já leram.


Quebrando o gelo



bufou. Incrível! Nem na ante-véspera de natal a deixavam em paz. Ela não iria voltar pro Brasil, não agora que estava vivendo o sonho encantado do continente europeu. Okay, não era tão encantado assim. Era difícil, mas ela adorava aquilo.

Principalmente porque estava querendo nevar. E estava muito frio. Motivo pra usar o seu tão amado cachecol laranja sem ter ninguém perguntando o que ela fazia com aquilo.

Precisava espairecer. Bateu a porta da república com força, ouvindo as amigas reclamarem, atrás de si.
*-*-*-*-*-*-*


Harry bufou e bateu a porta. Como assim ninguém lembrava que era seu aniversário? Apertou o casaco contra o corpo. Talvez não fosse má idéia patinar. A pista de patinação devia estar cheia de gente e isso o faria esquecer.

Suspirou, entrando na garagem e, em seguida, no carro. Ligou e pegou um cigarro. Estava tentando parar, mas quando se estressava, não tinha opção. Acendeu-o. E foi dirigindo e fumando.

Parou bem próximo à pista de patinação e desceu, tirando seus patins de dentro da mala. Caminhou até a pista e se decepcionou ao deparar-se apenas com uma menina patinando com bastante dificuldade.

Riu bem alto ao vê-la tropeçar nos próprios patins e estabacar-se no gelo. Ela levantou a cabeça e o encarou.

- Ah, nem tem tanta graça assim! – reclamou, fazendo bico.

- Não costuma praticar muito, huh? – Perguntou, calçando os patins em um banquinho localizado à beira da pista.

Ela sentou-se no gelo, acariciando levemente as pernas. Fez uma careta ao tentar se levantar e cair de novo, arrancando risadas dele, novamente.

- Primeira vez que patino, pra falar a verdade – ela disse, acariciando a bunda.

Ele riu.

- Então está indo até bem. – Terminou de calçar os patins, entrou na pista e patinou até ela.

- Que inveja! – ela exclamou, ao vê-lo parar ao lado dela.

Ele riu e ofereceu a mão pra ela, que aceitou, sendo obrigada a se levantar com dificuldade.

Quase desequilibrou-se novamente, sendo obrigada a segurar nos ombros do rapaz. Ele a segurou pela cintura, rindo.

- Vai com calma aí, pequena. – Ela lhe deu língua. – Só me acompanha, vem. – E começou a patinar de costas, fazendo a garota o acompanhar.

Estavam até indo bem, Mas a garota acabou tropeçando e levando-o junto com ela, em direção ao gelo.

Rindo, eles desvencilharam-se do meio abraço.

- O gelo é gelado – ela disse, ainda rindo – e duro!

Ele riu ainda mais.

- Dá onde você veio, hun... Er? – Ele começou, mas lembrou-se de que não sabia o nome dela.

- – riu-se ela – e eu vim do Brasil.

O garoto, então, pôs a olhá-la criteriosamente, a fim de achar o que tanto diziam sobre as mulheres brasileiras. Ela corou ao reparar o olhar dele. Mesmo que não desse pra reparar, já que suas bochechas já estavam vermelhas de frio.

- Hum... Harry – Ele estendeu a mão, levantando-se e puxando ela consigo. – Hoje é meu aniversário, sabe?

- Mesmo? Mas meus para... – ela tentou patinar até ele, mas acabou caindo de novo e arrancando mais uma gargalhada dele – bah. O que vale é a intenção, não?

Ele riu mais ainda, sentando-se no gelo, ao lado dela. Deu-lhe um beijo na bochecha, a fazendo corar.

- Obrigado. – Levantou-se e voltou a patinar.

Ela ficou apenas sentada no gelo, observando-o, enquanto ele falava dos amigos que haviam esquecido do aniversário dele. Ele era baterista e tinha uma banda, com os amigos. Após alguns minutos, ele parou de falar e se dirigiu a ela, rindo.

- Um dia você também consegue patinar que nem eu! – Disse-lhe. Ela lhe deu língua, fazendo-o rir. – ‘Bora, desiste não! – E a puxou-a.

