Como usar a Astrologia para criação de personagens

Postado em 6 de março | Por Letícia Black Comentários

Há poucos anos, a internet ficou obcecada com algo não tão comum assim: astrologia.

A astrologia é uma arte milenar que estuda o comportamento humano de acordo com o movimento dos astros e a posição deles no nascimento do indivíduo. Foi popularizada por muitos anos através de horóscopo em jornais e revistas que iludiram muitos jovens que acreditaram que aquilo era real. Por conta de muita gente que debochou do conhecimento da astrologia, ela caiu num limbo de ceticismo e tem muita gente que acredita e que não acredita.

Porém, com a onda dos unicórnios, surgiram um monte de gente que se diz astrólogo com o conhecimento de revistas adolescentes e acabou disseminando ainda mais mentiras e bobagens sobre a astrologia.

Bom. Esse é o cenário atual. Você com certeza já teve contato com o estudo, já fez alguma piada sobre touro só gostar de comer ou debochou de quem faz esse tipo de piada. Eu vim aqui é pra oferecer algo útil com todo o conhecimento inútil que você acha que adquiriu.

Tá. Como eu uso isso?

Ok. Vamos lá. Enquanto estava todo mundo falando horrores sobre astrologia sem entender, eu já estudava astrologia há anos. Já são quase 20 anos lendo livros, artigos, estudando combinações etc. Quando o boom da astrologia aconteceu na internet, eu olhei aquilo e falei “pô, meu”. Nessa época, eu tinha minhas continhas no Astro e no Personare em dia e uma lista imensa de personagens cadastrados nela. Começou como uma brincadeira, eu sempre fiz fichas de personagem e coloquei datas de nascimento e, consequentemente, signos nelas. Daí para começar a cadastrar e dar uma olhadinha no mapa astral foi um pulo.

Foi aí que descobri uma coisa mágica.

Não importa se você acredita ou não em astrologia.

Mapa astral de Ludmila, personagem do meu livro Jogando os Dados

Mapa astral de Ludmila, personagem do meu livro Jogando os Dados

Quando você cadastra uma data de nascimento, um local e um horário, os sites de mapa astral te dão um manual de instruções daquele personagem. Se você não acha que nascer com o Sol em áries faz alguém ser mais impulsivo e intempestivo, tudo bem. Mas seu personagem nascido em 5/4 pode ser assim.

Exemplo: minha personagem Mila, de Jogando os Dados, estuda ciências biológicas. Seu TCC é apresentando um pesticida vitamínico, algo que mudaria o mundo se fosse aplicado na prática. Um pesticida que não criasse danos gerais, fortalecendo a planta e exterminando apenas pragas. Eu criei a Mila primeiro, tinha escolhido apenas seu signo. Inesperadamente, quando coloquei a data de nascimento dela no Personare e uma hora que inventei, encontrei a combinação Sol/ascendente em Aquário e Libra, dois signos de ar que são ligados à mudança, revolução e humanidade. No resumo do personare, temos: “Há também, neste seu caso, um interesse ativo por cultura, por justiça e pela sociedade. É bem possível que venha a ter sucesso acadêmico (…)”. E essa é só a ponta do iceberg.

Epa. Como assim?

Vamos lá. Você quer criar um personagem que encaixe na sua história. Que tal uma mulher super poderosa que saiu de um subúrbio para vencer na vida, sendo referência em sua profissão? É uma personagem com claro perfil de liderança, então escolhemos signos com dom para liderar. Ela é mais impulsiva? Então temos uma personagem de áries. É mais vaidosa? Deve ser leão. Concentrada e organizada? Capricórnio, talvez.

Escolhido o signo principal

Acesse um site que faça mapa astral. Eu gosto muito do personare porque ele dá um compiladão principal do Sol/ascendente, mas não mostra muito mais que isso gratuitamente. Além disso, escolha uma data aproximada e vá testando as combinações. Tenha em mente que o ascendente muda a cada duas horas, a Lua muda a cada dois dias, aproximadamente. É provável que as outras combinações não mudem muito, à exceção de Mercúrio, Vênus e Marte.

Manual pronto!

Logo você vai encontrar uma combinação que te agrade e um texto introdutório estará disponível, além de todo um mapa de instrução de como prosseguir com seu personagens com possíveis defeitos e qualidades

Por exemplo, uma pessoa de câncer tem tendência a gostar de cuidar de quem ama e, em excesso, vira possessiva e ciumenta. Pode, também, ser insegura e achar que alguém está estranho porque o cachorro da pessoa não gosta dela. Por quem ama, faz loucuras sem nem pestanejar…

Nessa parte, as revistas de adolescentes exageradas irão te ajudar: todo aquele julgamento de que geminianos são duas caras, escorpianos só pensam em sexo e piscianos são lerdos te ajudam a encontrar defeitos para seus personagens.

