio de Janeiro. Viciada em livros e séries, escreve histórias desde cedo e se diverte muito com elas. Sonserina, Judd, Lannister, tributa, erudita, gleek ou simplesmente Leka. Autora orgulhosa dos livros Contos de Uma Fada e Garota de Domingo.


Porque eu amo o Scrivener
Postado em 16 de outubro | Por Letícia Black Comentários

Quem me conhece de longas datas, sabe que de uns tempos pra cá eu comecei a falar um blábláblá incansável sobre um programa de nome esquisito, o Scrivener.

Recebi indicação desse achado por outra autora, a Julianna Costa, e resolvi baixar a versão trial de 30 dias para testar e, bom, acontece que eu me apaixonei no primeiro dia de uso. Tive a mesma reação com ele que eu tive com Harry Potter. Sabe, quando estava lendo A Pedra Filosofal, eu virei para a minha avó e disse “Não sei como vou viver sem isso mais”. Lembro que ela me perguntou “E o que você vai fazer quando acabar?”; movi céus e terras pra ganhar os outros 3 livros que tinham disponíveis na época e quando acabou – no dia da estreia do último filme -, fiz uma tatuagem. Nunca tive que lidar com ficar sem Harry Potter. No caso do Scrivener, eu comprei a licença no terceiro dia de uso para nem correr o risco.

Acho que só a minha fixação por ele já diz pra vocês o quanto é maravilhoso. Só tenho uma notícia: o preço dele é em dolar. Quando comprei, o dolar ainda estava baixo, agora acho que ele é uma pequena facada de uns 150 golpinhos. Porém, na minha humilde opinião, vale a pena.

Pra tentar ilustrar, vou usar prints da net porque acabei de trocar de pc e só tenho um arquivo de scrivener aqui e ele tá bem pobrinho.

Sim, ele tem um quadro de ideias!!!! Não é tão legal quanto o da dica anterior, mas ele organiza capítulos e cenas de uma forma surreal. O Brainstorm fica mais fácil e toma forma rapidamente. Estão vendo essas cores na pontinha das fichas? Pois então, você pode colorir para dizer que estão acabadas, em andamento, a escrever, apenas no roteiro e etc. São muitas opções e ainda dá para criar as suas.

O Scrivener também tem a maior criação do universo: um gerador de nomes. Tem uns nomes gringos estranhos, mas você pode gerar sua propria lista e colocar lá. Escolhendo as opções, ele gera uma lista de nomes e sobrenomes aleatória e algum vai ter que encaixar naquele personagem terciário que precisa ser nomeado e você está sem paciencia para pensar em um legal.

Conseguem ver o menu? Tudo separado e organizado em pastas? Você pode escrever seus capítulos e cenas separadamente e depois… Compilar em um só arquivo, em vários formatos. Chega de 3 mil words, capítulos de A a Z em uma pasta.

E mais: ele faz backup automático. E isso é uma coisa muito linda porque é a cada pausa que seus dedinhos fazem.

Essa é a tela que eu uso para escrever, embora existam outras opções. No canto da esquerda, o menu com as cenas e capitulos organizados. No menu da direita, temos sinopse do capítulo/cena, a barrinha onde você seleciona o status do que está escrevendo (ligado com as cores que eu falei antes) e as anotações do capítulo na telinha amarela. Ainda tem, lá no final, uma contagem maravilhosa de palavras. Ainda dá para colocar um termômetro de meta que muda de cor conforme você vai se aproximando da meta, ele vai ficando verde.

Conseguem ver a organização? Eu não falei nem de metade das funções do programa, eu mexo nele há uns dois anos e ainda descubro umas coisinhas novas e apaixonantes a cada dia.

Recomendo que baixem com moderação porque o coração de vocês pode se apaixonar na primeira usada, tipo o meu.

Você encontra a versão trial e paga do Scrivener nesse site.

 

Sobre o Autor

Letícia Black tem 25 anos e é natural do Rio de Janeiro. Viciada em livros e séries, escreve histórias desde cedo e se diverte muito com elas. Sonserina, Judd, Lannister, tributa, erudita, gleek ou simplesmente Leka. Autora orgulhosa dos livros Contos de Uma Fada e Garota de Domingo.


