“Ouvir” livros?
Postado em 11 de junho | Por Letícia Black Comentários

Não sei se vocês sabem, mas eu tenho uma mania interessante de ouvir livros já há um pouco mais de um ano.

Ganhei essa mania após pesquisar alguns apps – tenho uma leitora linda e maravilhosa que é deficiente visual e conversar com ela me gerou essa curiosidade (suspeito que ela não sabe disso, inclusive hahahaha). Quis experimentar como era a leitura pra ela. E aí já era.

Além dessa mania, criei PREFERÊNCIA por ouvir livros.
Não preciso que existam em audiobooks. Eu procurei aplicativos e aplicativos e aos poucos fui me adaptando. Chegou ao ponto de usar a acessibilidade do celular porque sim.

Quando eu falo sobre isso, a maioria das pessoas estranha. “Nossa, essa voz mecânica”. Eu sei. É estranho no começo. Acho que se eu não tivesse uma motivação principal, não teria sobrevivido ao primeiro livro. Eu sempre digo a mim mesma que vou comprar uma nova voz – mas no final das contas, já me acostumei.

Outra coisa que escuto muito é que deve ser estranho ouvir cenas de sexo. Cês acham mesmo que eu passei esse tempo todo sem ler livro erótico, é? Já ouvi algumas cenas (muitas, na verdade) e não achei estranho. Diferente, mas não estranho. O que há de estranho ou diferente sobre sexo lido ou escutado, afinal?

Mas a melhor parte de ouvir livros é que eu realmente posso discutir com os personagens. Veja bem: em narrativas em primeira pessoa, ele realmente está lá, falando. Agora mesmo, estava ouvindo Amor Elástico, da Gisele Souza (que, por sinal, é um daqueles livros que a gente sabe que vai ser massa logo no primeiro capítulo) e acabei de ter uma longa discussão com a Marina, personagem principal, mandando ela parar de ser trouxa e meter a mão na cara do menino. Que absurdo, viu? (Obviamente, ainda estou em discussão com Marina).

Há outros pontos importantes à listar. Ouvir livros é ótimo pra quem tem pouco tempo e está sempre na rua. Pra quem dirige, anda por muito tempo ou não quer ficar com o celular dando sopa na mão ou enjoa no ônibus. É só botar o fone de ouvido e bola pra frente. Também é a melhor opção pra quando seus olhos não aguentam mais ler aquele livro maravilhoso e você está morrendo de sono, mas precisa saber o final. Que glória, amigos.

Mas ainda acho que a melhor parte é a loucura de achar que tô conversando com gente de verdade.

Do geral, sei de uma coisa: a experiência de “ler” livros jamais foi a mesma depois que eu comecei a escutá-los. Passei a preferir e-books (que, antes, tinha preconceito – e aí acabei parando na Amazon por conta disso) e hoje tenho até dificuldade em ler livros físicos. Costumo, inclusive, baixar os ebooks dos livros que eu já tenho pra poder ler. É meio louco. Tenho refletido mais sobre as coisas que leio, também, me apego mais aos personagens e à leitura.

Recomendo o experimento e o uso dos leitores de ebook, da acessibilidade do celular (que funciona com o kindle, olha que coisa maravilhosa) e dos diversos apps de audiobooks que existem, também. É uma experiência maravilhosa e vou indicar pra todo mundo sim!!!!

[EDIT]
Muita gente me perguntando quais apps eu uso, achei isso lindo <3 Ultimamente, tenho usado a acessibilidade do celular (talkback) com o Kindle, mesmo porque funciona muito bem, apesar de alguns pequenos bugs. Pra pdfs, utilizo o EZPDF. É pago, mas tem uma versão free que funciona muito bem. Recomendo que vocês comecem com uma velocidade razoavelmente lenta para se acostumar. A "normal" e a "rápida" são as melhores pro começo. Boa ouvida! ♥


Sobre o Autor

Letícia Black tem 25 anos e é natural do Rio de Janeiro. Viciada em livros e séries, escreve histórias desde cedo e se diverte muito com elas. Sonserina, Judd, Lannister, tributa, erudita, gleek ou simplesmente Leka. Autora orgulhosa dos livros Contos de Uma Fada e Garota de Domingo.



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