Com cinco minutos de pesquisa no Google, você encontra diversas características. Para ajudar, segue uma listinha do que você deve focar de cada planeta.

  • Sol: Quem você é / sua personalidade infantil até aproximadamente 28 anos
  • Ascendente: Como as pessoas te vêem / sua personalidade a partir do amadurecimento
  • Lua: Suas emoções
  • Mércurio: como você pensa / processa as informações / aprende
  • Vênus: Como você se relaciona de forma amorosa (também dizem que influencia no gosto da vestimenta)
  • Marte: Como você luta suas batalhas / Como reage em discussões ou obstáculos

No geral, eu foco nesses seis pontos, raramente vejo alguma coisa além disso.

Espero ter ajudado e fico à disposição para tirar dúvidas sobre esse método inusitado para criação de personagens.

Sobre o Autor

Letícia Black tem 25 anos e é natural do Rio de Janeiro. Viciada em livros e séries, escreve histórias desde cedo e se diverte muito com elas. Sonserina, Judd, Lannister, tributa, erudita, gleek ou simplesmente Leka. Autora orgulhosa dos livros Contos de Uma Fada e Garota de Domingo.




5 passos para não criar uma Mary Sue

Postado em 23 de janeiro | Por Letícia Black Comentários

Por que não criar uma Mary sue?

Existem centenas de técnicas para criação de personagens, mas, até hoje, escritores cometem erros básicos de não utilizar nenhuma delas e acabarem escrevendo personagens como bem entendem.

Por conta disso, há uma gama de personagens mal construídos que ganharam nomes porque seguem os mesmos moldes de erros que se repetem livro após livro.

Um dos tipos de erro mais comum dentre os personagens mais construídos levou o nome de Mary Sue. Há também diversos tipos de Mary Sue, mas hoje vamos falar apenas da mais tradicional e comum, Que que surgiu após a gente ficar em sua repetição em uma centena de livros e após dela outros tipos de personagens também foram identificados e nomeados com o seu prefixo ou semelhantemente como a sua versão masculina, o Marty Stu.

O que é uma Mary Sue?

bella swan mary sue

Pareço familiar?

Mary Sue é uma personagem que basicamente é ausente de qualquer defeito. Suas qualidades são exageradas e além do que qualquer ser humano poderia ser, por mais perfeito que ele ou ela seja. Ela pode ter uma auto-estima baixa e não se achar bonita quando se é exuberante e também costuma ser desastrada, mas fora isso todo o restante de sua personalidade e suas habilidades são especiais e não há mais ninguém como ela no mundo.

Após que a Mary Sue foi encontrada estudada, outros personagens com as mesmas características também foram encontrados como parte de sua família. Sua versão masculina se chama Marty Stu.

Ele tem as mesmas características da Mary Su, perfeito e poderoso, como um príncipe encantado, e habilidades infinitas.

Tá, mas e como eu evito que meu personagem seja uma Mary Sue ou um Marty Stu?

Antes de mais nada, nós recomendamos que você busque uma das técnicas de criação de personagem para que seu personagem possa ter vida própria um passado Manias defeitos qualidades medos entre outras características. já vai ajudar bastante na sua luta contra esse tipo de personagem em sua própria história. Aqui não vira folha você vai conseguir encontrar algumas dessas técnicas e fichas que irão te auxiliar nesse momento de construção de personalidade dos seus personagens.

Porém também iremos listar algumas dicas que poderão te afastar desse caminho do mal.

Não se baseia em você

Essa é uma das principais dicas porque a maioria dos autores iniciantes gostam de basear os personagens em si mesmos. E quando desejamos estar dentro de nossas histórias acabamos escrevendo pessoas melhores do que nós somos realmente. Ficamos em foco demais e resolvemos todos os problemas. Não é assim a vida nós sabemos. Se as coisas estiverem fáceis demais ou perfeitas demais, você é uma Mary Sue.

PS: Isso não quer dizer que você não possa ter alguns pontos de identificação com seus personagens. Assim como os nossos amigos os personagens também têm coisas em comum com seus autores, mas não significa que a personalidade deles deve ser baseada em quem os criou porque isso cria um favoritismo crônico.

Tenha um passado para seus personagens

A criação de um plano de fundo de um personagem ajuda a encontrar medos, traumas ou a justificar algumas atitudes. Por exemplo, um personagem que, muito novo, assistiu a mãe ser assassinada pode ter problemas para se relacionar ou desenvolver algum grau de desconfiança e/ou violência, além de outros traumas. Cuidado para não pesar a mão colocando um monte de comportamentos complicados em personagens. Isso pode entrar no âmbito da “lacração”, que é quando você exagera para ganhar mídia e/ou likes.

