Sou gorda sim, e daí?
Postado em 15 de outubro | Por Letícia Black Comentários

Eu tenho 84,4 quilos, 1,44 metros de altura e um IMC de quase 41. Sou grau 3 de obesidade, de acordo com minha nutricionista. Tenho hipotireoidismo, dores na coluna, nos joelhos e nos tornozelos e minha perna esquerda tem inchado e formigado em uma clara informação de que estou com problemas de circulação. Acordo de madrugada gritando de dor por causa de caimbra. De qualquer forma, minha gordura acumulada porque eu não tratei da minha tireóide quando descobri, é tratável. Sou completamente capaz de emagrecer: e já emagreci 2 quilos esse mês.

Fora isso, eu me sinto bem com o meu corpo. Pode parecer incrível, mas eu gosto do meu corpo, eu me sinto bem com ele. Minha insegurança começa quão o que os outros vão achar do meu corpo, mas eu por mim… Eu por mim, eu me amo. Não tenho vergonha de andar de barriga de fora, colocar um short curto ou um biquini. Eu não tenho medo na rua, porque, de verdade, eu me sinto bonita.

Meu maior medo é na internet, quando as pessoas se sentem confortáveis em suas casas e acham que podem dizer qualquer coisa que vão ficar bem. E depois fingir que está tudo bem.

Tive que cuidar de outras coisas mais sérias que um ataque juvenil de gordofobia na época; dois processos seriam complicados de lidar ao mesmo tempo, mas eu lembro o que você fez, viu? As pessoas podem não lembrar, você pode ter apagado, mas eu lembro. E vou ficar de olho. Meu outro processo já foi encerrado…

Andei com escorpianas demais nessa vida pra apagar isso, viu?

Se cuida. Que de mim cuido eu. Beijos

Sobre o Autor

Letícia Black tem 25 anos e é natural do Rio de Janeiro. Viciada em livros e séries, escreve histórias desde cedo e se diverte muito com elas. Sonserina, Judd, Lannister, tributa, erudita, gleek ou simplesmente Leka. Autora orgulhosa dos livros Contos de Uma Fada e Garota de Domingo.


Minha cor favorita é…
Postado em 26 de dezembro | Por Letícia Black 1 comentário

15 14Na nossa adolescência, a cor favorita é extramamente importante. Chega a definir amizades e tudo mais. Quando entrei na pré-adolescência, defini que a minha cor favorita era azul. Era o máximo de rebeldia que eu conseguia ter na época, gostar de uma “cor de menino”.

16Lá pros meus 15 anos, comecei a gostar de rock. Por algum tempo, mudei minha cor favorita para preto. E como uma boa rockeira adolescente, minha vida era preto e camisas de bandas. Bem dark mesmo. Porém, não o suficiente. Eu sempre gostei muito de cores e estava sempre disposta a colocar algo mais colorido. Pra quebrar ainda mais, tive catapora (sim) com essa idade e as marcas me fizeram usar maquiagem (que eu não gostava) e acabei por não usar maquiagem preta… Fui colocando cores e, no final do dia, eu era uma guria colorida com alguma coisa preta.

19Essa fase durou bem pouco. Com 17, eu voltei ao azul. Uma cor doce e meiga, completamente oposto ao meu comportamento da época. Eu era sem papas na língua e jogava muitas verdades na cara das pessoas – o que me metia em várias encrencas. Mas, de alguma forma, comecei a me acalmar logo depois… O que já devia ser um sintoma da depressão que foi diagnosticada dois anos depois, quando minha cor favorita foi mudada para roxo.

1718-117-217-118-216-118

Depois do tratamento e das mudanças que minha vida fez logo após isso, eu não conseguia escolher mais qual era a minha cor favorita: o doce azul ou o misterioso roxo? Qual eu era? Acabei começando a responder que era anil. Pra quem não sabe, o anil é um tom exatamente no meio do roxo e do azul, ao qual pequena parte da população consegue identificar (e eu coloquei na minha cabeça que eu conseguia. Hahaha)

20-1 20-2 20-3 20

Mas pra quê todas essas fotos, Leka? Isso é só pra aparecer mesmo. Eu sou muito bonita. Tenho que mostrar, ué.