Sou gorda sim, e daí?
Postado em 15 de outubro | Por Letícia Black Comentários

Eu tenho 84,4 quilos, 1,44 metros de altura e um IMC de quase 41. Sou grau 3 de obesidade, de acordo com minha nutricionista. Tenho hipotireoidismo, dores na coluna, nos joelhos e nos tornozelos e minha perna esquerda tem inchado e formigado em uma clara informação de que estou com problemas de circulação. Acordo de madrugada gritando de dor por causa de caimbra. De qualquer forma, minha gordura acumulada porque eu não tratei da minha tireóide quando descobri, é tratável. Sou completamente capaz de emagrecer: e já emagreci 2 quilos esse mês.

Fora isso, eu me sinto bem com o meu corpo. Pode parecer incrível, mas eu gosto do meu corpo, eu me sinto bem com ele. Minha insegurança começa quão o que os outros vão achar do meu corpo, mas eu por mim… Eu por mim, eu me amo. Não tenho vergonha de andar de barriga de fora, colocar um short curto ou um biquini. Eu não tenho medo na rua, porque, de verdade, eu me sinto bonita.

Meu maior medo é na internet, quando as pessoas se sentem confortáveis em suas casas e acham que podem dizer qualquer coisa que vão ficar bem. E depois fingir que está tudo bem.

Tive que cuidar de outras coisas mais sérias que um ataque juvenil de gordofobia na época; dois processos seriam complicados de lidar ao mesmo tempo, mas eu lembro o que você fez, viu? As pessoas podem não lembrar, você pode ter apagado, mas eu lembro. E vou ficar de olho. Meu outro processo já foi encerrado…

Andei com escorpianas demais nessa vida pra apagar isso, viu?

Se cuida. Que de mim cuido eu. Beijos

Sobre o Autor

Letícia Black tem 25 anos e é natural do Rio de Janeiro. Viciada em livros e séries, escreve histórias desde cedo e se diverte muito com elas. Sonserina, Judd, Lannister, tributa, erudita, gleek ou simplesmente Leka. Autora orgulhosa dos livros Contos de Uma Fada e Garota de Domingo.


Como eu uso o Canvas para escrever?
Postado em 9 de outubro | Por Letícia Black Comentários

Ano passado, estive na feira do empreendedor com uma amiga. Queria saber como montar um negócio, como registrar e como organizar tudo. Foi uma experiência ótima, assistimos umas palestras e conversamos com consultores sobre ferramentas de planejamento de mercado. E foi assim que eu fui apresentada ao modelo Canvas de negócio.

Clique na imagem para ver maior

O modelo Canvas, nada mais é que um pedaço de papel ou quadro branco aonde você se programa e escreve suas ideias para o seu negócio ou colando post-its coloridos para ficar mais bonitinho.

Se tem uma coisa no mundo que eu amo são post-its coloridos. Quem pode me julgar?

Obviamente, fiquei super empolgada com o Canvas e com o que ele me apresentava e fiz uma consultoria para aprender a como usar ele e, bom, tenho certeza que eu pareci um pinto no lixo. Guardo o que eu fiz lá até hoje.

Bom, eu tenho um pequeno problema que nem é um problema de todo, só para mim. Eu tenho mania de achar que tudo o que eu aprendo pode servir de alguma forma (qualquer forma) para a minha escrita. Com o Canvas não foi diferente – voltei para a casa com a sensação que todos os anos que eu passei até esbarrar com ele foram perdidos e que minha vida ia mudar por causa disso (sério, eu sou dramática nesse nível).

Eu já tinha um quadro branco imantado que eu usava para colar as capas de todas as minhas 80 histórias (ou seja, era um altar para o meu ego e foi bem difícil me desfazer dele), então passei uma tarde inteira desenhando linhas retas com a minha coordenação motora nível jardim de infância, separando tudo em 26 quadrados para esquematizar uma história de 25 capítulos + posfácio. Fiz de caneta verde, ficou um horror e bem borrado, mas serviria. Empolgada, comecei a colar meus post-its e organizar minhas ideias, só que os post-its não estavam colando (que absurdo!!!!) e eu comecei a colar durex. Imagina o tamanho do cocô, quase estraguei o quadro todo por causa disso.

Então resolvi apagar e desenhei meu gato em uma caixa.

Clique para ver maior

E o desenho encontra-se nele até o presente momento.