Pense bastante sobre defeitos

Você com certeza se conhece e conhece outras pessoas e pode identificar alguns defeitos chatos – e mesma assim gosta delas. As vezes, você tem um colega super legal, mas ele faz barulho ao mastigar ou fica de cara feia por nada. Ou, simplesmente, tem um dom para se atrasar ou gosta de explicar uma mesma coisa três vezes. Algumas pessoas são debochadas, arrogantes, falam alto demais ou não gostam muito de tomar banho. Todo mundo tem defeito e colocar defeito em seus personagens é como humanizá-los! Um pouco de insegurança, preguiça, soberba, gênio forte não vai matar ninguém. Dê uma olhada nessa lista de defeitos.

Alerta: evite que seu personagem não tenha consciência sobre a própria beleza enquanto todos os outros personagens o acham lindo de morrer!

Mais difícil?

Mais difícil?

Não lhe dê as coisas de mão beijada

Mary Sues são perfeitas e conquistam tudo porque o mundo é delas. Se seu personagem quer cantar em uma banda de sucesso, faça ele levar vários nãos, ter que dormir em quartos de baixa renda enquanto busca o seu propósito. Insira intrigas, falsidades, dificuldades de todos os tipos. E se a mãe dele estivesse doente, com pouco dinheiro para medicação e ele recebesse uma proposta de emprego fixo que ajudaria a pagar as contas? E se ele encontrasse um baixista ótimo, mas esse fosse o namorado da ex dele por quem ele é ainda apaixonado? Faça as coisas serem difíceis.

Você pode aprender mais sobre dificuldades com criações de roteiro e escolha de plot/plot twist. Fique de olho aqui nas dicas que vamos falar sobre isso em breve!

Ps: Não se esqueça da Lei de Murphy: quando algo puder dar errado, vai dar errado.

Construa bem seu personagem

Se você foi da fase do caderno de perguntas, é isso que você precisa fazer com seu personagem. Identifique suas fraquezas, defeitos, qualidades, metas, até onde ele está disposto a ir, o que jamais faria etc. Eu disponibilizo uma ficha de personagem aqui, mas vocês podem usar outras técnicas e outras formas pra construir seus personagens.

 

Prestem bem atenção na hora de criar um personagem e evitem clichês bobos como tomar café na Starbucks, fazer um coque frouxo e coisas assim. Pequenos detalhes fazem toda a diferença no final!

Boa escrita!

Sobre o Autor

Letícia Black tem 25 anos e é natural do Rio de Janeiro. Viciada em livros e séries, escreve histórias desde cedo e se diverte muito com elas. Sonserina, Judd, Lannister, tributa, erudita, gleek ou simplesmente Leka. Autora orgulhosa dos livros Contos de Uma Fada e Garota de Domingo.




Escritor ou faz tudo? As 8 profissões do escritor

Postado em 20 de janeiro | Por Letícia Black Comentários

É, faz tudo. Não adianta nem fugir, você tem que fazer de tudo um pouco.

Eu nem tô falando sobre, por exemplo, ter que estudar profissões, hobbies, gostos e costumes dos nossos personagens, estou falando sobre a carreira de escritor que é um acúmulo de funções. Em suma, quando você perceber, será um faz tudo.

Vamos listar algumas das funções?

1 – Escritor

Certamente, o ato de escrever, que já não é uma tarefa fácil, é a parte mais simples de todo o processo. O ato de escrever, que já é um “faz tudo”, já que você precisa dominar a língua, expressar sentimentos, descrever locais, sensações e ainda contar uma história linear que faça sentido, é só a ponta do iceberg.

2 – Revisor

Depois de escrever, a gente tem que cuidar do texto. Começa a cortar, faz tudo.  Sabe aquela palavrinha que você tanto gosta e repete a cada frase? Vai jogando ela fora, faz tudo. Vai, vai lá ler tudo com calma, olha só a cagada que você fez ali. Revisa direito, faz tudo. Tá vendo todas essas vírgulas fora do lugar? O que diabos você quis dizer com “ela sorriu com todos os dentes iluminados pela luz do sol das manhãs de primavera.” wtf? Dentes amarelos?

Terminou de cortar e revisar? Que tal fazer de novo, faz tudo? Seu livro tem que estar perfeito, revisar nunca é demais. Pode ir lá outra vez, faz tudo. Pague alguém pra fazer e revise a revisão. Manda seu melhor amigo revisar e revise a revisão revisada. Revise outra vez, revise sempre, faz tudo. Essa é só mais uma das funções que você precisa acumular.

pesquisando

3 – Pesquisador

Se você tava com preguiça na hora de escrever ou é daqueles que entra em um estado de quase transe quando escreve, você notou que fez merda no seu texto quando revisava ele, faz tudo. Principalmente se você estava escrevendo algo que não é do seu conhecimento total. É melhor você se acostumar com o fato de que o google é seu melhor amigo e que você vai passar boas horas lendo resultados de pesquisa e se preparar para um álibi caso a polícia bater na sua porta porque você pesquisou qual é a melhor forma de esconder um corpo.