Mas acontece que, na verdade, todos esses anos, estive me enganando e escondendo qual era a minha cor favorita. Acho que nem eu mesma sabia e houve uma época que eu tinha aversão à cor. Acho que tinha medo da força e que ela traz.

Minha cor favorita é o vermelho.

Acho que não é nenhuma novidade para os meus leitores, embora seja pra mim. Descobri ontem, quando estava vestida com uma blusa vermelha, me encarei no espelho e fiquei “nossa… Essa é mesmo minha cor”. Minhas escritas são sinceras ao extremo, mais do que eu mesma sou para mim, e vermelho me escapa toda vez.

Tem vermelho como cor de destaque em quase todas as minhas histórias. É alguma cena ou detalhe importante ou alguém que gosta muito de vermelho. Como eu nunca reparei?

Gente… Minha cor favorita é o vermelho!

Aff… Quem acha que vou ficar ruiva outra vez? hahahahaha

E pra completar, adivinhem: o novo extra de Jogando os Dados se chama “Vermelho”. Vem ler!

Extra Vermelho – Jogando os Dados


6467 / 73500 palavras. 9% escrito!

Esse é orgulhosamente o meu progresso em um dia de trabalho. Força time! <3

Sobre o Autor

Letícia Black tem 25 anos e é natural do Rio de Janeiro. Viciada em livros e séries, escreve histórias desde cedo e se diverte muito com elas. Sonserina, Judd, Lannister, tributa, erudita, gleek ou simplesmente Leka. Autora orgulhosa dos livros Contos de Uma Fada e Garota de Domingo.


Feliz Natal!
Postado em 24 de dezembro | Por Letícia Black Comentários

Hoje é um dia controverso. Tem gente que ama, tem gente que odeia. É um dia de juntar a família e ouvir aquelas atrocidades que só saem no natal: “e os namoradinhos?” “porque a Dilma…” “Pavê ou pacumê?”
Mas, apesar do estresse, o natal é meu feriado favorito. Há magia e cor e luz e amor.
E é isso que eu amo. Nós precisamos de mais amor na nossa vida.
E eu desejo muito amor pra todas vocês. Que essa magia, essa sensação de que tudo pode mudar e melhorar, toque cada pedaço do seu interior e que vocês brilhem de felicidade.
Se pudesse, passava o dia dando abraços apertados e desejando tudo de bom pra cada uma, mas a distância não nos permite.
Por isso, sintam-se envolvidas e amadas pelas minhas palavras.

Feliz natal, meus amores. Muita luz, muita paz, muito amor. Ignorem os estresses do dia e curtam os momentos com quem vocês amam.
E aproveitem a comida!!!!!1!!!

Beijos rosados :*


Hoje eu fiz uma coisa que eu SEMPRE quis fazer e nunca consegui. Sabe em Miss Simpatia que ela toca com taças? CONSEGUI FAZER. Tô tão orgulhosa de mim mesma ahahahhahahahaha muito idiota, né?

Vou usar o blog pra controlar quanto que eu escrevo daqui até 29/01. Pouco mais de um mês. Preciso escrever 7 capítulos de Deserto até lá, de acordo com o meu calendário, e isso significa, basicamente 73.500 palavras HAHAHAHAHAHA Nunca vai acontecer. Mentira, dá pra acontecer sim, mas vou precisar me esforçar. Basicamente, tenho que escrever uma cena e meia de deserto por dia. Se eu escrever duas cenas, tô no lucro. Tirando o fato que eu ~consigo~ escrever até 4/5 cenas em um dia BOM: é possível. Mas preciso me esforçar.

Vou usar aqui pra tentar criar um ~parâmetro~ e medir minhas conquistas diárias.

Hoje, então, 0. Na postagem de amanhã, tenho que der 2050, pelo menos. E vamos que vamos <3 hahahahaha

Lá vou eu pro excel fazer minha tabelinha e montar um gráfico. Eu e os meus números!

Por enquanto, fico aqui. Amanhã eu volto <3


Os capítulos 21, 22 e 23 de Toque de Recolher estão disponíveis interativos no site!