Mas eu não desisti do Canvas, claro que não. Na realidade, minha maneira de organizar as ideias antes de montar o roteiro da história até parece com o Canvas, só que bem mais cheia de riscos e desorganizada, então estive empolgada em tentar utilizar não exatamente o Canvas, mas o quadro branco com post-its.

E tinha que ter post-its. Senão não vale, né?

Foi aí que achei que deveria existir uma ferramenta online que me desse o que eu queria de forma mais organizara, reta e sem durex. Foi aí que eu encontrei o realtimeboard.

Olha essas cores! Olha esses post-its! (Ahn… Você também pode clicar para ver maior)

Ps: fui eu que editei e escolhi essas cores, tá? Eu gosto de coisas coloridas :B

Antes que provoque desesperos: ele é de graça. Ao menos até onde eu mexi (e fiz tudo o que eu queria fazer), não precisei pagar nada até agora. Estava preocupada sobre salvar, mas já vi que ele permite salvar de diversas formas, inclusive em pdf (bom pra impressão) e em jpg. A imagem foi gerada por ele mesmo. Legal, né?

Estou bem satisfeita com a ferramenta e espero que ela ajude a vocês também!

Sobre o Autor

Letícia Black tem 25 anos e é natural do Rio de Janeiro. Viciada em livros e séries, escreve histórias desde cedo e se diverte muito com elas. Sonserina, Judd, Lannister, tributa, erudita, gleek ou simplesmente Leka. Autora orgulhosa dos livros Contos de Uma Fada e Garota de Domingo.


Livros lidos em Setembro
Postado em 1 de outubro | Por Letícia Black Comentários

Estou fazendo uma super maratona de leitura nesse final de ano por qualquer motivo. Na verdade, estava com saudade de ser só leitora e resolvi que a maior parte do meu tempo sem ser estudar e trabalhar seria focada na leitura por uns meses. Deixei a escrita um pouco de lado – escrevi um livro de quase mil páginas esse ano, eu mereço.

Então, eis o que li esse mês, com pequenos apontamentos. Como li apenas trilogias, vou falar no geral:

  • Trilogia Feios: Achei levemente fraca, porém divertida. Não tive muita identificação com a personagem principal, na verdade, e se tornou uma leitura um pouco massante no segundo livro, depois me envolvi um pouco e realmente gostei do terceiro, mas não o suficiente para ler o quarto, que na verdade era um spin-off. De qualquer forma, é uma boa história e achei as situações plausíveis, além da questão do vírus destrutivo ser MUITO interessante, e a forma com que os personagens vêem o passado e a nossa geração. Tiveram alguns momentos que me deixaram bem nervosa, sobretudo no terceiro livro, mas, no geral, eu não me envolvi tanto quanto gosto de me envolver em uma leitura. Recomendo apenas para o caso de você não ter nada pra fazer e gostar de distopias.
  • Trilogia do reino: Essa merda de trilogia infernal me tirou o sono e eu não fiz nada além de lê-la por dois ou três dias. Pra que internet? Quem precisa de comida? Desculpem os palavrões, mas, olha… No primeiro livro, achei que iria detestar, apesar de ser um dos livros que mais queria ler na minha lista e já terem me indicado algumas vezes. Acontece que o primeiro livro é levemente previsível. Você sente no seu âmago que é aquilo que vai acontecer – você já leu essa base de história antes, você sabe que é aquilo, e é mesmo. Não tem muita surpresa quando você descobre, você já sabia antes, embora não quisesse acreditar. E é aí que tudo vira de cabeça pra baixo: o segundo livro, O Rei Fugitivo, é de tirar o fôlego. Você fica sem chão na maior parte do tempo e desesperado pelo que vai acontecer. Esse vai entrar nos melhores do ano – e olha que li livros maravilhosos esse ano e ainda tenho alguns que eu sempre quis ler na lista. O terceiro segue muito bem o ritmo do segundo, é um pouco (só bem pouco) menos desesperador, mas tão envolvente quanto. Quanto ao principal, eu só digo que eu o seguiria para qualquer lugar, em qualquer situação. Que pessoa! Recomendo para qualquer ocasião, mas tenha tempo livre ou você pode enlouquecer.
  • Trilogia Fairewalker: Ta aí. Minha vida toda, evitei livros sobre fadas pra não influenciar as ideias que eu tinha na minha mente sobre meu
    próprio livro, e esse é o segundo que esbarro e leio esse ano (o primeiro foi a saga DarkFever, que atualmente é minha favorita). Achei semelhanças com DarkFever, bem de leves, e isso me prendeu ao livro imediatamente. Acho que posso ter elevado as expectativas, esperava algo mais elaborado e não foi exatamente assim. O livro é bom, de todo. Muito interessante e a personagem é uma menina adolescente bem espertinha. Acho que a diferença primordial do meu gosto entre esse, que considerei “mais ou menos” e DarkFever, que eu considero a FUCKING MELHOR SERIE AI MEU DEUS, é que a principal de Fairywalker tem 10 anos a menos que eu e é um livro mais juvenil, cujo os problemas dela já não são mais tão identificáveis com os meus, enquanto em DarkFever, ela tinha a minha idade, um ou dois anos mais nova, mas não me recordo exatamente, e os problemas, apesar dos dela serem um pouco fantásticos (rs), eram bem semelhantes aos meus. Recomendo pra quem gosta de garotos charmosos rodeando uma principal cheia de opiniões.
  • Trilogia Millenium: Segura o fôlego que essa aqui, apesar de não ser de nenhum gênero que esteja no topo dos meus preferidos, subiu de
    longe ao topo de meus livros favoritos, lá junto com DarkFever e Cia. Sempre quis ler Millenium, já tinha escutado falar super bem e, não, eu não vi o filme porque queria ler, eventualmente. Por algum motivo, nunca acrescentei aos meus livros no skoob e caiu no esquecimento, até uma leitora me indicar na semana passada. Comecei a ler e eu quero xingar uns cinco palavrões nesse momento pra definir o tamanho do amor que eu tô por essa trilogia. Ainda não terminei de ler o terceiro e não vou ler o quarto, mas não pelos motivos de Feios, mas por princípios meus. Bom, no geral, o começo do primeiro livro é chato. Um porre. Você acha que vai detestar e não vai entender nada. E aí, por volta da página 50, muitas coisas explodem na sua cara e começam a fazer sentido. E o livro percorre em redemoinhos de mistérios até o final de uma forma impecável. O segundo segue completamente envolvente e eu estou me odiando nesse exato momento por não estar terminando de ler o terceiro bem agora. Pois vou-me lá. Recomendo para qualquer pessoa que respire e não tenha problemas de coração.

Não sei fazer resenha e não tenho tempo de fazer livro por livro, mas espero criar o costume de falar sobre o que eu tiver lido no mês dessa forma, do meu jeitinho. Talvez ajude alguém a encontrar algo para ler. Só não esperem que eu faça isso todo mês porque eu não leio todos os meses do ano hahahaha Mas, eventualmente, duas ou três vezes por ano, tiro uns meses só para fazer isso. E, quando o fizer, virá sempre em quantidade. Esse mês, por exemplo, li 11 livros (Feios li mês passado, não conta!)

Minha lista pra outubro está um pouco maior, com 12 livros, duas trilogias e uma saga: Trilogia Reiniciados, Trilogia Estilhaça-me e Academia de Vampiros. Volto quando acabar com eles para contar o que achei!

Beijos rosados :*

Sobre o Autor

Letícia Black tem 25 anos e é natural do Rio de Janeiro. Viciada em livros e séries, escreve histórias desde cedo e se diverte muito com elas. Sonserina, Judd, Lannister, tributa, erudita, gleek ou simplesmente Leka. Autora orgulhosa dos livros Contos de Uma Fada e Garota de Domingo.


RESULTADO PARCERIA BLOGUEIROS
Postado em 24 de setembro | Por Letícia Black Comentários

Olá! Vim anunciar o resultado dos pedidos de parceria que abri essa semana!

Como sei que a ansiedade é complicada, vou primeiro falar os parceiros e depois explicar como funcionam as parcerias, brindes e como avaliei.

Separei em dois grupos: Ouro e Prata.