4 – Designer

A necessidade de ser designer é uma das primeiras coisas que o escritor sente uma vez que começa a querer se exibir pelos sites de publicação ou nas redes sociais. Além disso, pra lançar um livro online ou mandar imprimir naquela gráfica marota, você tem que saber fazer capa e diagramação ou morrer em uma graninha em um bom designer pra isso. E você acha que para por aí? Você precisa de banners, imagens para facebook, instagram… Sorte que pra isso tem o Canvas e o Crello pra ajudar, né?

5 – Programador

Em algum momento da sua batalha, você vai esbarrar nessa barreira chamada programação. Você vai sentir necessidade de ter um blog, site ou página. Principalmente depois que perceber que todo escritor deve ter um site pra expor suas obras e suas ideias e é sempre legal ter landing pages como essa, essa ou essa.

6 – Vendedor

Se você resolveu publicar seus livros na Amazon ou alguma editora te crushou, eventualmente você vai precisar vender seu próprio livro. Nesse caso, sua vergonha vai ter que ficar pra trás, faz tudo. Entendo que não é nada fácil porque, normalmente, o livro é muito pessoal e se expor te coloca numa posição de vulnerabilidade. Mas, como você escolheu se publicar e provavelmente quer ser lido, esquece a vergonha. Você precisa aprender a escrever e falar bem sobre o seu livro. Assim sendo, criar discursos de venda, frases de venda, argumentar e identificar motivos pelos quais os leitores deveriam ler seu livro.

7 – Social Media

Leitores estão em todos os lugares e, mesmo que você não perceba, logo você vai estar com umas 50 redes sociais acumuladas. Uma vez que você criou, seus leitores esperam que você utilize. Faz tudo, tente se reunir em três ou quatro redes porque mais que isso é quase impossível manter-se produtivo. E aí crie conteúdo, mantenha-se ativo e converse com seus leitores.

8 – Marketeiro

HABEMUS REDES SOCIAIS. Já que estamos com elas, você vai precisar criar conteúdo e por que não criar conteúdo ao seu favor? Pois pode começar a fazer planos de marketing, agendar suas postagens e criar conteúdo criativo para fidelizar seus seguidores a ponto de, em algum momento, eles querem comprar e ler seus livros.

Cansou, né, faz tudo? Pois esse foi um resumo geral de uma boa parte das funções do escritor. Não é tudo, porém. Vira e mexe você vai acabar descobrindo que precisa editar vídeos, desenhar, fazer brindes, parceria, ter uma fucking agenda e outras coisas.

Mas, por enquanto, é só.

Gostou do matéria? Comente aqui o que achou e quais outras funções que você também tem costume de fazer!

Sobre o Autor

Letícia Black tem 25 anos e é natural do Rio de Janeiro. Viciada em livros e séries, escreve histórias desde cedo e se diverte muito com elas. Sonserina, Judd, Lannister, tributa, erudita, gleek ou simplesmente Leka. Autora orgulhosa dos livros Contos de Uma Fada e Garota de Domingo.




Um buraco negro chamado internet

Postado em 22 de outubro | Por Letícia Black Comentários

Uma vez, em um evento, um rapaz me perguntou como eu fazia para me concentrar e escrever. Parece bobo, olhando assim, mas é uma questão que assola os escritores da minha geração e da que vem depois da nossa por um motivo muito simples: nós somos nativos de internet. Não conhecemos um mundo sem internet e é como se ela fosse parte do que a gente é.

Parece até um roteiro de um livro de ficção científica e na capa vocês podem usar aquela foto do Zuckerberg passando pela multidão enquanto a galera usava aqueles óculos e não o viam.

 

 

assustador.

A resposta que eu dei para ele pode parecer um pouco grosseira, mas é a maior realidade que eu poderia colocar aqui: desliga seu modem, esconde seu celular, senta na cadeirinha e escreva.

90% das pessoas que sofrem de bloqueio e procrastinação só estão distraídas com outras coisas (internet) e com um pouco de preguiça de colocar a mão na massa. É sério. Eu sou uma dessas pessoas.

Depois que eu descobri que era só desligar a minha internet e meu bloqueio sumia em um passe de mágica, eu parei de dizer que tinha bloqueio. Eu não tenho bloqueio, eu tenho é falta de vergonha na cara mesmo.

Vocês já perceberam que as vezes a gente se sabota? Que a gente tem a porcaria de uma prova amanhã, mas fica até 3 da manhã batendo papo com o crush sem motivo nenhum? Pois bem, eu faço isso também. Eu quero escrever, sinto necessidade de escrever, vontade e até estou disposta, mas aí rola aquele feed do facebook… Hm… Acabou. Foi aí que eu comecei a procurar programas de produtividade e foco.