Sobre o Autor

Letícia Black tem 25 anos e é natural do Rio de Janeiro. Viciada em livros e séries, escreve histórias desde cedo e se diverte muito com elas. Sonserina, Judd, Lannister, tributa, erudita, gleek ou simplesmente Leka. Autora orgulhosa dos livros Contos de Uma Fada e Garota de Domingo.


Vamos falar sobre… Estupro?
Postado em 23 de dezembro | Por Letícia Black Comentários

Nas minhas andanças como escritora, escolhi uma espécie de obrigação social. Resolvi, em meus textos e minhas histórias, falar sobre o não-dito. Sobre as coisas mais tabuladas… Que nem sempre são postas em luzes claras e nem sempre são vistas.
Mas acontecem. O tempo todo.
Metade das vítimas de estupro no Brasil são crianças. A cada duas horas, uma mulher é estuprada. A cada ano, 527 mil pessoas são estupradas no Brasil. O número de superou o número de homicídios dolosos em 2013.
Por que não estamos falando sobre estupro?
Resolvi escrever sobre estupro em Frutos do Pecado e também em Preciosa, e não foi muito difícil pensar sobre o tema. Ele caiu no meu colo.
Uma leitora me contou que tinha sofrido essa violência e eu não soube como ajudá-la, no momento. Nós conversamos e eu tenho certeza que eu lhe disse algumas palavras confortáveis, mas nem sempre é o suficiente.
Eu não quero entrar nas situações que levam ao estupro, mas nós temos que admitir: somos vulneráveis. Não porque somos mulheres e isso nos faz mais fracas (oi? Onde?), mas porque a sociedade nos julgou mais frágeis e suscetíveis. Acabaram nos levando a acreditar que somos culpadas por sermos vítimas.
O que dizer sobre o estupro?
1 – Se um casal divide a cama e ela diz não, mas ele a subjuga mesmo assim… É estupro.
2 – Se a mulher bebeu demais e o cara a convence ou força a transar com ele… É estupro.
3 – Se o cara pega a mulher pelos cabelos e a força… Adivinhem! É estupro.
Estive preocupada há uns tempos atrás, em uma devida cena de Jogando os Dados onde a segunda situação acontece. Houve uma comoção sobre os principais transarem enquanto a mocinha estava bêbada demais para ter qualquer reação sã. Todo mundo ficou comemorando, achando que eles iam transar e eu… “Mas ela tá bêbada”.
Quando foi que começamos a romantizar os crimes contra as mulheres?
Então vamos pensar um pouco. Vamos parar e olhar criticamente para a situação.
Não é não. E fim de papo. Não existe “mas” nem “talvez”.
Se você sofreu ou conhece alguém que passou por isso, a resposta é a denúncia. O seu medo ou vergonha de denunciar vai deixar o agressor a solta e para repetir a situação com outras mulheres. Procure a companhia de alguém que confia e vá até a delegacia mais próxima.

Sobre o Autor

Letícia Black tem 25 anos e é natural do Rio de Janeiro. Viciada em livros e séries, escreve histórias desde cedo e se diverte muito com elas. Sonserina, Judd, Lannister, tributa, erudita, gleek ou simplesmente Leka. Autora orgulhosa dos livros Contos de Uma Fada e Garota de Domingo.


CALOR DOS INFERNOS
Postado em 23 de dezembro | Por Letícia Black Comentários

Tem uma coisa que eu gosto de falar sobre. Não é bem um orgulho, mas sabe quando o lugar que você mora tem aquela coisinha que ninguém mais tem?

Pois é. Meu bairro é o bairro mais quente do Rio de Janeiro.

O nome, Bangu, vem do Tupi. Significa “cercado por morros”, o que a sabedoria popular transformou em “buraco quente“.

Bangu é um vale, cercado por morros, que segura o calor naquele pequeno espaço e corta qualquer tipo de vento fresco que venha de qualquer lugar.

Isso, é claro, significa que chegamos, facilmente, a temperaturas superiores a 40º graus. E 50º também. O oposto também serve, dizem que Bangu também é o bairro mais frio (dessa, eu duvido um pouco, mas nosso frio é bem chatinho também).