Parceiros Ouro:
Canteiro de Obras literárias
Caminhando entre Livros
Sala Literária
Maravilhas Descobertas
Unicórnio Literário
Multiverso
Borboleta de Papel
O Clube da Meia Noite

Parceiros Prata:
Folheando Sonhos
Blog com V
Persuasão Literária
Amor Literário e Recomendações
Ler é viver de sonhos
Gotas de Café
Aspas e Vírgula
Estante da Isa
Dividido entre Livros
Máe, tô escrevendo
Como foi feito as avaliações?
Utilizei conceitos para avaliar 5 categorias do Blog (separadas em duas colunas).
Coluna principal: Resenha & Frequência
Coluna secundária: Layout, Comentários e Parcerias
Conceitos: O (Ótimo), B (Bom), R (Regular) e I (Insuficiente ou Inexistente)

Os parceiros Ouro obtiveram notas “O” e “B” em pelo menos 4 categorias, obrigatoriamente 2 sendo da coluna principal.
Os parceiros Prata obtveram notas “B” e “O” em menos de 4 categorias

Alguns parceiros foram desclassificados e os motivos são:
– 4 ou mais conceitos “R” ou “I”
– Conceitos “R” ou “I” em resenha
– Conceito “I” em frequência

Tentei ser o mais justa possível, mas caso queira questionar sua desclassificação ou porque está no grupo prata ao invés do ouro, meu inbox está aberto para conversas.

O que o parceiro fará?
– Todo parceiro receberá um ebook do livro escolhido (entre os 4 disponíveis, seguindo uma matemática que eu vou me rebolar pra fazer) e deve fazer uma resenha sincera sobre a leitura;
– Todo parceiro deve estar disponível para me auxiliar com divulgação (no blog/página/perfil), se necessário;
– A resenha deve ser postada no blog e no skoob e, se possível, também na amazon.

O que eu farei para os parceiros?
– Disponibilizarei o ebook para leitura
– Cederei brindes e marcadores para sorteio E para os blogueiros
– Sempre que possível, lerei e comentarei no blog (mas com paciência porque vocês são 20 – não errei a matemática, há dois parceiros que não entraram na lista e que já estão comunicados da parceria – e eu estudo, trabalho e escrevo hahaha)
– Estarei disponível para divulgar postagens e sorteios do blog, se necessário

Não estipularei “tempo” para postar a resenha porque, sinceramente, acho isso um absurdo, mas peço que vocês tenham ética e bom senso quanto à isso e adequem o máximo possível à sua lista de leitura. Conversarei com cada um eventualmente para organizar isso aí!

Como funciona a parceria Ouro:
Temos 8 parceiros ouro e 4 livros. Então cada livro será resenhado por dois parceiros ouro.
Os kits para Sorteio de parceiro ouro são:
1 caneca ou 2 almofadas (um dos sorteios terá uma caneca e um dos sorteios tera duas almofadas)
1 ecobag
5 chaveiros
marcadores
Os kits para parceiro ouro serão:
1 ecobag
1 almofadinha
5 chaveiros
marcadores
Nós tentaremos adequar para que os sorteios não aconteçam ao mesmo tempo.

Como funciona a parceria prata:
Temos 10 parceiros para 4 livros. Serão 4 resenhas de Jogando os Dados e os outros 3 livros terão uma dupla de resenhas. Os sorteios ocorrerão em parceria com outro blog (2 blogs para 1 sorteio). Essa dupla será formada no momento da escolha dos livros para a resenha.
Kits para sorteio Prata:
1 almofada
1 ecobag
5 chaveiros
marcadores
Kits para parceiros Prata:
1 ecobag
5 chaveiros
marcadores
Nós tentaremos adequar para que os sorteios não aconteçam ao mesmo tempo.

Nesse momento, peço que tentem manter a calma e a paciência quanto à:
1 – Minha conversa com cada um de vocês. Meu tempo é curto, mas uma hora vou chegar. Vou seguir a ordem com que demonstraram interesse, ok?
2 – O envio dos ebooks. Apenas 2 deles estão prontos para envio, então só metade dos parceiros deve receber em um primeiro momento e, mesmo assim, só quando as conversas com todos acabarem
3 – O envio dos brindes, porque eu ainda não os montei e tô sem computador. E também porque o envio é caro e não dá pra fazer tudo de uma vez hahahaha

Avisos perdidos por último:
1 – Vou tentar ao máximo que os sorteios não aconteçam ao mesmo tempo, então toda a logística dessas parcerias deve durar mais ou menos um ano
2 – Se a parceria for proveitosa para ambos os lados, vocês podem passar a frente e subir de categoria em uma nova publicação
3 – Caso queiram resenhar mais de um livro, é só avisar na conversa. Porém, o kit para sorteio/parceiro será apenas um e será do livro “principal” que vamos selecionar em nossa conversa
4 – Os ebooks irão com uma marca dágua que tentarei ser o mais discreta possível porque eu tenho uma pequena neura com distribuição gratuita. E irão no formato pdf.
5 – Espero que não tenha esquecido nada, mas qualquer adendo, falo com vocês na conversa. E qualquer dúvida que tiverem, podem perguntar.