Esbarrei com uma criaturinha chamada Freedom (pensa em um nome irônico). No mesmo site, você também encontra outras ferramentas bem legais com intuito parecido. Ele é pago, são 10 obamas e tem uma pequena versão trial para você testar.

Pois bem, o Freedom é uma coisa… Bom, você vai amá-lo e odiá-lo. Ele vai te ajudar de verdade a focar no seu livro, no seu tcc. É sério. Ele te deixa sem internet, totalmente entediado com um computador. Foi assim que eu zerei Plantas Vs. Zumbis. HAHAHAHAHAHA

Bom, brincadeiras a parte, ele me ajuda a manter o foco. Costumo programá-lo por um período de alguns minutos ou horas e não adianta o que você faça, ele não vai devolver a internet. Já tentei até reiniciar o computador, fechar ele pelo gerenciador de arquivos: não volta. Se você simplesmente resolveu que vai escrever por 4 horas e programou ele para 4 horas, mas acabou seu gás com 2, senta e chora, neném. Isso aconteceu comigo.

Resolveu meu problema de foco e eu fiquei muito mais produtiva depois dele. Sabe quando me chamam de máquina de escrever? Esse é o meu segredo. Espero que ajude vocês também.

Beijos rosados :*

Sobre o Autor

Letícia Black tem 25 anos e é natural do Rio de Janeiro. Viciada em livros e séries, escreve histórias desde cedo e se diverte muito com elas. Sonserina, Judd, Lannister, tributa, erudita, gleek ou simplesmente Leka. Autora orgulhosa dos livros Contos de Uma Fada e Garota de Domingo.




Porque eu amo o Scrivener

Postado em 16 de outubro | Por Letícia Black Comentários

Quem me conhece de longas datas, sabe que de uns tempos pra cá eu comecei a falar um blábláblá incansável sobre um programa de nome esquisito, o Scrivener.

Recebi indicação desse achado por outra autora, a Julianna Costa, e resolvi baixar a versão trial de 30 dias para testar e, bom, acontece que eu me apaixonei no primeiro dia de uso. Tive a mesma reação com ele que eu tive com Harry Potter. Sabe, quando estava lendo A Pedra Filosofal, eu virei para a minha avó e disse “Não sei como vou viver sem isso mais”. Lembro que ela me perguntou “E o que você vai fazer quando acabar?”; movi céus e terras pra ganhar os outros 3 livros que tinham disponíveis na época e quando acabou – no dia da estreia do último filme -, fiz uma tatuagem. Nunca tive que lidar com ficar sem Harry Potter. No caso do Scrivener, eu comprei a licença no terceiro dia de uso para nem correr o risco.

Acho que só a minha fixação por ele já diz pra vocês o quanto é maravilhoso. Só tenho uma notícia: o preço dele é em dolar. Quando comprei, o dolar ainda estava baixo, agora acho que ele é uma pequena facada de uns 150 golpinhos. Porém, na minha humilde opinião, vale a pena.

Pra tentar ilustrar, vou usar prints da net porque acabei de trocar de pc e só tenho um arquivo de scrivener aqui e ele tá bem pobrinho.

Sim, ele tem um quadro de ideias!!!! Não é tão legal quanto o da dica anterior, mas ele organiza capítulos e cenas de uma forma surreal. O Brainstorm fica mais fácil e toma forma rapidamente. Estão vendo essas cores na pontinha das fichas? Pois então, você pode colorir para dizer que estão acabadas, em andamento, a escrever, apenas no roteiro e etc. São muitas opções e ainda dá para criar as suas.

O Scrivener também tem a maior criação do universo: um gerador de nomes. Tem uns nomes gringos estranhos, mas você pode gerar sua propria lista e colocar lá. Escolhendo as opções, ele gera uma lista de nomes e sobrenomes aleatória e algum vai ter que encaixar naquele personagem terciário que precisa ser nomeado e você está sem paciencia para pensar em um legal.

Conseguem ver o menu? Tudo separado e organizado em pastas? Você pode escrever seus capítulos e cenas separadamente e depois… Compilar em um só arquivo, em vários formatos. Chega de 3 mil words, capítulos de A a Z em uma pasta.

E mais: ele faz backup automático. E isso é uma coisa muito linda porque é a cada pausa que seus dedinhos fazem.

Essa é a tela que eu uso para escrever, embora existam outras opções. No canto da esquerda, o menu com as cenas e capitulos organizados. No menu da direita, temos sinopse do capítulo/cena, a barrinha onde você seleciona o status do que está escrevendo (ligado com as cores que eu falei antes) e as anotações do capítulo na telinha amarela. Ainda tem, lá no final, uma contagem maravilhosa de palavras. Ainda dá para colocar um termômetro de meta que muda de cor conforme você vai se aproximando da meta, ele vai ficando verde.