Então… Hoje fui fazer aquela entrevista de emprego que eu falei. Morrendo de calor, morta morta morta. Mas sobrevivi. Foram algumas horas fazendo uma prova e eu preciso confessar uma coisa…

Tinha que fazer uma redação de tema livre.

Eu abri o wattpad e copiei o prefácio de Toque de Recolher.

Que vocês me desculpem, mas não vou fazer a falsa modéstia: ele é muito bom. E que me descole o emprego, por favor!

Hoje eu comprei o presente do meu amigo oculto! E tenho certeza que ele/ela vai amar hahahahahaha

Depois disso, fiquei morgada na cama, morta por causa do calor.

A quem estou enganando?

Eu fiz a inteligencia de colocar Negligée, da Julianna Costa, no meu celular essa manhã. Pra ler nas horas vagas de entrevista. Comecei depois que terminei minha prova e não consegui parar até agora. Esse foi o resumo do meu dia.

Um dia eu descubro o que é que a Julianna tem que me faz devorar os livros dela mesmo que eu já tenha lido umas 3x e saiba as falas de cor.

Pois é.

Vou ficando por aqui com uma notícia A+

O capítulo 3 de Deserto está disponível interativo!

Fiquem com o meu coração <3

Beijos rosados :*

Leka

Sobre o Autor

Letícia Black tem 25 anos e é natural do Rio de Janeiro. Viciada em livros e séries, escreve histórias desde cedo e se diverte muito com elas. Sonserina, Judd, Lannister, tributa, erudita, gleek ou simplesmente Leka. Autora orgulhosa dos livros Contos de Uma Fada e Garota de Domingo.


ABRACE SUA POBREZA
Postado em 21 de dezembro | Por Letícia Black Comentários

Aparentemente, meu blog será diário. Tenho que confessar que estou adorando vir aqui todo dia falar um monte de baboseira, mesmo que eu não tenha o que falar. Então tudo bem. Venho aqui sempre que der hahahahaha


Hoje, acordei com calor. Já era mais de meio dia, mas isso é porque hoje é o dia de “folga” da casa – e eu estou em crise de insônia há uma semana, só conseguindo dormir lá pelas três ou quatro da manhã.

O motivo? Meu irmão deixou a porta do quarto escancarada e o calor infernal invadiu o quarto.

Deixe-me fazer um parenteses aqui. Olha, se você tá solteira e procurando um namorado, por favor, namore meu irmão. Aqui tá uma foto dele:

Mentira, ok? É uma foto ilustrativa. Ele não é rosa.

Apesar do dia ter começado claramente uma droga, logo melhorou: ganhei uma blusa LINDAAAAAAAA de natal da minha avó. É sério, eu tô apaixonada, fiquei pulando de felicidade. Também ganhei duas caixas de morangos e um conjunto de edredom novo.

E almocei panetone.

Uma curiosidade: tudo o que eu comi hoje foi panetone. S-A-L-G-A-DO. Amo panetone salgado e fazia um bom tempo que eu não comia. Comi muito panetone essa semana e estou convencendo minha mãe a fazer mais, porque acabou.

Bom, depois do almoço minha ideia era ir escrever. Mas eu finalizei Toque de Recolher ontem (apesar de ainda estar postando o capítulo 23, eu escrevi até o 35 porque sim) e ainda estou um pouco… Dolorida. Então resolvi arrumar meu quarto.

Meu quarto passa 360 dias bagunçado. Os outros 5 são, obviamente, entre o natal e o ano novo. Tenho a esperança de que se ele passar a virada do ano arrumado, ele fiquei magicamente arrumado durante o resto do ano. É claro que nunca funciona.

Bom, gente, tenho uma coisa para falar e isso é basicamente um desabafo: é muito difícil ser pobre e desempregada em um país em crise. Eu tenho precisado de coisas e não posso comprar. Minhas últimos gastos (com o único dinheiro que eu tenho recebido atualmente, que é o da venda de livros) foi com uma necessidade master: vibradores. E isso só porque estava em desconto.

Acho que alguém deveria estudar a criatividade do pobre. É que assim, as vezes não podemos comprar as coisas, mas queremos muito aquela coisa, então temos que inventar uma maneira. Veja:

download

Uma Kombi com ar condicionado. Veja bem, o moço ou moça que tinha essa kombi não tinha dinheiro para comprar uma kombi com ar condicionado ou instalar um. Pois devia ter um ar condicionado em casa sobrando (um velho ou algum vizinho trocou o aparelho e deu) e inventou a própria kombi com ar condicionado.

