já leram.


C.A.H. 9


- Ei! - Eu ouvi, da minha janela.
Toc.
- , eu to aqui!
Grunhi, me mexendo na cama. Eu mal conseguia dormir e ainda ficavam fazendo escandalo na minha janela? Eu ia mandar alguém ir à merda se eu acordasse com olheiras e ficasse ouvindo a maquiadora reclamar disso pelo resto da manhã e da tarde.
Toc.
- ? Por favor, eu to aqui.
Toc.
Toc.
Crash.
CRASH?!?!?!?!
Eu me levantei em um salto e, coçando os olhos, encarei os restos mortais do vidro da minha janela no chão, estilhaçado. No meio daqueles cacos, uma pedra.
- Mas o quê? - Eu sussurrei.
Calcei meu chinelo e me arrastei até a beira da janela, onde não havia sobrado um nada de vidro. Curvei-me sobre o buraco e, lá embaixo, pude ver sorrindo encabuladoramente pra mim.
- Desculpe - Ele disse. - Não consigo dormir.
Eu sorri pra ele e corei levemente, sentindo-me idiota. Fazia quase uma semana que eu mal conseguia vê-lo, depois de dois meses e meio de companhia intensiva. Desde que ele soubera que eu estava grávida, eu mal tinha tempo para respirar sozinha. E, sabe, eu não ligava? Ele estava sendo absolutamente fofo, carinhoso e preocupado. E ele encarava minha barriga durante muito tempo, notando qualquer mudança nela. Ele sabia dizer, melhor que eu, se ela estava crescendo ou não.
Mas, naquela semana, nós haviamos nos mudado para o sítio onde aconteceria o casamento e nossas mães e amigos estavam ocupados tentando nos manter distantes de acordo com alguma tradição muito retardada. Nós não gostavamos muito de respeitar, mas era muito dificil burlar a vigilância e conseguir isso.
- Você não devia estar na sua despedida de solteiro? - Eu perguntei à ele.
Ele sorriu e olhou para trás, na casa menor onde ele estava hospedado com os meninos. A festa dava pra ser ouvida do meu quarto, a música um pouco distante demais pra ser reconhecida.
- Eu não gostei muito dela - Ele disse - Nenhuma daquelas garotas era você.
Eu cerrei meus olhos pra ele. Tinham garotas naquela festa? Eu ia matar o culpado daquilo assim que eu conseguisse descobrir quem foi.
- Que bom - Eu murmurei, encarando a casa ao longe, ainda de olhos cerrados.
riu baixinho, mas foi o suficiente para que eu ouvisse. Cerrei os olhos pra ele também.
- Será que eu consigo chegar aí em cima? - Ele perguntou, tentando se equilibrar na calha.
Eu comecei a acenar negativamente, preocupada, enquanto ele subia. Isso apenas o fez rir e escorregar até cair sentado no chão, rindo da minha cara.
- Eu... Eu vou arrumar algo... Eu... - Eu, ainda meio desesperada e, agora, meio envergonhada, disse, me afastando da janela pra procurar alguma coisa.
- Você não é a Rapunzel, - disse.
Ele ficou rindo enquanto eu procurava algo no quarto que pudesse ser feito de corda para que ele escalasse. Rodeei o quarto duas vezes e acabei puxando o lençol por não encontrar mais nada apropriado. Quando virei-me para a janela, estava de pé, de costas pra ela, me encarando.
- Por que você desarrumou a cama sozinha? - Ele perguntou-me, com um sorriso que arrepiou todos os pelos do meu corpo - O suposto era que fizessemos isso juntos, não?
Eu encarei-o, abobalhada, enquanto ele sorria e ia em minha direção. passou os braços ao meu redor no segundo exato que eu achei que cairia sentada na cama, e esfregou o nariz no meu. Sorri, bobamente, quando seus lábios vieram de encontro ao meu e me deram um beijo que tirou todo o meu folego, carregado de saudades.
Ele encerrou o beijo e ajoelhou à minha frente, acariciando minha barriga, começando a ficar saliente. Feliz, ele levantou a blusa do meu babydoll e dedilhou a curva que minha barriga estava fazendo, beijando-a.
- Como está meu garotão? Sentiu saudades do papai? - Ele dizia. Sempre ficava com vontade de chorar quando ele começava a conversar com o bebê. Ele deu alguns beijinhos e levantou os olhos pra mim - Oi mamãe - Ele disse.
Eu sorri, boba. Minha mãe surtou quando soube que eu estava grávida. Muito nova, abandonando a faculdade, cuidando de um bebê... E aí eu falei 'vou casar com o , mãe' e ela só faltou dar um giro no ar de tanta felicidade. Vai entender.
- Oi papai.
Ele sorriu pra mim, levantando-se e me abraçando. Logo senti seus lábios, sedutores, beijando meu pescoço lentamente. Ele postou suas duas mãos em minha cintura, uma em cada lado e me puxou calmamente de encontro ao corpo dele.
me surpreendia, na verdade. Cada dia mais carinhoso, cada dia mais cuidadoso comigo e com o bebê. E eu dava graças aos céus que ele não achasse que sexo machucava o bebê porque eu não tenho certeza se eu iria aguentar ficar sem sentí-lo.
Em contrapartida, ele repetira um milhão de vezes que a frequência disso diminuiria conforme minha barriga crescesse. Ele, de alguma forma, tinha medo de me machucar ou machucar o bebê e vivia dizendo que ia começar a ficar desconfortável pra nós três. E eu dizia a ele que ele não me acharia atraente e era por isso. Eu ficava de bico por horas, enquanto ele tentava me convencer que era impossível ele não me achar atraente. Bom, isso era até eu parecer um balão que não flutua, mas tudo bem.
