Um buraco negro chamado internet
Postado em 22 de outubro | Por Letícia Black Comentários

Uma vez, em um evento, um rapaz me perguntou como eu fazia para me concentrar e escrever. Parece bobo, olhando assim, mas é uma questão que assola os escritores da minha geração e da que vem depois da nossa por um motivo muito simples: nós somos nativos de internet. Não conhecemos um mundo sem internet e é como se ela fosse parte do que a gente é.

Parece até um roteiro de um livro de ficção científica e na capa vocês podem usar aquela foto do Zuckerberg passando pela multidão enquanto a galera usava aqueles óculos e não o viam.

 

 

assustador.

A resposta que eu dei para ele pode parecer um pouco grosseira, mas é a maior realidade que eu poderia colocar aqui: desliga seu modem, esconde seu celular, senta na cadeirinha e escreva.

90% das pessoas que sofrem de bloqueio e procrastinação só estão distraídas com outras coisas (internet) e com um pouco de preguiça de colocar a mão na massa. É sério. Eu sou uma dessas pessoas.

Depois que eu descobri que era só desligar a minha internet e meu bloqueio sumia em um passe de mágica, eu parei de dizer que tinha bloqueio. Eu não tenho bloqueio, eu tenho é falta de vergonha na cara mesmo.

Vocês já perceberam que as vezes a gente se sabota? Que a gente tem a porcaria de uma prova amanhã, mas fica até 3 da manhã batendo papo com o crush sem motivo nenhum? Pois bem, eu faço isso também. Eu quero escrever, sinto necessidade de escrever, vontade e até estou disposta, mas aí rola aquele feed do facebook… Hm… Acabou. Foi aí que eu comecei a procurar programas de produtividade e foco.

Esbarrei com uma criaturinha chamada Freedom (pensa em um nome irônico). No mesmo site, você também encontra outras ferramentas bem legais com intuito parecido. Ele é pago, são 10 obamas e tem uma pequena versão trial para você testar.

Pois bem, o Freedom é uma coisa… Bom, você vai amá-lo e odiá-lo. Ele vai te ajudar de verdade a focar no seu livro, no seu tcc. É sério. Ele te deixa sem internet, totalmente entediado com um computador. Foi assim que eu zerei Plantas Vs. Zumbis. HAHAHAHAHAHA

Bom, brincadeiras a parte, ele me ajuda a manter o foco. Costumo programá-lo por um período de alguns minutos ou horas e não adianta o que você faça, ele não vai devolver a internet. Já tentei até reiniciar o computador, fechar ele pelo gerenciador de arquivos: não volta. Se você simplesmente resolveu que vai escrever por 4 horas e programou ele para 4 horas, mas acabou seu gás com 2, senta e chora, neném. Isso aconteceu comigo.

Resolveu meu problema de foco e eu fiquei muito mais produtiva depois dele. Sabe quando me chamam de máquina de escrever? Esse é o meu segredo. Espero que ajude vocês também.

Beijos rosados :*

Sobre o Autor

Letícia Black tem 25 anos e é natural do Rio de Janeiro. Viciada em livros e séries, escreve histórias desde cedo e se diverte muito com elas. Sonserina, Judd, Lannister, tributa, erudita, gleek ou simplesmente Leka. Autora orgulhosa dos livros Contos de Uma Fada e Garota de Domingo.


Porque eu amo o Scrivener
Postado em 16 de outubro | Por Letícia Black Comentários

Quem me conhece de longas datas, sabe que de uns tempos pra cá eu comecei a falar um blábláblá incansável sobre um programa de nome esquisito, o Scrivener.

Recebi indicação desse achado por outra autora, a Julianna Costa, e resolvi baixar a versão trial de 30 dias para testar e, bom, acontece que eu me apaixonei no primeiro dia de uso. Tive a mesma reação com ele que eu tive com Harry Potter. Sabe, quando estava lendo A Pedra Filosofal, eu virei para a minha avó e disse “Não sei como vou viver sem isso mais”. Lembro que ela me perguntou “E o que você vai fazer quando acabar?”; movi céus e terras pra ganhar os outros 3 livros que tinham disponíveis na época e quando acabou – no dia da estreia do último filme -, fiz uma tatuagem. Nunca tive que lidar com ficar sem Harry Potter. No caso do Scrivener, eu comprei a licença no terceiro dia de uso para nem correr o risco.

Acho que só a minha fixação por ele já diz pra vocês o quanto é maravilhoso. Só tenho uma notícia: o preço dele é em dolar. Quando comprei, o dolar ainda estava baixo, agora acho que ele é uma pequena facada de uns 150 golpinhos. Porém, na minha humilde opinião, vale a pena.

Pra tentar ilustrar, vou usar prints da net porque acabei de trocar de pc e só tenho um arquivo de scrivener aqui e ele tá bem pobrinho.

Sim, ele tem um quadro de ideias!!!! Não é tão legal quanto o da dica anterior, mas ele organiza capítulos e cenas de uma forma surreal. O Brainstorm fica mais fácil e toma forma rapidamente. Estão vendo essas cores na pontinha das fichas? Pois então, você pode colorir para dizer que estão acabadas, em andamento, a escrever, apenas no roteiro e etc. São muitas opções e ainda dá para criar as suas.

O Scrivener também tem a maior criação do universo: um gerador de nomes. Tem uns nomes gringos estranhos, mas você pode gerar sua propria lista e colocar lá. Escolhendo as opções, ele gera uma lista de nomes e sobrenomes aleatória e algum vai ter que encaixar naquele personagem terciário que precisa ser nomeado e você está sem paciencia para pensar em um legal.