Conseguem ver a organização? Eu não falei nem de metade das funções do programa, eu mexo nele há uns dois anos e ainda descubro umas coisinhas novas e apaixonantes a cada dia.

Recomendo que baixem com moderação porque o coração de vocês pode se apaixonar na primeira usada, tipo o meu.

Você encontra a versão trial e paga do Scrivener nesse site.

 

Sobre o Autor

Letícia Black tem 25 anos e é natural do Rio de Janeiro. Viciada em livros e séries, escreve histórias desde cedo e se diverte muito com elas. Sonserina, Judd, Lannister, tributa, erudita, gleek ou simplesmente Leka. Autora orgulhosa dos livros Contos de Uma Fada e Garota de Domingo.




Como eu uso o Canvas para escrever?

Postado em 9 de outubro | Por Letícia Black Comentários

Ano passado, estive na feira do empreendedor com uma amiga. Queria saber como montar um negócio, como registrar e como organizar tudo. Foi uma experiência ótima, assistimos umas palestras e conversamos com consultores sobre ferramentas de planejamento de mercado. E foi assim que eu fui apresentada ao modelo Canvas de negócio.

Clique na imagem para ver maior

O modelo Canvas, nada mais é que um pedaço de papel ou quadro branco aonde você se programa e escreve suas ideias para o seu negócio ou colando post-its coloridos para ficar mais bonitinho.

Se tem uma coisa no mundo que eu amo são post-its coloridos. Quem pode me julgar?

Obviamente, fiquei super empolgada com o Canvas e com o que ele me apresentava e fiz uma consultoria para aprender a como usar ele e, bom, tenho certeza que eu pareci um pinto no lixo. Guardo o que eu fiz lá até hoje.

Bom, eu tenho um pequeno problema que nem é um problema de todo, só para mim. Eu tenho mania de achar que tudo o que eu aprendo pode servir de alguma forma (qualquer forma) para a minha escrita. Com o Canvas não foi diferente – voltei para a casa com a sensação que todos os anos que eu passei até esbarrar com ele foram perdidos e que minha vida ia mudar por causa disso (sério, eu sou dramática nesse nível).

Eu já tinha um quadro branco imantado que eu usava para colar as capas de todas as minhas 80 histórias (ou seja, era um altar para o meu ego e foi bem difícil me desfazer dele), então passei uma tarde inteira desenhando linhas retas com a minha coordenação motora nível jardim de infância, separando tudo em 26 quadrados para esquematizar uma história de 25 capítulos + posfácio. Fiz de caneta verde, ficou um horror e bem borrado, mas serviria. Empolgada, comecei a colar meus post-its e organizar minhas ideias, só que os post-its não estavam colando (que absurdo!!!!) e eu comecei a colar durex. Imagina o tamanho do cocô, quase estraguei o quadro todo por causa disso.

Então resolvi apagar e desenhei meu gato em uma caixa.

Mas eu não desisti do Canvas, claro que não. Na realidade, minha maneira de organizar as ideias antes de montar o roteiro da história até parece com o Canvas, só que bem mais cheia de riscos e desorganizada, então estive empolgada em tentar utilizar não exatamente o Canvas, mas o quadro branco com post-its.

E tinha que ter post-its. Senão não vale, né?

Foi aí que achei que deveria existir uma ferramenta online que me desse o que eu queria de forma mais organizara, reta e sem durex. Foi aí que eu encontrei o realtimeboard.

Olha essas cores! Olha esses post-its! (Ahn… Você também pode clicar para ver maior)

Ps: fui eu que editei e escolhi essas cores, tá? Eu gosto de coisas coloridas :B

Antes que provoque desesperos: ele é de graça. Ao menos até onde eu mexi (e fiz tudo o que eu queria fazer), não precisei pagar nada até agora. Estava preocupada sobre salvar, mas já vi que ele permite salvar de diversas formas, inclusive em pdf (bom pra impressão) e em jpg. A imagem foi gerada por ele mesmo. Legal, né?

Estou bem satisfeita com a ferramenta e espero que ela ajude a vocês também!

Sobre o Autor

Letícia Black tem 25 anos e é natural do Rio de Janeiro. Viciada em livros e séries, escreve histórias desde cedo e se diverte muito com elas. Sonserina, Judd, Lannister, tributa, erudita, gleek ou simplesmente Leka. Autora orgulhosa dos livros Contos de Uma Fada e Garota de Domingo.




Vamos falar sobre… Estupro?