Por que não? Ser pobre é, basicamente, ser criativo.

E eu tô precisando de uma estante de livros nova. Na verdade, eu até tenho estantes de livros por aí, mas minha mãe pegou para usar na loja e eu fiquei com uma antiga… E, bom…

Tenho uma estante… Na verdade, são 3. Sabe aquela estante mais barata de madeira crua? Deixa eu pegar uma foto pra vocês:

Então, são três dessas, que a gente pintou de roxo e colocou no meio do quarto para separar o “meu quarto” do “quarto do meu irmão”. O problema é: Ela é toda vazada, as vezes cai coisas nas outras prateleiras, coisas pro meu lado, coisas pro lado do Igor. Semana passada, uma caixa de vibrador foi parar lá. Não que eu me incomode, mas ele fica meio… Ew.

E mais: por causa do peso dos livros, ela começou a entortar. Igor também se mexe demais dormindo, então ela balança e vai ficando capenga. E começou a cair coisas entre ela e a parede.

Cês não tem ideia de quanto isso tava me incomodando. Mas, como eu disse, meu quarto só fica arrumado na semana do natal, então eu ainda não tinha parado para ver.

É aquilo, né? Não tenho dinheiro para comprar uma estante nova. Então essa aqui vai ter que servir de alguma maneira.

A primeira coisa que eu fiz foi guardar meus livros. Obviamente essa estante capenga não serve pra eles, então arrumei um espaço no meu guarda roupa e entulhei a maioria deles lá. É de difícil acesso, mas eles vão ficar seguros. Alguns outros livros foram para dentro de malas e estão, no momento, em cima do guarda-roupa.

Agora, como impedir as coisas de caírem do outro lado? Estou trabalhando nisso agora… Com papelão. Tem um monte de papelão aqui em casa por conta da loja e do material que minha mãe compra que vem em caixas. Então estou revestindo toda a estante em papelão.

Vai ficar horroroso e minha mãe, que é taurina, vai morrer do coração.

Mas vai servir.

Vocês tem que entender que, embora eu tenha sol em peixes, a maior parte do meu mapa é capricórnio, fazendo com que esse signo se sobressaia em muitas ações minhas, as vezes até mais que meu sol ou ascendente. Na verdade, o tempo todo.

Então, migos, se eu posso resolver o problema com papelão, mesmo que eu tivesse dinheiro PRA QUÊ comprar uma estante nova.

Quando ela quebrar, compro outra.

Barata, tá?

Bom, voltando. Ainda não terminei e meu quarto está em pleno caos, mas quando o fizer, eu acho que tomo coragem de postar uma foto hahahaha

Enfim… Mais uma coisa para falar: sabem o edredom rosa que eu ganhei?

Igor ganhou um igual.

Rosa.

Só vou forrar na cama dele porque sei que ele vai M-O-R-R-E-R.

HUA-HUA-HUA

Beijos rosados :*

Leka

PS: EPIC NEWS vou fazer uma entrevista amanhã pra estágio de marketing em uma fábrica de refrigerantes? Quem está empolgada? Eu estou empolgada! Quero muito essa vaga! Torçam por mim!!!!!!

Sobre o Autor

Letícia Black tem 25 anos e é natural do Rio de Janeiro. Viciada em livros e séries, escreve histórias desde cedo e se diverte muito com elas. Sonserina, Judd, Lannister, tributa, erudita, gleek ou simplesmente Leka. Autora orgulhosa dos livros Contos de Uma Fada e Garota de Domingo.


TORTURA FELINA
Postado em 20 de dezembro | Por Letícia Black Comentários

Sabe, eu sinto falta. De quando eu era tão espontânea e não me importava com as coisas que eu dizia, estava pouco ligando para o que todo mundo ia pensar.

Acho que eu perdi isso em algum momento, quando publiquei meu primeiro livro. Fiquei preocupada com o fato de ser uma pessoa pública, uma marca… E acabei me podando, me fechando e perdendo um pouco esse meu lado mais “leve e livre”.

