Desculpem, eu errei
Postado em 17 de Março | Por Letícia Black Comentários

Foi em Dezembro de 2012 que eu lancei meu primeiro livro, Contos de uma Fada. A ideia dele remete há cinco anos antes, pelo menos, mas essa é a primeira leitura/revisão que faço nele.

Não tenho vergonha de admitir que caí de paraquedas no mercado editorial. Via as coisas como um sonho, não sabia como funcionava, e achei que meu trabalho era apenas e unicamente escrever. Tenho certeza que não fui a única a cair nesse conto. Rs.

Tudo aconteceu muito rápido. Quando decidi realmente escrever Contos de uma Fada, finalizei-o em um mês. Dois meses depois já estava de contrato assinado. Não tive tempo de digerir, de maturar… Quatro meses depois, enquanto me iludia que não precisava fazer mais nada (rs), ele foi lançado.

Era um sonho sendo realizado! As pessoas começaram a ler! Começaram a elogiar!! Eu estava tão feliz e…

Começaram as críticas.

Não posso dizer que foram muitas críticas, mas sofri algumas duras, que me marcaram. Algumas dessas críticas vieram… De mim mesma. Arrisquei-me a abrir o livro e ler, acabei vendo coisas que deixei passar, que não ficaram tão claras. Morri de vergonha, não consegui chegar nem na metade do livro.

Acho que é o que acontece quando não estamos prontos para dar a “outra face”. E como poderíamos nos preparar se não nós jogando ao vento, torcendo pra alçar vôo?

A decepção foi forte. E eu estava decepcionada por ter errado em algumas coisas, por terem pessoas que não gostaram do meu livro, pelas escolhas erradas que fiz de enredo e caracterização de algumas personagens.

Até aí, tudo bem. Só que isso me bloqueou por anos, não só para a continuação da história, mas para todos os livros que tentei escrever do gênero fantasia depois dele.

Hoje, depois de cinco anos do lançamento de Contos de uma Fada, peguei o livro e estou rabiscando meus apontamentos sem dó e sem vergonha. O tempo faz a gente amadurecer e perceber que não há nada de errado em errar, o errado é não admitir o erro e não ser capaz de seguir adiante.

Estou tirando a poeira, soprando as brasas da paixão que sempre senti por essa história e torcendo para que volte a pegar fogo.

Não prometo resultados sobre a continuação, não a princípio e não de forma rápida. O que eu prometo é tentar o quanto for possível.

Obrigada pela paciência e me desculpem a falta de jeito.

 


Sobre o Autor

Letícia Black tem 25 anos e é natural do Rio de Janeiro. Viciada em livros e séries, escreve histórias desde cedo e se diverte muito com elas. Sonserina, Judd, Lannister, tributa, erudita, gleek ou simplesmente Leka. Autora orgulhosa dos livros Contos de Uma Fada e Garota de Domingo.



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