Espero que nossa parceria seja proveitosa e duradoura!

Beijos rosados :*

Sobre o Autor

Letícia Black tem 25 anos e é natural do Rio de Janeiro. Viciada em livros e séries, escreve histórias desde cedo e se diverte muito com elas. Sonserina, Judd, Lannister, tributa, erudita, gleek ou simplesmente Leka. Autora orgulhosa dos livros Contos de Uma Fada e Garota de Domingo.


Responsabilidade
Postado em 21 de agosto | Por Letícia Black Comentários

Outro dia, me peguei encarando um texto absurdo sobre responsabilização dos relacionamentos.

Não era bem assim e eu não me recordo mais as palavras exatamente, mas falava sobre quando a outra pessoa não demonstrava interesse, era para você ficar em cima porque as vezes ela podia estar jogando o jogo da indiferença e não era que ela não estivesse interessada, mas que não queria demonstrar que estava.

Na hora, meus olhos saltaram do rosto e eu fechei tudo de uma vez, sem conseguir ler mais.

É esse tipo de coisa que a gente encara quando se fala qualquer coisa na internet, sem responsabilidade.

Eu venho com cicatrizes de situações onde isso aconteceu. Relacionamentos meus e de pessoas próximas.

Prestem bem atenção, pessoas: se a pessoa não tem interesse, ela não tem interesse. Principalmente quando ela diz claramente que não tem interesse. Não é um jogo. Não é uma brincadeira de quem é mais indiferente. Não é um “vou tentar a sorte, vai ver que ele/ela só está brincando comigo”. Não.

Parem.

Tenham limites.

Beijos rosados :*

Sobre o Autor

Letícia Black tem 25 anos e é natural do Rio de Janeiro. Viciada em livros e séries, escreve histórias desde cedo e se diverte muito com elas. Sonserina, Judd, Lannister, tributa, erudita, gleek ou simplesmente Leka. Autora orgulhosa dos livros Contos de Uma Fada e Garota de Domingo.


Ah, a treta
Postado em 21 de agosto | Por Letícia Black Comentários

Todo mundo que me conhece sabe que eu sou uma apreciadora natural de tretas. Acabei sempre metida em uma ou outra por ter minhas opiniões e falar. Ou por confiar demais em pessoas erradas e acabar metida em encrenca… Acontece.

Tenho assistido, por agora. Acho que é melhor para garantir minha sanidade mental hahahaha Acabo por dar uma opinião ou outra porque não gosto de me esconder atrás de palavras gentis ou mentiras, mas tenho evitado participar ativamente, embora meu nome vá para a roda hora ou outra.

Eu pego minha pipoquinha e acompanho igual novela, fico sabendo de coisas de arrepiar os cabelos e, obviamente, gosto de fofocar com as amigas.

Mas uma coisa muito importante aconteceu desde que eu parei de tretar na internet por causa de nada: minha saúde mental melhorou 100%. Deve ter uns 4 meses que não dou uma crise, a exceção de quando uma amiga da minha mãe encheu a cara e resolveu falar umas merdas pra mim.

Eu, que já tive crises de achar que ia morrer antes de descobrir a causa delas. Cheguei a ir no cardiologista pra descobrir que dor era aquela que eu sentia no peito pra saber que meu coração ia muito bem. Eu, que perdi noites de insônia, estou dormindo bem como um bebê, de deitar na cama, sonhar com meus personagens e dormir em cinco minutos.

Já passei mais de seis horas rolando na cama de um lado para o outro. E eu estou dormindo em cinco minutos.

Sem medicação.

Sem acompanhamento psicológico.

Só… Longe dos estresses.