Quero de volta.

As postagens são uma tentativa de conseguir isso pra mim, sabe? De quebrar essa camada de frieza que eu criei para me proteger de gente que distorce minhas palavras. Não adianta ter a camada – sempre tem alguém distorcendo alguma coisa ou tirando três mil outros sentidos.

Talvez se eu for direta sempre, outros sentidos não serão necessários, não é?

Um tempo atrás, eu estava chorando por ser uma péssima escritora. Foi um momento ruim enquanto eu não conseguia acertar o ponto das minhas novas histórias e não conseguia entender como elas funcionavam para o público também. Nesse dia, eu peguei a Piu de Cristo e comecei a choramingar no ouvido dela enquanto ela tentava não dar um tapa na minha cara.

Uma das minhas reclamações foi que eu não era engraçada.

Olha só o que a camada de gelo me fez acreditar.

Algumas horas depois, aconteceu alguma coisa hilária comigo da qual eu não me recordo mais – da série de coisas que só acontecem com a Leka, certeza – e eu voltei pra Piu com um “retiro o que eu disse, eu sou engraçada, só que só naturalmente”.

O que acontece? Não consigo forçar a graça. Então, as vezes, não consigo passar isso pro texto de forma alguma. E, quando eu consigo, eu não percebo porque, pra mim, é natural.

Comecei a anotar algumas coisas engraçadas que aconteciam comigo e me mandar po email. Eu abro o email e solto algumas gargalhadas quando estou triste.

O blog também serve pra isso!

Então vamos contar a história divertida de hoje porque todo dia tem algo engraçado/desastrado/imbecil acontecendo na minha vida, por mais bosta que o dia seja, eu sou quase uma comédia ambulante.


 

Marvin tem um dodói.

Pra quem não conhece e ama, Marvin é o meu gatinho. Ele é uma flor de gato, todo doce e dengoso e bonzinho. Daquele tipo que você joga pro alto, sacode e ele te lambe. É bem otário, o pobre do gato. Mas isso é coisa dos nativos de peixes, como ele e eu, somos todos otários.

Então, fazendo carinho no Marvin, descobri o tal dodói. Foi brincar de luta com o gato da minha avó que é um babaca de sagitário e morde ele de verdade. Marvin está cheio de dentinhos de Teco por todo ele. Porém, esse dodói inflamou. Criou um calombo.

Entrei em pânico. Botei Marvin na caixinha e corri pro veterinário.

Afinal, não era nada. Era só um dodói. Mas sou uma mãe preocupada.

O Vet disse que eu deveria passar uma pomada no Marvin pra ajudar a sarar porque aquilo poderia virar ou ser o tal câncer de gato que eu não sei dizer o nome. Depois de uma longa aventura para comprar a pomada, conseguimos o tal do remédio.

Marvin não pode ver a pomada que ele foge.

Eu não sei o que há com os gatos e os seus remédios, a maioria deles simplesmente odeia remédios. Qualquer tipo. Deve existir uma passeata contra os remédios felinos em algum lugar.

Porém, não me abalo. Marvin é tão chorão (como um bom pisciano) que ele chora e eu fico “tá bom, Marvin, tá bom”. Então simplesmente passo o remédio.

Porém, apesar do calombo ter diminuido, o “buraco” sem pelos aumentou. Fiquei sem entender. Eu passava a pomada e uns vinte minutos depois não tinha mais nada. Pensei “nossa, que pomada boa, entra rápido, né?”

Por que eu sou tão trouxa?

Ah, é. Pisciana.

O IDIOTA DO GATO ESTAVA COMENDO A POMADA.

Hoje de manhã, peguei ele no pulo. Passei a pomada, soltei ele e fui cuidar de alguma coisa na cozinha da minha avó. Quando cheguei no quintal, lá estava o gato lambendo a pomada.

Maldito.

Peguei ele de novo e passei mais. Ele chorou e eu ainda falei “isso é pra você aprender!!!!”

Aham.

Lambeu.

Aí entrei em desespero. O que a gente faz quando entra em desespero?

MANHÊ!