Conseguem ver o menu? Tudo separado e organizado em pastas? Você pode escrever seus capítulos e cenas separadamente e depois… Compilar em um só arquivo, em vários formatos. Chega de 3 mil words, capítulos de A a Z em uma pasta.

E mais: ele faz backup automático. E isso é uma coisa muito linda porque é a cada pausa que seus dedinhos fazem.

Essa é a tela que eu uso para escrever, embora existam outras opções. No canto da esquerda, o menu com as cenas e capitulos organizados. No menu da direita, temos sinopse do capítulo/cena, a barrinha onde você seleciona o status do que está escrevendo (ligado com as cores que eu falei antes) e as anotações do capítulo na telinha amarela. Ainda tem, lá no final, uma contagem maravilhosa de palavras. Ainda dá para colocar um termômetro de meta que muda de cor conforme você vai se aproximando da meta, ele vai ficando verde.

Conseguem ver a organização? Eu não falei nem de metade das funções do programa, eu mexo nele há uns dois anos e ainda descubro umas coisinhas novas e apaixonantes a cada dia.

Recomendo que baixem com moderação porque o coração de vocês pode se apaixonar na primeira usada, tipo o meu.

Você encontra a versão trial e paga do Scrivener nesse site.

 

Sobre o Autor

Letícia Black tem 25 anos e é natural do Rio de Janeiro. Viciada em livros e séries, escreve histórias desde cedo e se diverte muito com elas. Sonserina, Judd, Lannister, tributa, erudita, gleek ou simplesmente Leka. Autora orgulhosa dos livros Contos de Uma Fada e Garota de Domingo.


Como eu uso o Canvas para escrever?
Postado em 9 de outubro | Por Letícia Black Comentários

Ano passado, estive na feira do empreendedor com uma amiga. Queria saber como montar um negócio, como registrar e como organizar tudo. Foi uma experiência ótima, assistimos umas palestras e conversamos com consultores sobre ferramentas de planejamento de mercado. E foi assim que eu fui apresentada ao modelo Canvas de negócio.

Clique na imagem para ver maior

O modelo Canvas, nada mais é que um pedaço de papel ou quadro branco aonde você se programa e escreve suas ideias para o seu negócio ou colando post-its coloridos para ficar mais bonitinho.

Se tem uma coisa no mundo que eu amo são post-its coloridos. Quem pode me julgar?

Obviamente, fiquei super empolgada com o Canvas e com o que ele me apresentava e fiz uma consultoria para aprender a como usar ele e, bom, tenho certeza que eu pareci um pinto no lixo. Guardo o que eu fiz lá até hoje.

Bom, eu tenho um pequeno problema que nem é um problema de todo, só para mim. Eu tenho mania de achar que tudo o que eu aprendo pode servir de alguma forma (qualquer forma) para a minha escrita. Com o Canvas não foi diferente – voltei para a casa com a sensação que todos os anos que eu passei até esbarrar com ele foram perdidos e que minha vida ia mudar por causa disso (sério, eu sou dramática nesse nível).

Eu já tinha um quadro branco imantado que eu usava para colar as capas de todas as minhas 80 histórias (ou seja, era um altar para o meu ego e foi bem difícil me desfazer dele), então passei uma tarde inteira desenhando linhas retas com a minha coordenação motora nível jardim de infância, separando tudo em 26 quadrados para esquematizar uma história de 25 capítulos + posfácio. Fiz de caneta verde, ficou um horror e bem borrado, mas serviria. Empolgada, comecei a colar meus post-its e organizar minhas ideias, só que os post-its não estavam colando (que absurdo!!!!) e eu comecei a colar durex. Imagina o tamanho do cocô, quase estraguei o quadro todo por causa disso.

Então resolvi apagar e desenhei meu gato em uma caixa.

Clique para ver maior

E o desenho encontra-se nele até o presente momento.

Mas eu não desisti do Canvas, claro que não. Na realidade, minha maneira de organizar as ideias antes de montar o roteiro da história até parece com o Canvas, só que bem mais cheia de riscos e desorganizada, então estive empolgada em tentar utilizar não exatamente o Canvas, mas o quadro branco com post-its.

E tinha que ter post-its. Senão não vale, né?

Foi aí que achei que deveria existir uma ferramenta online que me desse o que eu queria de forma mais organizara, reta e sem durex. Foi aí que eu encontrei o realtimeboard.

Olha essas cores! Olha esses post-its! (Ahn… Você também pode clicar para ver maior)

Ps: fui eu que editei e escolhi essas cores, tá? Eu gosto de coisas coloridas :B

Antes que provoque desesperos: ele é de graça. Ao menos até onde eu mexi (e fiz tudo o que eu queria fazer), não precisei pagar nada até agora. Estava preocupada sobre salvar, mas já vi que ele permite salvar de diversas formas, inclusive em pdf (bom pra impressão) e em jpg. A imagem foi gerada por ele mesmo. Legal, né?

Estou bem satisfeita com a ferramenta e espero que ela ajude a vocês também!

Sobre o Autor

Letícia Black tem 25 anos e é natural do Rio de Janeiro. Viciada em livros e séries, escreve histórias desde cedo e se diverte muito com elas. Sonserina, Judd, Lannister, tributa, erudita, gleek ou simplesmente Leka. Autora orgulhosa dos livros Contos de Uma Fada e Garota de Domingo.