Postado em 23 de dezembro | Por Letícia Black Comentários

Nas minhas andanças como escritora, escolhi uma espécie de obrigação social. Resolvi, em meus textos e minhas histórias, falar sobre o não-dito. Sobre as coisas mais tabuladas… Que nem sempre são postas em luzes claras e nem sempre são vistas.
Mas acontecem. O tempo todo.
Metade das vítimas de estupro no Brasil são crianças. A cada duas horas, uma mulher é estuprada. A cada ano, 527 mil pessoas são estupradas no Brasil. O número de superou o número de homicídios dolosos em 2013.
Por que não estamos falando sobre estupro?
Resolvi escrever sobre estupro em Frutos do Pecado e também em Preciosa, e não foi muito difícil pensar sobre o tema. Ele caiu no meu colo.
Uma leitora me contou que tinha sofrido essa violência e eu não soube como ajudá-la, no momento. Nós conversamos e eu tenho certeza que eu lhe disse algumas palavras confortáveis, mas nem sempre é o suficiente.
Eu não quero entrar nas situações que levam ao estupro, mas nós temos que admitir: somos vulneráveis. Não porque somos mulheres e isso nos faz mais fracas (oi? Onde?), mas porque a sociedade nos julgou mais frágeis e suscetíveis. Acabaram nos levando a acreditar que somos culpadas por sermos vítimas.
O que dizer sobre o estupro?
1 – Se um casal divide a cama e ela diz não, mas ele a subjuga mesmo assim… É estupro.
2 – Se a mulher bebeu demais e o cara a convence ou força a transar com ele… É estupro.
3 – Se o cara pega a mulher pelos cabelos e a força… Adivinhem! É estupro.
Estive preocupada há uns tempos atrás, em uma devida cena de Jogando os Dados onde a segunda situação acontece. Houve uma comoção sobre os principais transarem enquanto a mocinha estava bêbada demais para ter qualquer reação sã. Todo mundo ficou comemorando, achando que eles iam transar e eu… “Mas ela tá bêbada”.
Quando foi que começamos a romantizar os crimes contra as mulheres?
Então vamos pensar um pouco. Vamos parar e olhar criticamente para a situação.
Não é não. E fim de papo. Não existe “mas” nem “talvez”.
Se você sofreu ou conhece alguém que passou por isso, a resposta é a denúncia. O seu medo ou vergonha de denunciar vai deixar o agressor a solta e para repetir a situação com outras mulheres. Procure a companhia de alguém que confia e vá até a delegacia mais próxima.

Sobre o Autor

Letícia Black tem 25 anos e é natural do Rio de Janeiro. Viciada em livros e séries, escreve histórias desde cedo e se diverte muito com elas. Sonserina, Judd, Lannister, tributa, erudita, gleek ou simplesmente Leka. Autora orgulhosa dos livros Contos de Uma Fada e Garota de Domingo.




INDICAÇÃO: COTIDIANO

Postado em 23 de dezembro | Por Letícia Black Comentários

Eu tenho uma coisa esquisita que as vezes é muito boa.

Quando acho algo legal, quero dividir com o mundo. E eu faço assim, só porque gostei. Acho que quando uma coisa é legal e boa, ela tem que ser compartilhada e vista.

E é nesse sentimento que eu venho aqui falar com vocês sobre Cotidiano

Eu tenho um grupo MARAVILHOSO no whatsapp com as minhas leitoras e a autora de Cotidiano, a Bibi, é de lá. Ela é uma fofa, linda, maravilhosa e quando ela pediu pras meninas lerem, disse que era curtinho e eu me prontifiquei a ir lá. Estava escrevendo um post aqui no blog, no momento, e lá fui eu.

Queria dizer que Cotidiano mudou minha forma de ver o mundo. Desde que li, tenho pensado na questão levantada pelo conto e analisando. E acho que isso me deixou mais “pra cima”. Mais leve, sabe?

Acho que todo mundo deveria ler! É curtinho, você não deve nem ficar 5 minutos lendo, e, olha, faz um bem danado!

Se você teve um dia ruim, um momento ruim, um mês ruim ou só quer ler uma coisa inteligente que te faça pensar, leia!

Então, vamos lá?

Beijos rosados :*

Leka

Sobre o Autor

Letícia Black tem 25 anos e é natural do Rio de Janeiro. Viciada em livros e séries, escreve histórias desde cedo e se diverte muito com elas. Sonserina, Judd, Lannister, tributa, erudita, gleek ou simplesmente Leka. Autora orgulhosa dos livros Contos de Uma Fada e Garota de Domingo.




Quinta da Indicação, por Maya.

Postado em 8 de outubro | Por Elle Dematte 1 comentário

Oi, gente!

 

Cheio de intrigas do começo ao fim, Acima da Fraqueza é aquele livro que vai te arrancar o fôlego e vai te fazer sentir vontade de devorar letra por letra a cada capítulo.