- Ah, eu não quero patinar mais não! – reclamou – Você ‘tá me humilhando!

- Mas eu nasci aqui! – ele patinou em volta dela, rindo.

- E eu... Tenho um fusca roxo com bolinhas verde-limão! – Retrucou

- E o que isso tem a ver?

- O que tem a ver você ter nascido aqui?

Ele deu de ombros, parando frente a ela. Ela riu.

- Tenta patinar sozinha agora, vai? – pediu

Ela fez cara de sofredora, mas concordou ao ver a cara de cãozinho abandonado que ele fez.

- Só não vai pra... – Ele começou, mas viu que ela faria exatamente o que ele estava pra pedir que ela não fizesse – AÍ NÃO! –gritou, patinando atrás dela.

Parou derrapando, a frente dela e obrigando-a a parar. Mas, de repende, ela viu-o desaparecer. O gelo fino daquela área havia cedido pelo peso e pela agressividade com que ele havia parado ali.

- HARRY? HARRY? – ela gritou, debruçando-se no gelo. – POR DEUS, HARRY! – de repente, ela viu a cabeça dele surgir, os cabelos, ligeiramente escuros, logo deixou-se congelar, seguido pelos cílios, que protegiam os olhos estupendamente azuis. – AI MEU DEUS! VOCÊ VAI TER HIPOTERMIA! – ela puxou-o da água, abraçando-o.

- O... bri...gado por... avisar – Disse, tremendo de frio.

Ela sorriu, de lado, mas ainda preocupada. Correu os olhos pelo rinque, parando assim que avistou a casinha aonde deveria estar o vigília. Mas, não! Havia nevado mais cedo. Ele devia ter ido fazer bonecos de neve com seus filhos. Xingou-o, mentalmente, ajudando Harry a se levantar e patinar até a beira do rinque, próximo à casinha. Arrancou os próprios patins, ajudando Harry em seguida.Ela ficou com mais medo ainda, ao ajudá-lo a levantar e deparar-se com ele caminhando mais duro, como se estivesse congelando.

Abriu a porta e ficou mais tranqüila, ao sentir que havia aquecedor lá dentro. Arrumou cobertores e ajudou-o a livrar-se da roupa, meio molhada, meio congelada, corando a cada peça que o fazia tirar, deixando-o apenas de boxers, porque não se atreveria a tirá-las.

Jogou os cobertores por cima dos ombros nus dele e mordeu os lábios antes de abraçá-lo.

- O... que vo...cê ‘tá fazen...do? – perguntou ele, ao sentir os braços dela envolvendo-o à altura da sua cintura.

- Tentando aquecer você com a temperatura do meu corpo? – perguntou ela de volta, guiando-o para o sofá que havia no recinto.

- Hum... isso é bom! – ele disse, ao deitar-se por cima dela, no sofá.

Ela riu timidamente. Ele escondeu a cabeça no pescoço dela.

- Eu... gostei de você – ele disse, com certa dificuldade, antes de dar um pequeno beijinho na curva do pescoço dela.

Ela tremeu, não se sabia se pelo beijo ou se pelo contato da pele dela com os lábios do garoto.

- Eu também gostei de você, Harry – ela sussurrou de volta – Mas agora você tem que descansar.

- Não antes de... – Ele remexeu-se, meio que desconfortável, e levantou a cabeça, deixando os narizes se encostarem – fazer... – aproximou –se mais – isso – e selou seus lábios no dela.

Ela sentiu ele morder, levemente, o lábio inferior dele e abriu a boca para que a língua dele pudesse entrelaçar com a sua. Suspirou, baixinho, antes que ele encerrasse o beijo e voltasse a se esconder na curva do pescoço dela. Passou a mão pelo cabelo dele, tentando tirar o gelo que estava ali. Sorriu, ao vê-lo fechar os olhos e apenas continuou a fazer carinho.
*-*-*-*-*-*
Harry abriu os olhos, atordoado. Olhou pela casinha e não a achou.

- ? – chamou. Xingou baixinho, ao perceber que não obteria resposta. Ótimo! Mais uma coisa para se comemorar em seu aniversário. Achara uma garota maravilhosa e ela, simplesmente, sumira!