Peguei o gato sacudindo ele e gritando com ele por ser um bobão e lamber o remédio. Cheguei na loja com ele chorando e contei pra minha mãe sobre as proezas lambísticas do Marvin.

Ela falou “bom, a gente pode amarrar um pano nele”.

Gente, vamos voltar aqui pra entender o nível de maldade dessa frase: quando era mais novo, Marvin usava uma coleira azul. Eu queria uma verde porque combinava com os olhos dele, mas a azul também lhe caiu bem. Mas toda vez que eu tirava a coleira, Marvin destruía sua inimiga com muita vontade.

Depois de alguns anos, deixamos ele ficar sem coleira. Todos os vizinhos e entregadores de comida conhecem o Marvin. Ele é bem sociável e fica em cima do portão cumprimentando as pessoas.

Quando a gente colocou o pano no pescoço dele pra evitar que ele lambesse a pomada, ele chorou muito. Soltei ele e ele saiu correndo chorando pulando mordendo coçando o pano, sem conseguir. Quando chegamos na metade do quintal, ele se jogou no chão e tentou pagar de morto.

Sério, Marvin? Você achou que eu ia acreditar que você estava morto por causa da coleira?

Ele continua bem zangado e ainda mais porque eu atraí ele para casa (já que estava se isolando na parte de trás do quintal porque estava putinho) com um whiskas sachê, mas não dei porque ele comeu um ontem.

Mas veja, me digam se não tá uma graça! Parece uma gravata borboletinha, não?

marvin

Percebam a cara de tristeza e pânico do gato hahahahahaha


 

Bom, antes de eu ir, quero dizer que tô finalizando Toque de Recolher. Com o coração na mão… Falta escrever só o posfácio, mas ele é curtinho e eu tô bem triste </3

E por hoje é só, pessoal!

Beijos rosados :*

Letícia Black

 

Sobre o Autor

Letícia Black tem 25 anos e é natural do Rio de Janeiro. Viciada em livros e séries, escreve histórias desde cedo e se diverte muito com elas. Sonserina, Judd, Lannister, tributa, erudita, gleek ou simplesmente Leka. Autora orgulhosa dos livros Contos de Uma Fada e Garota de Domingo.


LIVRO DE MENINA
Postado em 20 de dezembro | Por Letícia Black 3 comentários

Eu tenho várias postagens pro blog preparadas, mas nunca consigo vir aqui postar. Porque sou desorganizada e esquisita.

Porém, andei fuçando pela internet e encontrei meus antigos blogs. Vi a quantidade de porcaria sem sentido que eu postava com 15, 16 anos. Coisas sentimentais, poéticas ou só reclamações adolescentes mesmo.

Senti saudade.

Senti saudade de ter um blog só para falar sobre mim, sobre quem eu sou e das coisas que eu faço. Mesmo que as coisas que eu faço não sejam interessantes.

Então eu resolvi vir aqui pra escrever sobre nada.

Tudo bem. Vamos ser sinceros aqui, ok?

Eu tenho uma memória muito ruim. As vezes, releio as coisas que eu escrevo porque não me lembro do que se tratam. As pessoas me perguntam por indicações de coisas e eu tenho certeza que já escrevi sobre, mas não lembro o nome ou como realmente é.

É bem chato isso.

É bom ter um blog que eu possa voltar e reler, então…

Hello? It’s me.

I was wondering if after all these years you’d like to meet

A partir de agora, mesmo que eu faça uma postagem ou outra sobre dicas ou responda dúvidas de vocês, vai ser tudo sobre a Leka. Vou falar sobre mim, sobre o Marvin, sobre o que acontece na minha vida. Tipo um youtuber, só escrevendo. Isso, antigamente, se chamava ter um blog. Desculpem por ser velha.


Então, vamos começar daqui.

Oi, eu me chamo Leka, tenho 25 anos e fazem dois meses que eu…

Ops. Não era bem isso que eu queria dizer não. HAHAHAHA

Ok. Bom, eu não tive um bom ano. Não tive uma boa semana, também. Fui demitida pela minha mãe (uma longa história, vocês não vão querer saber) e voltei a procurar emprego. Enquanto não me contratam – essa época do ano é cheia de vagas temporárias, mas janeiro/fevereiro são ótimos para arrumar empregpo! Meus últimos três trabalhos foram nessa época que consegui – estou gastando meus dias escrevendo sem parar. É claro. O que mais eu faria?