Não contei aqui no blog, mas me mudei! Me mudei pra casa da minha avó, o que é bem bobo porque moramos do lado da casa da minha mãe! O quarto que eu tô é meio improvisado, porém tá ganhando forma pouco a pouco (inclusive vamos entrar em obra semana que vem!) e desde que eu vim pra cá, tudo melhorou.

Sabe aquele lance das energias?

Sou uma pessoa que acredita 100% nas energias e nos karmas! Sou bem abençoada nesse quesito e com a maturidade fui começando a ver como me rodeava de coisas boas. Afastando gente que nada me agregava ou que sugava minhas energias para viver em paz. Gosto de conhecer de tudo um pouco, com uma simpatia pelo oculto e pelas coisas boas.

E aí me pego nesse momento, contando para vocês que estou bem.

Eu só tô bem mesmo.

E que eu vou ficar comendo pipoca mesmo porque pretendo continuar bem <3

Beijos rosados :*

Sobre o Autor

Letícia Black tem 25 anos e é natural do Rio de Janeiro. Viciada em livros e séries, escreve histórias desde cedo e se diverte muito com elas. Sonserina, Judd, Lannister, tributa, erudita, gleek ou simplesmente Leka. Autora orgulhosa dos livros Contos de Uma Fada e Garota de Domingo.


O preço dos livros
Postado em 18 de agosto | Por Letícia Black Comentários

Por duas vezes, nessa andança de procura por uma editora para Jogando os Dados, desisti de uma proposta porque o valor final do livro sairia mais que R$40,oo. Claro, com esse valor, eu ganharia mais (cerca de 4 ou 5 reais por livro), mas, na verdade, não tenho coragem de cobrar R$45 em um livro. Não mesmo.

Eu me lembro de dois momentos muito específicos da minha vida. O primeiro foi em 2003. Em 2003, eu tinha 13 anos, era viciada em Harry Potter e tinha acabado de sair a Ordem da Fênix por um preço absurdo de mais de 70 reais. Lembro da minha animação ao saber do lançamento do livro e do sentimento de impotência quando me deparei com o valor. Lembro de ter dito pros meus pais “tudo bem, não precisa comprar”, não porque eu não queria ou porque não valia a pena ou porque eles não queriam comprar, mas porque era demais para o nosso orçamento. Felizmente, alguns meses mais tarde, minha avó me deu o livro de presente de natal (minha avó nunca se doeu em me dar livros de R$70, pelo contrário, aconteceu mais de uma vez e nas duas eu fiquei bem horrorizada e repeti mil vezes que não precisava).

A segunda vez foi em 2005. Veja bem, dentre 2003 e 2005, eu passei por uma das piores fases da minha vida. Na verdade, isso durou um pouco além, até 2007/2008. No final de 2003, meu pai ganhou um dinheiro bem legal de um processo trabalhista e resolveu investir em uma loja de espetinhos em Muriqui/Mangaratiba. Nós tínhamos uma casa alugada a 50 metros da praia que era meia fortuna por mês, mas se eu fui à praia três vezes naquele verão foi é muito – recordo-me de em uma dessas vezes ter fugido com minha prima e o namorado (hoje marido) e a gente ir pra uma praia mais escondida depois da linha do trem pra curtir a manhã. Então, nesse verão, com 13/14 anos, eu trabalhei de verdade como uma condenada. Eu, minhas primas e primos, agregados, tios, padrinhos e tudo mais. Foi um pequeno inferno, mas parecia valer a pena, parecia estar dando dinheiro…

Exceto que quando nós retornamos pra nossa favela, não tínhamos arroz pra comer nem shampoo para lavar o cabelo. Lembro que meu pai ganhou uns 200 mil no processo e cada dia com a loja de espetinho dava em torno de 1mil, e nos feriados chegava a 4mil por dia. E a gente não tinha dinheiro pra comprar shampoo.

A minha visão dessa época é bem infantil, se vocês querem saber. Eu não estava muito ligada e eu sempre fui muito de boa com essa questão de dinheiro. Se meus pais me falavam “não dá pra comprar” eu nem encrencava, estava sempre tudo muito bom de qualquer jeito. Acho que isso acontece quando a gente tem que lidar com certas limitações financeiras, meu irmão é bem tranquilo assim também. Mas eu me lembro que faltava tudo em casa, me lembro muito da minha mãe deprimida e não lembro quase nada do meu pai dessa época, porque foi nesse ano que eles se separavam.