Pegou sua roupa, que ela deixara, carinhosamente, a secar no aquecedor e vestiu, saindo da casinha, em seguida.

Cinco minutos depois, a porta da casinha voltava-se a abrir. Uma garota com as bochechas incrivelmente rosadas de frio franziu as sobrancelhas pro aposento vazio.

- Harry? – chamou, sacudindo o café, ainda quente, da starbucks. Suspirou, cansada e apenas voltou pro carro.
*-*-*-*-*-*


- E ele não ‘tava lá? – perguntou.

- Não... Acho que ele pensou que eu tinha ido embora, ou sei lá! – reclamou – Eu só sei que eu quero muito vê-lo de novo!

Elas estavam caminhando pra oficina, pra buscar o fusca, que havia quebrado mais uma vez.

- Apaixonou, foi? – riu.

- NÃO! – gritou. Todos da rua olharam pra elas. corou fortemente enquanto ria. – Eu quero saber se ele ´tá bem e... – Ela disse, baixinho.

- E...? – A amiga encorajou-a.

- Ah, que droga, ! – Reclamou , fazendo a amiga rir. Havia se entregado – É que foi tão... ah!

- Mágico?

- É, talvez. – parou, pensando – Ele foi tão fofo e engraçado e... eledissequetinhagostadodemim!

franziu as sobrancelhas.

- hãn?

- Ele... hun.... Disse que tinha gostado de mim. – fez careta, dizendo – Pronto! Falei! Satisfeita?

A amiga só ria.

- Ai... Calma aí! – falou, riu mais um pouco, respirou fundo, fez cara séria e começou a rir de novo.

sorriu, mas logo fez cara séria de novo.

- Pára, ! Poxa... Não te conto mais essas coisas! – e fez bico.

- ‘Tá, ‘tá! Parei! – segurou o riso – Mas não é você que sempre diz que tem que esperar o destino... Blábláblá.

- E você sempre me censura! – reclamou. riu, enquanto a garota olhava para os lados. Aproximou-se da amiga e sussurrou – Eu não quero ficar a mercê do destino, dessa vez.

- Essa é a minha garota! – Comemorou – Vamos pegar o fusquinha e sair na busca. Agora me diz, ele beija bem?

E com uma risada, elas viraram a esquina.
*-*-*-*-*-*-*
- Atchim!

- Eita Harry!

- Não enche, ! – Harry reclamou.

- Mau-humor? – Perguntou.

- CLARO! O que você queria? Todo mundo esquece meu aniversário e quando eu... ATCHIM!... Eu penso que ao menos vou ganhar a garota, ela vai e some?

- ‘Pô, desculpa cara. – coçou a cabeça.
- Esse é o menor dos problemas, agora, – Harry disse – Eu quero encontrar ela. – Completou, de repente.

- Ah, valeu, né? – reclamou – Fui trocado por uma garota que você acabou de conhecer!

- Você não está em condições de reclamar – Harry riu, assoando o nariz – Ela, ao menos, me deu os parabéns.

- Eu já pedi desculpas!

Harry abanou a mão, como se já soubesse e saiu em direção a porta.

- AO MENOS VAI AO HOSPITAL PRIMEIRO! – gritou. Ouviu a porta bater, em seguida. – Ah! Ele nem me ouve! – E saiu correndo atrás.
*-*-*-*-*-*-*
- Okay, okay! – estava no banco do carona com um mapa, virando e revirando – Por onde a gente começa?

estava ligeiramente concentrada no volante.

- Pelo palácio de Buckinghan, é claro – disse, saindo da Oxford Street.

- Hãn? Por quê? – perguntou, confusa.

- Você não disse que o nome dele era Harry? – perguntou – Vai que ele é o príncipe? Amiga, me leva pro palácio?

riu.

- Se ele fosse o príncipe, eu saberia, não é? – Perguntou.

- Sei, não – disse – Você anda meio lerdinha...

- ! – riu estridentemente.