Assistiria séries sem parar também. Estou acompanhando quase 20. É uma tristeza.

Mas sabe o que é mais triste? Beirando os 26 anos e eu resolvi ter uma crise de espinhas. Não basta ter a aparência de adolescente, tenho que ter os hormônios também? Tem um monstro nascendo na minha testa e eu quero destrui-lo. Ele dói.

Porém, hoje eu quero contar uma história para entrar na “Série de Coisas Que Só Acontecem Com A Leka”. Eu juro pra vocês, essa série é longa. Existem muitas coisas que SÓ ACONTECEM COMIGO. É uma conspiração do universo, tenho certeza. Quando falo “mais uma da Série de Coisas Que Só Acontecem Com A Leka”, meus amigos já falam “lá vem”.

A maioria dessas coisas são só eu sendo eu mesma. Porém, essa não foi.

Ontem, durante o dia, recebi um email estranho. Uma pessoa com nome esquisito perguntando se eu era outra pessoa de um tal de psycoforum. Ou algo assim. Respondi que não e a pessoa insistiu. Tentou puxar assunto falando que deveria ler um tal “livro de menina”.

Sentiram a bile? Eu senti. Queria entender qual é a do povo em achar que existem coisas da menina e coisas de menino. Ai ai.

Aí já fiquei irritada. Não estava gostando daquela história de cara esquisito me mandando email, me dizendo que sou bonita e me indicando “livros de menina”. Aliás, apesar de escrever romances e romances eróticos, não são os livros que eu leio. Eu gosto de SCI-FI. Oh, yeah, baby. Não pareço gostar de Sci-fi? Quer me ver ficar pulando em círculos ou feliz igual meu irmão quando foi apresentado a uma coca-cola de 3 litros? Qualquer coisa SCI-FI. Livro, filme, série: AMO. Por favor. Me deem agora.

Irritada, mandei uma real. Perguntei qual era a dele e ele “sou um macho cortejando uma garota, isso existe desde que o universo é universo” NÃO OBRIGADA.

Qual foi minha resposta? NÃO, OBRIGADA.

Eu ein.

Mas, claro, não acabou. Mandou um email dizendo que me viu falando que eu adorava putaria. ME CONTE ALGUMA NOVIDADE. Mas, omi, o fato de eu gostar de putaria não significa que eu queria fazer putaria COM VOCÊ. Obrigada, de nada.

Eu disse isso claramente. Em letras garrafais. NÃO ESTOU INTERESSADA.

E comecei a ignorar.

Eis que chega mais um email. Um email misterioso.

“Só para finalizar, se algum dia quiser me dar uma segunda chance, dou minha palavra de absoluta discrição e privacidade. Somos iguais, nunca pratiquei e não pretendo, mas eu gosto, sempre gostei… =/ Não precisa responder este email, apenas guarde estas palavras no seu coração.”

Que?

Certamente o moço tá achando ainda que eu sou a pessoa lá do fórum. Que eu tô mentindo ou algo assim. Coitadinho. Resolvi ignorá-lo depois de mais alguns palavrões e de não entender lhufas do que ele está falando.

Mas, moço, sei que você acessou meu blog. E se acessar de novo e ler esse post: NÃO SOU EU. Se resolve aí com a namorada que você disse que tem. Sei lá quais são suas fantasias misteriosas, mas, pela última vez: NÃO ESTOU INTERESSADA.

Ufa.

Tá vendo? Alguém mais recebeu emails de tarados misteriosos com nomes estranhos? Eu sinceramente acho que isso só acontece comigo.

Ficarei por aqui, por enquanto. Volto em breve, com mais da Leka.

Beijos rosados :*

Sobre o Autor

Letícia Black tem 25 anos e é natural do Rio de Janeiro. Viciada em livros e séries, escreve histórias desde cedo e se diverte muito com elas. Sonserina, Judd, Lannister, tributa, erudita, gleek ou simplesmente Leka. Autora orgulhosa dos livros Contos de Uma Fada e Garota de Domingo.