 

acima da fraqueza

 

Escrito por Carla Laurentino, o livro conta a história de Rowan Acwellen (Jofrey Langston) e Liberty Acwellen (Odeya Severin), dois irmão que perderam o direito ao trono após seu país sofrer um atentado causado por Elene Hartland, uma mulher sem escrúpulos e totalmente ambiciosa. Elene é mãe de Clement Hartland e este é filho bastardo do rei de Évora e irmão dos queridos personagens principais. Anos após a queda do trono, Rowan reaparece como conselheiro do reino de Évora e fará de tudo para reconquistar o trono. Já Liberty (que é mais conhecida como Odeya e que até então não sabe sobre seu sangue real pertencente aos Acwellen) dama de companhia da princesa Cordelia Ackerley, fará de tudo para não manchar o sobrenome dos Severin, já que está sendo cortejada pelo futuro rei de Márcano, Aharon Ackerley um rapaz que não mede esforços para conseguir o que quer.

Um livro surpreendente do começo ao fim, recheado de brigas, inveja, vingança e claro, o bom e velho amor. Vale a pena salvar na biblioteca do Wattpad e começar a ler agora mesmo.

 

Ps 1: Não entrei em detalhes sobre como os principais sobrevivem ao ataque, para não perder a graça e dar spoiler.

Ps 2: Os países são todos fictícios, os nomes são bem originais e diferentes e a história se passa em uma época em que a autora faz uma leve mistura da Idade Média e Renascimento.

Ps 3: O livro está finalizado e até o momento não há nenhuma informação sobre ser retirado da plataforma.

 

Beijo!

Sobre o Autor




Quinta da Indicação!

Postado em 30 de julho | Por Letícia Black Comentários

Toda quinta, vou tentar indicar histórias que eu li e gosto ou histórias minhas antigas para vocês poderem matar a ansiedade, enquanto não chega a att! Não sei se vou conseguir todos as semanas porque o negócio aqui tá sinistro, mas sempre que der, o farei!

34666340-176-k643025Hoje, tô passando pra indicar a história de uma leitora muito querida e amiga, Jéssica Izabel​.

Amarelo Neon conta a história de Zöe, uma menina que está há anos presa na mais completa escuridão, exceto pelos pratos de comida brilhantes em amarelo neon que se apagam depois de determinado tempo. Zöe está em cativeiro para se transformar em uma boneca humana.

Informação e adendo: para quem não conhece, a deepweb oferece certos… “serviços” não muito convencionais. Os DollMakers são “empresas” que sequestram ou roubam meninas para vendê-las como bonecas humanas. Suas fotos ficam em um catálogo e, assim que escolhidas, elas são preparadas. Seus membros são cortados, língua cortada. A criança não tem como se mexer, falar, fazer suas necessidades, comer ou qualquer outra coisa. Após as “alterações” feitas, elas são entregue aos seus donos e sua expectativa de vida é de um ano, um pouco mais ou um pouco menos. Quem quiser saber mais sobre o assunto, pode pesquisar “bonecas humanas da deepweb” ou “dollmakers”. Só recomendo que NÃO ENTREM na deepweb. Ok? Então vamos continuar.

Em cativeiro, Zoe não sabe porque está ali, mas ela consegue fugir e descobre toda essa trama que a esperava e tem que lidar com isso.

Confesso que ainda não consegui ler tudo, mas quando a Jéssica me mandou, eu me apaixonei pela história logo de cara. Lembro de ler o primeiro trecho que ela me mandou e ficar usando pontos de exclamação seguidos. Você consegue sentir a tensão na escrita dela, sentir o medo e ficar sem saber o que fazer.

Amarelo Neon está super recomendada pra vocês e espero que vocês possam ler e se apaixonar como eu.

Link para ler: https://www.wattpad.com/110203023-amarelo-neon-1ª-parte-prólogo

Ps1: Acho que a Jéssica não sabe, mas parte de ter escolhido Goias para ser o ambiente de Jogando os Dados foi por conta dela. Talles, inclusive, nasceu em Rio Verde. Se minha memória não estiver muito ruim, é a sua cidade, né, Jéssica?

Ps2: Espero não ter dito nada errado, Jess. Eu não li tudo ainda, só o comecinho. Mas se tiver algo errado, comenta aqui me corrigindo.

Ps3: Quem leu e quem se interessou e vai ler: comenta, gente!

Beijos rosados :*

Sobre o Autor

Letícia Black tem 25 anos e é natural do Rio de Janeiro. Viciada em livros e séries, escreve histórias desde cedo e se diverte muito com elas. Sonserina, Judd, Lannister, tributa, erudita, gleek ou simplesmente Leka. Autora orgulhosa dos livros Contos de Uma Fada e Garota de Domingo.