- Ah, vai. Não corta o meu barato! Eu só quero dar uma voltinha em volta do palácio...

- Sei.

- E rezar esperançosamente para que o príncipe Harry te reconheça.
*-*-*-*-*-*-*
- Porque você dirige? - Harry perguntou

- Por quê você está nervoso e gripado. – responde, pacientemente,

- Eu não to gripado. – Harry retrucou, tirando o cachecol.

- Não, e eu sou a rainha da Inglaterra.

- UUUUUI! – Harry zoou – Mas, sério, eu não to gripado. O médico disse.

- É, ele disse, também, que se você não se cuidar, vai ficar é com pneumonia. Então trate de colocar esse cachecol de novo, mocinho!

Harry riu, colocando o cachecol de volta.

- Onde a gente ta indo? – perguntou.

- Oxford.

- Hãn? – Harry seguiu um fusquinha roxo de bolinhas verde-limão virar a esquina, saindo da Oxford Street, com o olhar.

- Ela não disse fazer faculdade lá?

- Não, peraí. – Harry pensou – Quantos fuscas roxos de bolinhas verde-limão existem em Londres.

riu.

- Nenhum, acho.

- tem um.

- Então só ela tem.

- VIRA ESSA PORRA PRA LÁ! – Harry pulou em cima do volante, virando o carro à tempo de pegar uma rua paralela a rua que ele viu o fusca virar.
*-*-*-*-*-*-*
- HAAAAARRY – gritava, com a cabeça pra fora da janela, beirando os muros do palácio.

tentava dirigir do banco do carona, rindo.

- HAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAARRY! – gritou, mais alto

- , chega! – riu-se. Sabia que a amiga estava se divertindo, mas ela estava nervosa.

colocou a cabeça pra dentro do carro.

- Ahhh!

- Não é ele, , chega! – reclamou.

- Ta, bom! Vamos pra Torre de Londres!

- Hein? – olhou, confusa, pra ela.

- Você olha lá de cima e acha o seu homem. Pronto!

- , não brinca!

- É, sério!

- O que você quer fazer na torre de Londres, ?

- Minha intenção é passar pela Ponte de Londres! – E piscou pra amiga.
*-*-*-*-*-*-*
- OLHA ALI! – Harry apontou. – Porque aquela garota ta com a cabeça pra fora?

- Sei lá, cara.

“HAAAAAAAAAAAAAAAAAAAARRY!”

- São admiradoras do príncipe, cara. – disse – Nada da sua garota?

Harry olhou fixamente pro fusquinha.

- Segue.

- E a ceia, cara? Hoje é véspera de natal e... – olhou pra Harry.

- Segue. – Harry encarou-o, com os olhos brilhando.

- Valeu pela atenção. – Agradeceu – Sumiu!

- Como assim, sumiu? – Harry perguntou, voltando a encarar o local onde o fusca estava.

- Sumiu, cara, sumiu!

- Um fusca roxo de bolinhas verde-limão não some assim, cara!

- Eu sei, mas...

- ACELERA, ! – Harry gritou, estapeando a perna de

- Eita! Sou sadomasoquista não, parceiro!
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- A ponte de Londres sobe e desce, sobe e desce, sobe e desce! – As duas cantavam. – A ponte de Londres Sobe e desce sooooooooobre o Tamisa!

riu.

- Okay, a gente não pode mais sair junto, . – disse.

- Por quê?

- Porque as pessoas olham!

olhou pra fora do carro com cara de má e todo mundo voltou a olhar pros outros lados.

- Não olham mais!

balançou a cabeça. parou o carro.

- Cadê a torre? – Perguntou

- Ali! – apontou

- A torre não era como eu pensava... – choramingou – VAMOS PRO BIGBEN!

colocou a mão na cabeça. Isso era uma busca pelo Harry ou um passeio turístico? deveria achar que era um passeio turístico.
*-*-*-*-*-*-*
- Segue! – Harry pulava – SEGUE!

- O sinal fechou Harry! – disse – Mas elas pararam!

- SEEEEEEEEEEEEGUE! – gritou, quando elas voltaram a acelerar.

- Cara, se acalma. – pediu – Você já viu onde elas pararam?