Enquanto minha casa estava em frangalhos, minha mãe falava para eu comer na casa da minha avó. Acho que nessa época eu quase morava com ela, na minha cabeça, eu dormia com a minha avó pra vigiar e cuidar dela – meu avô já tinha falecido há um ano ou dois -, mas hoje acho que me enganaram de forma positiva. Acho que minha mãe passou fome em casa, mas eu e meu irmão não. Coisas que mães fazem.

Bem no final de 2004, eu operei o apêndice. Mas o negócio foi um pouco mais complicado. Meus pais tinham feito plano de saúde para meu irmão e eu naquele ano ou no ano anterior, mas quando eu cheguei para emergência, o plano de saúde não estava pago há seis meses, assim como a minha escola, que ligou para falar que eu não receberia o diploma por causa do atraso (não foi assim rude como parece, eles ligaram para minha avó para perguntar se ela estava ciente do atraso porque eu tinha estudado a vida toda nessa escola e eles conheciam a gente bem), tal como a escola do meu irmão.

Eu acredito que toda a poupança da minha avó foi gasta nesse momento, porque eu operei no particular e recebi meu diploma certinho.

Ela não é um anjo na minha vida? Céus, eu tô até chorando agora.

No começo de 2005, eu estava para completar meus magníficos 15 anos. Como toda adolescente brega, eu queria viajar para a Disney, minha avó tinha ido uns anos atrás e me falava tantas maravilhas, eu estava ansiosa para ir! Exceto que o dinheiro que minha mãe tinha guardado para minha viagem desapareceu da conta poupança conjunta que ela tinha com meu pai. Ops. Sumiu com toda a fortuna anterior, até hoje ninguém sabe onde foi parar. De acordo com ela, tinha dinheiro para a viagem e para uma festa não muito pomposa e que eu teria as duas coisas, mas não deu. Eu, que sempre fui muito boazinha, disse que tudo bem e minha família me preparou um churrasco (se eu não me engano, no dia do churrasco teve um tiroteio e nenhum amigo meu apareceu rs mas minha familia estava lá, então tudo bem).

Minha mãe tinha uma lan house, foi o que sobrou pra ela na separação. E, mesmo assim, meu pai fez questão de levar metade dos computadores (que minha avó que tinha comprado rs) que faziam o sustento dos filhos dele. E eu queria deixar bem claro que se ele pagou dois meses de pensão (um salário minimo) foi muito. E eu ainda tive que ouvir que ele dava dinheiro para comprar arroz e feijão, se fosse para queijo e presunto, ele não dava não (????????????).

Esse era meu panorama financeiro quando O Enigma do príncipe saiu, com o seu preço na casa dos R$60. Eu queria MUITO o livro e, pela primeira vez, aos 15 anos, descobri a pirataria. Li online em tradução não oficial pela primeira vez, porque eu não tinha dinheiro para comprar o livro e queria muito estar por dentro dos papos dos meus amigos, cheios de spoiler (e também porque eu estava convencidíssima que Sirius iria voltar. Pois é. hahahahahaha). Alguns meses mais tarde, eu consegui comprar o livro, não me recordo de que forma, mas provavelmente foi obra da minha avó outra vez.

Essas duas situações, esses dois livros que eu queria muito e estavam acima da minha condição financeira, me colocam com o pé no chão quando quero lançar meu livro. Não quero que ninguém sinta a sensação de impotência quando se deparar com um livro meu, tal como eu senti perante esses dois livros que eu queria muito. Quero que seja faço, que seja acessível, e por mais que livro seja caro nesse país, eu quero que eles tenham um valor menos encorpado para auxiliar quem quiser comprar o máximo possível.

Na terra em que coca-cola está 7 reais, acho que 39,90 é o máximo de um preço não muito salgado de um livro e eu estou tentando que nenhum meu passe essa marca. Mas, é, pode demorar ^^

Beijos rosados :*

Sobre o Autor

Letícia Black tem 25 anos e é natural do Rio de Janeiro. Viciada em livros e séries, escreve histórias desde cedo e se diverte muito com elas. Sonserina, Judd, Lannister, tributa, erudita, gleek ou simplesmente Leka. Autora orgulhosa dos livros Contos de Uma Fada e Garota de Domingo.