Quotes que amo #1

Postado em 14 de outubro | Por Letícia Black Comentários

Talles pegou minhas duas mãos, olhou no fundo dos meus olhos e disse:
– Não podemos mais beber como bebemos ontem.
Parecia estar fazendo um esforço gigantesco para ralhar com o meu comportamento – porque ele não havia bebido quase nada, ao passo que eu mal conseguia andar no fim da noite. Mas gostava quando ele falava no plural sobre um problema que era só meu ou só dele, porque significava que éramos um time. E gostava de me sentir parte do mesmo time que ele.
– Eu sei – concordei.
Meus olhos se encheram de lágrimas e o vi fraquejar em seu discurso, mas engoli a seco e continuou.
– Você me deixou preocupado – murmurou. – Já vi você beber antes, Mila, e respeito que você goste e respeito a fibra do seu fígado, mas… – Seus olhos desviaram e soube que estava emocionado. Ele sempre ficava sem jeito com isso. – Fiquei com medo por você, Mila, porque você tem uma história. Sei que você voltou a beber porque sai comigo e a gente bebe nas festas, mas acho que você não sabe se controlar ainda e… – Engoliu mais uma vez e apertei sua mão, mesmo com o coração apertado. – Eu não quero que nada de ruim aconteça, então não vamos beber mais. A gente nem precisa mais ir nas festas por um tempo. Vamos ficar em casa. E transar.

Esse é um trecho de Jogando os Dados (2) Com o Amor que não importa quantas vezes eu tenha lido nem que tenha sido eu mesma que escrevi: choro toda vez. Ele tem um contexto, porém, que se eu não explicar, não faz sentido. Fica até estranho, na verdade, parece uma bronca. A Mila passou por uma fase muito ruim na adolescência. Ela fazia uso dessas drogas de festa, mas, principalmente, bebia muito. 16/17 anos e ela era alcóolatra, até que teve um coma alcóolico e foi internada em uma reabilitação. Passou dois anos sóbria e “comportada”, com medo de se envolver com pessoas e fazer amizades, até que Talles entrou na vida dela. Já morando juntos, a rotina dela mudou, procurando uma média com ficar em casa (o seu novo normal) com festas e eventos (o antigo eu dela, que, agora acompanhada, resolveu voltar). E com o retorno das festas, ela acabou voltando a beber, então não demora pra perder o controle. Então o namorado, super preocupado, vai conversar com ela usando o plural. Mesmo que ele não tenha bebido, eles são “nós” e não vão beber, mesmo que ele tenha eventos que precise ir, diz que não precisa. São um time, vão ficar juntos e não vão beber. E eu acho isso lindo.

Esse é um trecho de Jogando os Dados (2) Com o Amor que não importa quantas vezes eu tenha lido nem que tenha sido eu mesma que escrevi: choro toda vez.

Ele tem um contexto, porém, que se eu não explicar, não faz sentido. Fica até estranho, na verdade, parece uma bronca.

A Mila passou por uma fase muito ruim na adolescência. Ela fazia uso dessas drogas de festa, mas, principalmente, bebia muito. 16/17 anos e ela era alcóolatra, até que teve um coma alcóolico e foi internada em uma reabilitação. Passou dois anos sóbria e “comportada”, com medo de se envolver com pessoas e fazer amizades, até que Talles entrou na vida dela.

Já morando juntos, a rotina dela mudou, procurando uma média com ficar em casa (o seu novo normal) com festas e eventos (o antigo eu dela, que, agora acompanhada, resolveu voltar). E com o retorno das festas, ela acabou voltando a beber, então não demora pra perder o controle.

Então o namorado, super preocupado, vai conversar com ela usando o plural. Mesmo que ele não tenha bebido, eles são “nós” e não vão beber, mesmo que ele tenha eventos que precise ir, diz que não precisa. São um time, vão ficar juntos e não vão beber.

E eu acho isso lindo.

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