- Onde? – Perguntou. apontou pra cima – Ah!

- Próxima parada?

- Bigben, meu amigo – Harry riu.
*-*-*-*-*-*-*-*
- Já está escurecendo, . – balbuciou – Eu não vou achar o Harry.

- EITA! Você não era otimista, xuxu? – Perguntou

- Mas... ah!

- As coisas só acontecem quando são pra acontecer... – riu

- Mas... VOCÊ TAMBÉM NEM AJUDOU, NÉ?

- Ai, ! Saco. Eu só... puf. Olha, se a gente não achar o tal do Harry baterista de sei-lá-do-quê, a gente vai prum bar e enche a cara de vinho, que tal?

- EU VOU BEBEEEEEEEER PRA ESQUECER OS MEEEEUS PROBREEEEMAS! – gritou, rindo. – Quer saber? Deixa o bigben pra depois. Vamos pro Hyde Park?

riu.

- ‘Booooora!
*-*-*-*-*-*-*-*-*
- Chegamos primeiro. – disse.

- Ou elas já foram. – Harry batia os pés, impaciente.

- Deixa de ser pessimista, cara!

- Acho que eu não vou mais vê-la, sabe? – Harry reclamou – Foi bom enquanto durou...

- NEM DUROU, PANACA!

- Poxa, . – Harry reclamou – apóia, cara!

- Apoio sim, pode... – parou de falar, ao ver o fusca roxo de bolinhas verde-limão passar direto por onde estavam. – ai, merda! – Harry saiu correndo e voou em direção ao volante – ai, merda ao quadrado! – e correu atrás do amigo.
*-*-*-*-*-*-*-*
parou o carro perto de alguns banquinho. Vendiam pipoca, ali perto. Dava pra ter uma boa fossa no parque. Olhou pra . A garota tentava fingir que não estava com vontade de chorar.

- ? Você ´tá bem?

- ´Tô ótima! – A garota se levantou e saiu do carro, direto pra pipoca. A amiga suspirou e foi atrás – Só achei que tinha encontrado o cara certo, sabe?

- Você é nova ainda...

- Ná, não é assim – reclamou – Só que... sei lá. Não foi nada “ó! É um encontro!”, sabe? A gente se encontrou por acaso e aconteceu de uma maneira tão legal que... Achei que era a minha vez, entende?

- Sua vez?

- É, tipo, de namorar alguém legal que... sei lá... que fosse legal.

- Você tem que melhorar seu vocabulário, ! – riu.

acabou rindo também. Pegou a sua pipoca e saiu andando pelo parque, jogando pipoca pros poucos pombos que estavam ali.

- Não sei porque essa cisma, viu? – reclamou – Você ´tá muito bem sozinha e... Você tem a mim!

- Isso foi muito lésbico, riu. – É, talvez eu esteja bem, sozinha...
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- O carro! – Harry apontou, estacionando de mal jeito e correndo pra fora – ! ! – gritou

A garota virou-se e sorriu. Correu em direção a ele. Harry a abraçou e... espirrou. riu.

- Gostou do meu presente, foi? – Riu-se

- Um belo resfriado, obrigado – Harry sorriu pra ela, antes de beijá-la.

se aproximou de . Estendeu a mão.

- Sou ! – Ele disse.

- Prazer, ! – ela disse, apertando a mão dele.

- Se divertiu hoje, né? - Ela confirmou com a cabeça, sorrindo e olhando pra a amiga e pro que ela achava que seria o futuro namorado dela. – Te deu trabalho? – ele apontou pros outros dois.

- Muito! – riu. Então, apontou pra trás – E aí? Quer patinar?

riu.

- Contanto que eu não fique resfriado...

Eles riram e deixaram os outros dois se beijando para patinar.



N/A: Baseado em um sonho XDDD
okay, okay. foi muita viagem, escrevi em um dia, acho. Uu foi rápido. não gostava, mas depois que eu passei da primeira folha, comecei a gostar e meti bronca. então... quem quer ser uma boa alma e comentar?
pois de clicar no linkzinho azul aí de baixo XD