Hoje, tinha duas semanas que a gente não... Transava. Eu não reclamei, a gente não estava com tanto tempo assim, organizando o casamento, ele fazendo shows e tudo mais. Eu achei que ele aguentaria até a Lua-de-Mel e não reclamei. Mas quando ele sentou-se em minha cama, puxando-me pela cintura e os beijos que ele dava em minha barriga desceram um pouco demais, eu entendi que não dava pra aguentar até amanhã. Ótimo, porque eu já estava me corroendo.
Ele largou-me por um momento e bateu levemente em suas pernas, oferecendo-as pra mim. Sentei-me em seu colo, ele me abraçando e beijando meu pescoço de leve.
- Quero fazer amor com você hoje - Ele sussurrou, em meu ouvido, fazendo com que eu estremecesse. E riu, feliz com o efeito causado.
Ele estava me olhando quase como se pedisse permissão. Minha vontade era de falar "uma, duas, um milhão, sou toda sua!", mas contentei-me em apenas sentir seus lábios nos meus, sentir seu gosto e aproveitar nosso beijo ao máximo, enquanto ele me punha carinhosamente, na cama.
Ele espalmou suas mãos nas minhas enquanto me beijava, levando-as até a altura da minha cabeça. Então ele se ajoelhou entre minhas pernas e escorregou os dedos pelos meus braços, acariciando-me até chegar na barra da minha blusa e a tirou, facilitado com a posição em que ele havia me colocado anteriormente. Assim que a blusa foi jogada longe, seus dedos desceram pelo mesmo caminho de antes, agora ciente que isso me deixava arrepiada, e encontraram-se com meus seios descobertos, dedilhando-os e acariciando-os, até que ele se curvasse sobre mim e começasse a beijá-los, levemente.
Respirei fundo, passando meus dedos pelo cabelo dele, revirando os olhos e tentando não gemer, com medo que alguém escutasse e viesse nos atrapalhar. Se alguem, vulgo minha mãe, descobrisse que estava no meu quarto na vespera do casamento, eu estaria morta, com certeza.
Comecei a puxar a blusa dele e ele parou de beijar meus seios para me ajudar a sumir com ela. Ele sorriu quando eu o despi e espalmei minhas mãos no peito dele, voltando para beijar meus lábios.
- Não acredito que você vai ser minha amanhã. - Ele murmurou.
- , - Eu sussurrei, beijando-lhe o queixo - Eu já sou sua há algum tempo, sabe?
Ele riu e começou a puxar o elastico do meu short para baixo, meio apressado. Tudo bem, depois de três semanas e ainda com medo de ser pego no meu quarto, eu não podia querer que isso se extendesse.
Com esse pensamento, abri-lhe a calça e abaixei-a junto com a cueca. Ele riu, mordendo-me o lábio inferior.
- Com pressa? - Perguntou-me.
- Muita - Murmurei, sentindo a ereção dele contra mim.
sorriu, me beijando longa e docemente, enquanto brincava com o elástico do short, descendo-o de pouquinho em pouquinho para, eu sabia, me deixar nersosa.
- Espero que você não corra pro altar amanhã - Ele disse.
- Vou tentar me segurar.
riu baixinho, descendo, finalmente, meus shorts.
- Não quer brincar hoje? - me perguntou.
Eu resposta, eu empurrei-o, girando com ele e ficando por cima. Sem pensar duas vezes, me posicionei e fiz com que ele me penetrasse, gemendo mais alto que o normal.
, assustado, segurou-me pela cintura, prendendo-me junto a ele, para que eu não pudesse me movimentar, e se sentou, calando-me com um beijo.
- Vamos com calma, tudo bem? - Ele perguntou. Concordei com a cabeça.
Com carinho, ele virou-se, sem desencaixar-nos, e deitou-me na cama, dando-me um beijo para me calar enquanto voltava a me beijar. E durante todo o tempo que ele esteve se movimentando sobre mim, o beijo não se encerrou, deixando os gemidos abafados e mais parecendo grunhidos.
Quando, finalmente, demo-nos por satisfeitos, ele deitou-se ao meu lado e puxou-me pelas costas.
Dormimos de conchinha e, quando minha mãe acordou pra me mandar ir arrumar pro casamento, ela deu um berro e expulsou da casa grande apenas com um lençol enrolado em si mesmo, me fazendo rir. Mesmo assim, ele arrumou um jeito de me dar um beijo enquanto ela tentava bater nele com uma almofada.
- Mal posso esperar pra ver você mais tarde - Ele disse. E riu quando minha mãe acertou-o com a almofada bem na cara dele e saiu correndo para onde estava hospedado.

N/a: Casamento amanhã ahushaushaushua *orgasms* Comentem!








+9 comentários

Isa.
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Pow eu quero tanto um namorado assim *-* Awm parab?ns amor t? linda.

Selecionar comentário Juh Fletcher A.
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mt mt mt fofaa ai q vontade de choraar. hauahuah ta mt linda espero q continue. *-*

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hahahhahah soaqui pra fazermos loucuras dessa forma!!! amei minha despedida de solteiraaa!! hauhsuahsuasusua

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eu quase morri !

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eu quase morri !

Selecionar comentário Camila
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hahahaha muito bom *0*

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*Harry

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Ameei eu n?o fazia a minima ideia que meu casamento era amanh?! Mas com o Harry at? se fosse hoje e n?s estivessemos de pijama! ficou perfeita Leka adorei a parte em que a minha m?e acerta uma almofada na cara do Harra! coitadinhoo sair so de len?ol coitado. :

Selecionar comentário carol
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eu quero uma mae legal assim e o harry pra mim tbm kk