[RESENHA] A Rainha Vermelha #001

Postado em 23 de janeiro | Por Letícia Black Comentários

A rainha vermelha

Resumo:

O mundo de Mare Barrow é dividido pelo sangue: vermelho ou prateado. Mare e sua família são vermelhos: plebeus, humildes, destinados a servir uma elite prateada cujos poderes sobrenaturais os tornam quase deuses. Mare rouba o que pode para ajudar sua família a sobreviver e não tem esperanças de escapar do vilarejo miserável onde mora. Entretanto, numa reviravolta do destino, ela consegue um emprego no palácio real, onde, em frente ao rei e a toda a nobreza, descobre que tem um poder misterioso Mas como isso seria possível, se seu sangue é vermelho? Em meio às intrigas dos nobres prateados, as ações da garota vão desencadear uma dança violenta e fatal, que colocará príncipe contra príncipe – e Mare contra seu próprio coração.

Personagens:

  • Mare
  • Cal
  • Kilorn
  • Maven
  • Elara
  • Evangeline

 

Mare, Mareena ou a garota elétrica, é uma principal cheia de energia e sem perspectiva de futuro. Ela é retirada do convívio de seus familiares e de Kilorn, a quem ela deseja salvar dos horrores da guerra. Sua vidinha medíocre se encerra quando ela conhece Cal, príncipe de Norta e convocada a trabalhar em seu palácio. Lá, é submetida ao convívio dele e de seu (também sem perspectiva) irmão, Maven, além da temível rainha, Elara, a noiva de Cal, também temível, Evangeline e o Rei de Norta, que é bem dispensável e eu não me recordo o nome.

Pontos positivos:

Uma distopia com personagem feminina, com vários plottwist e personagens cativantes, sem que a gente consiga ver o caminho que a história leva.

Pontos Negativos:

A trama é densa, demanda atenção.

Opinião:

Em suma, sou apaixonada por distopia. Confesso, porém, que não percebi que era uma distopia até começar a ler. Isso quer dizer que o cenário caótico me fez prender a respiração de prazer e alegria.

Talvez estivesse esperando algo mais como um biopunk pela sinopse, embora não tivesse pensado muito sobre isso. Também devo confessar que comecei a ler pela capa e surpreendentemente recebi no colo um daqueles livros que nos tiram o fôlego.

O mundo em que me coloquei, dividido entre ricos com sangue prateados (com poderes como fogo, água, vento, controle de metais etc) e pobres com sangue vermelhos (sem poderes, por isso subjugados).

Mare é uma garota vermelha de 17 anos comum, como todas nós fomos. Ela não faz nada da vida, mas o tempo passa e as responsabilidades chegam. Assim sendo, ela é pega e jogada para os leões de qualquer jeito e tem que encarar tudo o que isso significa.

Já que o livro é uma distopia, essa parte da vida de Mare é bem mais cruel do que foi para todo mundo que passou por isso. Ela rouba para sobreviver e se diz ladra de profissão. Por não ter sido escolhida para ser aprendiz, certamente vai ser recrutada para a guerra em seu próximo aniversário.

A possibilidade de ser recrutada para a guerra não a assusta. Três de seus irmãos foram recrutados e ela não tem nenhuma perspectiva. Mas Kilorn, seu melhor amigo, é aprendiz de pescador e seu mestre acaba morrendo. Por isso, Kilorn não é mais aprendiz e é jogado na guerra, fazendo Mare se sentir em seu pior pesadelo.

Com isso, ela sai em busca de uma maneira de salvar Kilorn.

Assim que tudo dá errado, encontra um rico generoso e charmoso, para quem desabafa seu anseio de salvar Kilorn.

Logo após, Mare é convocada para Palacete do Sol para servir como criada. Por isso, precisa servir em um evento importante que não acontece há 20 anos: a escolha da noiva do príncipe.

O príncipe em questão é Cal, o rico generoso que a ajudou no dia anterior.

As candidatas a princesas precisam mostrar seus poderes e, então, uma demonstração dá errado, deixando Mare em perigo mortal. Ao acreditar que iria morrer, inesperadamente seu corpo reage da forma mais inacreditável possível: ela solta faíscas.

Incompreendida pelos prateados ao seu redor, Mare é feita de refém.

Uma vez que está nas garras dos tiranos, não tem escolha a não ser seguir as suas exigências. Com isso, acaba se entranhando em uma rede mentiras e traições com as quais ela tem que aprender a lidar.

Eu me peguei segurando a respiração com a leitura muitas, muitas vezes. Também, não é sempre que a gente encontra um livro com tantos topos e arcos, tantos momentos claros de reviravoltas e tantos sentimentos que esmagam nosso coração.

Enfim, para quem gosta de livros completos, com romance, aventura, poderes, lutas, intrigas e muita dor e sofrimento, aqui está a leitura certa.

Titulo: A rainha vermelha
Autor: Victoria Aveyard
Editora: Seguinte
Gênero: Distopia/Sci-fi
422 páginas
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Início da leitura: 18/09/2017
Término da leitura: 19/09/2017
Nota: 10
Apreciação geral do livro: Capa bonita, interessante, difícil de largar, bons diálogos, queria mais.
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